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TECNOLOGIA Notícia da edição impressa de 16/04/2012

A terceira dimensão chega em casa

Patricia Knebel

JOÃO MATTOS/JC
Fabricante calcula que 10% das vendas em 2012 sejam de TV 3D
Fabricante calcula que 10% das vendas em 2012 sejam de TV 3D

Esse será o ano em que o 3D vai deixar, definitivamente, de ser uma alternativa apenas para quem vai ao cinema. Com uma oferta cada vez maior de televisores com essa tecnologia nas lojas e os preços em queda, os fabricantes apostam que os brasileiros irão comprar mais de 1 milhão de unidades em 2012.

Filmes, shows e jogos vistos em 3D, no sofá da sala de estar. A tecnologia de terceira geração começa a se disseminar no Brasil e coloca os telespectadores diante de uma nova experiência televisiva.

Nada de TV digital e interatividade - que ainda não saiu do papel. A grande revolução que pode ser de fato conferida hoje é a dos personagens que parecem sair da tela; das manobras de aviões de guerra que chegam a fazer as pessoas desviarem a cabeça tamanha a sensação de realidade e dos jogos de tênis que dão a sensação de colocar os telespectadores dentro da quadra, interagindo com os atletas. 

O sucesso no cinema de filmes 3D, como Avatar, fez com que as pessoas passassem a ter vontade de contar com toda essa tecnologia em suas casas. Com maior interesse dos consumidores, os fabricantes de televisores resolveram apostar na oferta desses produtos. Os preços, que começaram altos, agora se tornam atrativos.

E o resultado disso é que 2012 deve ficar marcado como o ano em que a TV 3D deixará de ser um produto de nicho, alcançando mais de 20% do total de televisores vendidos no País, segundo os fabricantes. Depois das 490 mil unidades vendidas em 2011, deverão ser comercializadas 1 milhão de unidades. “O cinema está puxando esse movimento, principalmente porque precisa se reinventar para convencer as pessoas saírem de casa para conferir os novos títulos disponíveis”, comenta o professor de Jornalismo e Comunicação Digital da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), André Pase.

Os desafios, claro, ainda são grandes. Os estúdios de cinema estão intensificando a oferta de títulos em 3D, mas os fabricantes são unânimes em afirmar que essa tecnologia não vai massificar enquanto a TV aberta não transmitir conteúdos com essa tecnologia. “A falta de conteúdo suficiente em 3D é o principal gargalo enfrentado por essa indústria”, admite o gerente sênior de TV e áudio e vídeo da Samsung, Rafael Cintra.

Ele comenta que os fabricantes costumam conversar com estúdios e representantes das emissoras de TV para estimular a produção de conteúdo. Mas, só isso não resolve. “A indústria ainda não vê esse mercado como mercado potencial. Ainda assim, acreditamos que vai acontecer uma melhora gradual ao longo dos anos”, diz.  Para tentar driblar isso, a Samsung tem apostado na criação de conteúdos próprios, que são oferecidos como aplicativos nos modelos Smarts (televisores com internet). Além disso, o Explore 3D disponibiliza mais de 100 conteúdos diversos de parceiros aos quais os usuários podem se conectar.

Trazendo a questão do conteúdo para a TV aberta, existem algumas iniciativas, como a da transmissão do Carnaval em 3D, e conversações para que eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas sejam gerados com essa tecnologia. Assim, as pessoas que tiverem televisores compatíveis poderão acompanhar os jogos sob uma nova ótica. Algumas experiências ainda tímidas nessa área estão sendo feitas desde o ano passado, quando a final do US Open de Tenis foi transmitido em TV fechada em 3D e a UEFA Champions League pode ser acompanhada em alguns cinemas brasileiros. Para agilizar essas iniciativas, os fabricantes têm procurado criar alternativas. A LG lançou em julho de 2011 um sistema que possibilita a conversão de conteúdo 2D para 3D. Um software analisa as imagens, melhora a qualidade da versão 2D e transforma em 3D.

