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EDITORIAL Notícia da edição impressa de 16/04/2012

O dia em que o trânsito fará Porto Alegre parar

Automóvel, todos os brasileiros ainda terão um. Se é que já não têm. Pelo menos em Porto Alegre, em que são dois habitantes por um veículo. Arredondando, 1,4 milhão de pessoas para uma frota de 700 mil unidades. A questão é que não temos ruas nem avenidas que suportem essa quantidade circulando. Principal e obviamente, nas horas do pico, da entrada e saída dos colégios e das repartições. O que intriga é como a Capital não consegue alargar ruas e avenidas onde o recuo existe na maior parte. O Plano Diretor de 1959 previu que as principais radiais da cidade teriam recuo a cada nova edificação. Lima e Silva e as avenidas Protásio Alves, Bento Gonçalves, Benjamin Constant, Cristóvão Colombo, Teresópolis, Glória e outras são exemplos. É imperioso alargar o que está previsto há mais de meio século. Agora se pode falar nos automóveis. É que as classes C e D, as emergentes, estão sendo incorporadas ao consumo em geral e aos automóveis, o sonho de 10 em cada 10 brasileiros. Pedir que o trânsito ande mais rápido em Porto Alegre deixou de ser “coisa das elites alienadas” ou dos “burgueses egoístas, aboletados em seus carrões enquanto a plebe ignara se espreme em ônibus superlotados e quentes”. Foi assim, não é mais.

A frota de coletivos de Porto Alegre é grande e moderna. O transporte coletivo é fundamental e o sistema de Trânsito Rápido para Ônibus (BRT, na sigla em inglês) ajudará. Quanto ao metrô, é discurso que vem de longe e ainda servirá para muitos comícios inócuos nesta e em futuras eleições. Uma nova discussão sobre o financiamento federal surgiu. Todo governo que assume o poder intitula-se modernizador. No entanto, nada é explicado sobre como e com que recursos essa modernização virá. Modernizar significa, para alguns, apagar o passado, recomeçar, fazer tudo de novo. O governo que dá continuidade às boas coisas do antecessor é tido como pouco criativo. Faz-se de conta, na Capital, que as pessoas estão unidas pelos mesmos ideais, no caso, um trânsito fluindo e seguro. Entre nós, o serviço de catamarã entre Porto Alegre e Guaíba foi a grande e isolada novidade. Mas da iniciativa privada. Como explicar os dias em que a cidade para por causa de acidente na avenida Castelo Branco? Felizmente, viadutos e passagens de nível estão projetados na Terceira Perimetral. Sabemos que a unanimidade jamais será alcançada em termos de obras. Pelo andar - ou vagareza no trânsito - veremos a cidade parar com milhares de motoristas e seus automóveis buzinando infernalmente. Como várias linhas de ônibus não circulam pelos corredores, tudo ficará onde está. Será o caos. Previsto, falado e aguardado. No entanto, o prefeito José Fortunati é taxativo, não podemos mais, mesmo respeitando o direito ao automóvel, nos preocupar com esse meio de transporte. Menos, pois este é um processo - mais automóveis - inexorável. O prefeito aposta no transporte coletivo e nas ciclovias. Muitas assembleias, reuniões, debates e entidades que devem abençoar obras inadiáveis. A III Perimetral e outras avenidas têm semáforos demais e lentidão. Os automóveis param em algumas ruas e avenidas. Os ônibus estão lentos. Ou se dá espaço ou o trânsito não terá solução. Com ou sem Copa do Mundo de 2014.

COMENTÁRIOS
Paulo - 16/04/2012 - 11h21
Porto Alegre não é capaz de cuidar nem das paradas de ônibus, imundas, encardidas, fedidas. Faltam coisas simples como placas indicando o nome das ruas. É demais pensar que haverá recursos para obras viárias. Realmente há muitos carros e não há como abrir espaço para eles. Precisamos investir em transporte público, em corredores exclusivos e mais largos, metrô, usar mais a navegação. Precisamos Prefeitos mais inteligentes e experientes. Nos 16 anos do PT e nos 8 doPMDB/PDT,pouco foi feito, muito pouco. As grandes obras viárias foram feitas num passado distante, pré-histórico. Os políticos só demonstram energia para as inúteis coligações e conchavos.

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