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No Palco Notícia da edição impressa de 16/04/2012

Orquestra promove diálogo entre clássico e contemporâneo

Rafael Gloria

FREDY VIEIRA/JC
Maestro Antônio Cunha ensaia com a Orquestra de Câmara Theatro São Pedro
Maestro Antônio Cunha ensaia com a Orquestra de Câmara Theatro São Pedro

Quando o maestro Antônio Carlos Borges-Cunha erguer os braços para reger o programa dedicado aos ícones da música clássica vienense Haydn e Mozart hoje, a partir das 21h, estará oficialmente aberta a temporada 2012 da Orquestra de Câmara Theatro São Pedro. Cunha, além de maestro, também é diretor artístico responsável por elaborar a programação anual da orquestra. “Ela tem que ter uma unidade, não é uma relação de peças musicais apenas. Cada concerto é como se fosse uma composição que forma a composição maior que é a programação”, explica.

Com uma temporada que se inicia no cenário erudito do século XVIII e mais à frente encontra o trabalho de músicos pós-modernistas contemporâneos, pode-se dizer que foi uma composição atrevida a do maestro. “É verdade, a Orquestra de Câmara Theatro São Pedro é nacionalmente conhecida por fazer temporadas ousadas, promovendo um diálogo do repertório histórico com o atual”, diz Cunha.

Depois de um início clássico com Mozart, é a vez de travar diálogo com a obra de Vitor Ramil - convidado da orquestra em maio. Apesar de não ser um compositor erudito, o seu trabalho de cancioneiro é muito valorizado. “Dedicamos anualmente uma noite dos nossos concertos oficiais para a canção brasileira, pois entendemos que ela é a alma do povo brasileiro”, revela Cunha. Ainda em junho, há a ópera encenada de Mozart, Così fan tutte, uma produção com artistas locais e com direção cênica de Luiz Paulo Vasconcellos. “Acredito que seja a primeira vez no Theatro São Pedro, talvez já tenha sido realizada em Porto Alegre, mas raramente o público tem a chance de apreciar obras de Mozart por aqui”, relata.

O encontro das obras dos compositores Bach e Arvo Pärt, dirigido pelo regente e oboísta Carlos Prazeres, acontece em julho com o espetáculo Bach Eterno. Pärt é um compositor atual que escreveu uma obra com o tema de Bach. “É uma forma de celebrar uma integração muito bonita entre o clássico e o contemporâneo”, enfatiza Cunha. E, como parte das celebrações dos 40 anos de carreira do pianista Arnaldo Cohen, em agosto, a orquestra convidou o solista para a apresentação dos Concertos nº 3 e nº 5 de Beethoven. Nessa ocasião, a noite será sinfônica, isto é, no palco haverá, além da orquestra de cordas, também músicos de sopro, contabilizando 35 instrumentistas. 

Em setembro, será celebrado o centenário de nascimento de John Cage, ícone do experimentalismo musical, autor da peça 4 minutos e 33 segundos, na qual nenhuma nota é tocada. Diferentemente do que se imagina, a música não é composta apenas por silêncio, mas também pelos sons ambientes do teatro e da reação do público. É uma das raríssimas vezes em que são apresentas obras de John Cage no Brasil, e, segundo o maestro, a primeira vez em Porto Alegre. “Sua música e suas ideias continuam oxigenando a arte no século XXI, contribuindo para renovação do pensamento estético de artistas de todas as áreas”, ressalta. No mês de outubro, são realizadas gravações para CD com obras de Celso Loureiro Chaves e também um concerto com a participação da pianista Luciana Cardassi (Brasil/Canadá) como solista de Estética do Frio II, de Loureiro Chaves, e do concerto para piano de Alfred Schnittke, destacado compositor do pós-modernismo em música. A temporada anual se encerra em novembro com o pianista Ney Fialkow solando a Fantasia Coral de Beethoven, com o Coral Porto Alegre e o Coral da Ufrgs.

Apesar de a temporada 2012 estar começando, Antônio Cunha revela que já planeja a programação de 2013. “Como diretor artístico, estou sempre procurando e recebendo propostas de músicos e trabalhos”, diz. Ele acredita que pela Orquestra de Câmara ter compromisso com o novo e com a renovação do repertório, o público também tem mudado, alcançando não só aquele que está acostumado com a música orquestral, mas também a audiência jovem.

Indicações ao Prêmio Açorianos de Música

Neste ano, a Orquestra de Câmara Theatro São Pedro concorre em cinco categorias do Prêmio Açorianos 2011 com o disco Mahavidyas, de autoria de Vagner Cunha e interpretado pela OCTSP. O espetáculo foi livremente inspirado em sete deusas do hinduísmo, que dão nome ao trabalho.

As indicações para Mahavidyas incluem melhor disco em gênero erudito, compositor (Vagner Cunha), instrumentista (Cristina Capparelli e Ney Fialkow) e intérprete (Orquestra de Câmara Theatro São Pedro). A produção estreou em 2010 com a participação do grupo Terpsí Teatro de Dança no palco do Theatro São Pedro e foi agraciada com o Açorianos daquele ano como melhor espetáculo - não havia na época outros concorrentes em erudito e por isso o CD foi indicado novamente.

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