O resultado para os consumidores não é o mesmo do que se eles tivessem olhando um filme ou programa em uma TV 3D original, pois não se tem a sensação dos elementos saltando da tela. Mas a noção de profundidade aumenta em relação aos televisores tradicionais. E isso funcionou como um impulsionador da venda de produtos da marca. “Lançamos esse produto e alcançamos a liderança nesse segmento em menos de dois meses, fechando o quarto trimestre com 42,9% de participação”, relembra a gerente de produto da área de TV da fabricante, Fernanda Summa.

A expectativa da LG é que 20% do total de televisores comercializados em 2012 sejam 3D. “É um crescimento que vem sendo impulsionado, principalmente pela grande curiosidade que essa tecnologia passou a despertar nos consumidores depois que chegou com força aos cinemas”, comenta.

A empresa continua apostando na venda de televisores 3D e dos meios que permitem a conversão. Além disso, a empresa projeta aproximar essa tecnologia dos modelos Smarts, que permitem o acesso à internet pelo próprio aparelho de televisão.

Sony defende que experiência em terceira dimensão seja completa

A Sony, que tem em seu portfólio 3D produtos como televisores, videogames e câmeras fotográficas, defende que a experiência dos usuários com a tecnologia de terceira dimensão seja completa. “O 3D começa desde a filmagem, passando pelos equipamentos e ilhas de edição, até a oferta de equipamentos”, diz o porta-voz de TVs da fabricante, Luciano Bottura, destacando que a Sony possui participação em toda essa cadeia. Ele cita como exemplo disso a oferta dessa tecnologia nas câmeras fotográficas da marca que faz com que o usuário passe a ter a experiência dele mesmo gerar conteúdo 3D, e não apenas receber.

Na Sony, os primeiros produtos foram lançados em 2010 e, desde então, a empresa tem procurado trabalhar com um conceito mais amplo dessa tecnologia. O mercado, que começou tímido, fechando 2010 com apenas 1% das vendas de televisores, passou para 6% no ano passado. Para 2012, a expectativa da fabricante é que chegue a 10% das vendas de total de televisores da marca e, nos próximos anos, alcance o patamar de 20%. “É um crescimento gradativo e podemos perceber isso quando avaliamos os grandes lançamentos mundiais do cinema, que cada vez mais trazem essa tecnologia para um maior número de pessoas”, avalia Bottura.

O gestor comenta a importância da geração cada vez maior de conteúdo em terceira dimensão para estimular as pessoas a adotarem a tecnologia. E cita países como Estados Unidos, China e os europeus como exemplo de mercados em que a aceitação cresce conforme a disponibilidade de conteúdo. Outros temas encarados como barreiras para a disseminação da tecnologia também deverão ser quebradas ao longo do tempo, apostam os fabricantes.

Os óculos são um exemplo disso. E, apesar de muitas pessoas não gostarem, eles são essenciais. Isso porque, nos filmes tradicionais, as pessoas enxergam os objetos na tela a partir da largura e altura do que é projetado. Já os conteúdos 3D usam dois projetores, o que gera duas imagens. A única forma hoje das pessoas terem a ideia de profundida gerada é através dos óculos, pois cada lente identifica uma das imagens.

Mesmo que a previsão de que em menos de cinco anos não será possível assistir à TV sem esses dispositivos, algumas melhorias já estão acontecendo. “Hoje os óculos são mais leves, baratos e ergonômicos”, diz o gerente sênior de TV e áudio e vídeo da Samsung, Rafael Cintra. Eles custam cerca de R$ 79,00. Os fabricantes acreditam que com o tempo será possível chegar a R$ 25,00. A velocidade da internet no Brasil também parece não preocupar muito as empresas, mesmo que disso dependa um acesso de qualidade dos conteúdos 3D disponibilizados dos modelos Smarts.  A gerente de produto da área de TV da LG, Fernanda Summa, comenta que um acesso com velocidade de 3 MB já permite aos expectadores usufruir os conteúdos com qualidade.

O estudo Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil 2011/2012, realizado pelo Ipea- em parceria com a Federação Brasileira das Associações Científicas de Comunicação (Socicom), coloca os televisores como fundamentais para ajudar a ampliar o acesso da população à internet de alta velocidade.

Itautec testa terminal que será comandado por gestos

Pode parecer um tanto estranho imaginar alguém interagindo com um caixa de autoatendimento bancário através de gestos. Mas, se os planos de alguns fabricantes que trabalham com a tecnologia 3D saírem como o esperado, é bom você começar a se acostumar com essas cenas.

A Itautec já está trabalhando com alguns protótipos e deve iniciar nos próximos três meses um projeto-piloto com duas instituições financeiras e a expectativa é que o produto esteja comercial até o final de 2012. A empresa criou um modelo de representação através de esferas, na qual cada uma delas está relacionada a uma função diferente, como consulta ao saldo, investimento e saque.

A projeção em 3D dá a impressão de que a esfera está no ar. Por isso, ao invés de tocar na tela ou teclado, o usuário interage com o menu através de gestos, que é compreendido pelo sistema. Ele vai girando até tocar a opção que deseja. Depois disso, basta escolher o valor que deseja sacar, por exemplo, e digitar a senha.

O gerente de produto de automação bancária da Itautec, David Alves de Melo, revela que a evolução tecnológica que um terminal representa tem despertado o interesse das áreas de marketing dos bancos. Mas um dos principais propósitos da Itautec ao criar esse produto foi atender a questão da segurança.

“O sistema projeta a imagem em três dimensões em um espaço bem delimitado, o que dificulta para os fraudadores que tentem ver a senha dos correntistas ficando próximos a eles no momento da operação”, diz. O desenvolvimento desse sistema 3D da Itautec foi feito no Brasil e se iniciou em 2011.

Altíssima definição é alvo de pesquisas do CPqD

Ainda vai demorar para se tornar comercial e, mais ainda, para ser uma tecnologia que os consumidores poderão levar para dentro das suas casas. Mas o laboratório de TV digital do CPqD já está trabalhando com a transmissão de vídeos em super-alta definição. A tecnologia, conhecida como 4K, se baseia no padrão de cinema digital JPEG 2000 e permite a transmissão de imagens com resolução de 4.096 pixels horizontais por 2.160 verticais, o que dá um total de 8,8 milhões de pixels por quadro (frame). Essa resolução é quatro vezes maior do que a do full HD, disponível hoje em dia em alguns televisores. “As imagens são formadas por pontos (pixels) e, quanto maior o número deles, maior a nitidez e a possibilidade de ampliar mantendo a qualidade”, explica a pesquisadora do CPqD, Nilsa Azana.

Os japoneses (sempre eles) já trabalham para que a tecnologia de 4K possa ser usada em televisores residenciais. Mas a grande finalidade mesmo deve ser a oferta de sistemas mais modernos para a transmissão em cinema. “As pessoas só conseguirão perceber de fato a grande diferença da qualidade quando olharem as imagens em telas grandes”, explica Nilsa.

O CPqD e parceiros trabalham nesse momento para identificar as dificuldades que poderão surgir quando o 4K deixar de ser um experimento e ir à campo. Um dos maiores desafios será a banda larga. Cada um segundo de filme pode ter cerca de 2GB, o que significa que a transmissão dessas imagens exige conexões dedicadas de fibra óptica de altíssima velocidade, de aproximadamente 10 Gbits por segundo. “Aumentar a quantidade de banda larga disponível no Brasil é o grande desafio para avançarmos nesses projetos, tanto no da tecnologia 4K como no 3D, que precisa passar o dobro de informações”, alerta a pesquisadora.

Hoje em dia, essa largura de banda só está disponível em redes experimentais de instituições acadêmicas e de pesquisa e desenvolvimento, como a do Projeto Rede Experimental de Alta Velocidade (GIGA), coordenado pelo CPqD em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

O CPqD já realizou duas transmissões experimentais de vídeos em super-alta definição. Uma delas para a própria RNP e outra para a Universidade de Essex, no Reino Unido. A instituição é parceira do CPqD para experimentos em larga escala envolvendo a transmissão de vídeos de altíssima resolução, já visando aos Jogos Olímpicos de 2012 e à Copa do Mundo de 2014. Alguns países já estão trabalhando com a viabilidade da transmissão 4K em 3D e até em 8K. O CPqD possui mais de 1,2 mil profissionais e é considerado um dos maiores centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da América Latina.

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