Porto Alegre, quinta-feira, 17 de outubro de 2019.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
20°C
26°C
16°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 4,1550 4,1570 0,21%
Turismo/SP 4,1200 4,3700 0,27%
Paralelo/SP 4,1300 4,3600 0,22%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
108946
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
108946
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
108946
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

CIDADANIA Notícia da edição impressa de 10/04/2012

Capital tem mais de 1,3 mil adultos morando nas ruas

GILMAR LUÍS/JC
Problemas mentais e desintegração familiar estão entre os motivos
Problemas mentais e desintegração familiar estão entre os motivos

O desafio está lançado. Se quiserem passar uma boa imagem aos turistas que virão assistir aos jogos da Copa do Mundo daqui a dois anos e, mais do que isso, trazer mais dignidade à vida de mais de 1,3 mil pessoas adultas que vivem nas ruas de Porto Alegre, os gestores públicos terão de se agilizar. Um estudo divulgado ontem pela Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) apresentou um panorama da situação na cidade.

A pesquisa detectou 1.347 pessoas em situação de rua em Porto Alegre. O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 21 de dezembro do ano passado. De acordo com o trabalho, os nascidos em Porto Alegre constituem metade (49,95%) do total de pessoas que vivem nas ruas da cidade.

A análise também constatou que houve uma mudança na distribuição territorial dos indivíduos, diminuindo a permanência em praças e parques e aumentando, quase na mesma proporção, a quantidade de pessoas que circulam pelas ruas. Conforme a Fasc, a concentração mais forte de pessoas segue sendo no Centro Histórico e arredores.

Em relação ao contexto social em que se encontrava, 48,9% disseram viver com outros adultos em situação de rua e 46,3% se disseram sozinhos, o que pode indicar um cotidiano de convivência com o grupo de pares e/ou situação de isolamento.

A pesquisa foi realizada em parceria entre a Fasc e profissionais e estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Entre 2007 e 2008, um outro estudo apontou 1.203 pessoas adultas em situação de rua na Capital. Os bairros Centro Histórico (27,3%), Floresta (10%) e Menino Deus (7,7%) foram os locais de maior realização de entrevistas, totalizando 45%. A Fasc garante que toda a cidade foi mapeada.

Do total de pessoas pesquisadas, 81,7% são do sexo masculino e 17,1% do sexo feminino. A pesquisa ainda mostrou que, na comparação com o estudo anterior, houve uma diminuição de pessoas na faixa de idade entre os 18 e 24 anos, e aumento significativo (duplicando) na faixa dos idosos (60 anos ou mais).

Para a diretora-técnica da Fasc, Carla Zitto, a maior quantidade de idosos vivendo nas ruas exige ações diferenciadas. “O processo de envelhecimento requer outro tipo de atendimento, como, por exemplo, na questão da saúde e nas oportunidades de atividades geradoras de renda”, afirma. Carla exemplifica a atenção especial que os idosos necessitam com o caso de um homem que tinha uma casa, via programa Minha Casa, Minha Vida, mas que vivia nas ruas porque não queria ficar sozinho.

O censo mostrou também que mais de 60% dos entrevistados não completaram o Ensino Fundamental, incluindo os que se declararam analfabetos. A realização do estudo faz parte das ações previstas no Plano Municipal de Enfrentamento à Situação de Rua, lançado no final do ano passado.

Maioria dos entrevistados trabalha

Diferentemente do que se pode pensar, a pesquisa apontou que mais de 60% dos entrevistados desempenham alguma atividade aceita como inclusiva. As principais funções desempenhadas foram catar material reciclável (19,8%), realizar atividade de reciclagem (15,9%), lavar ou guardar carros na rua (11,6%) e construção civil (6,3%). Segundo Carla, os dados mostram que os imaginários populares sobre quem mora nas ruas não se confirmam na prática. “Há um imaginário de que estão na rua porque não querem trabalhar. Entendemos que muitas dessas pessoas perderam o vínculo com aquilo que entendemos como sociedade, seja por problemas mentais, ou com desentendimentos familiares ou em razão de um processo migratório”, enfatiza. O censo mostra ainda que as atividades de menor reconhecimento social, como “pedir” ou “achacar”, diminuíram significativamente (de 15% em 2007, para 9,5% em 2011).

Problemas de saúde seguem preocupando

A situação da saúde da população adulta que vive nas ruas da Capital segue preocupando. O estudo indicou alta presença de doenças. A dependência química e/ou de álcool e problemas relacionados aos dentes foram informados por quase metade da população pesquisada (49,6%), tendo um acréscimo de cerca de 10% em comparação à pesquisa de 2007. A terceira opção mais citada pelos moradores de rua foram problemas relacionados com doença neurológica, mental, psiquiátrica ou psicológica, com 33,1% de ocorrência. Quanto ao crack, 12,8% disseram usá-lo diariamente, e 15% “de vez em quando”.

COMENTÁRIOS
Beatriz - 10/04/2012 - 12h01
Guardar carros não é "achacar"?

imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
Reconhecimento do Areal da Baronesa será votado em até um mês
Quilombolas lutam para preservar a própria história
Imagem mostra a edição do evento no Rio de Janeiro
Evento para mulheres negras ocorre em Porto Alegre neste sábado
Órgãos sociais defendem engajamento estudantil nas políticas públicas de saúde
A presidente do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, pediu que os jovens se interessem pelos conselhos de saúde e ajudem a fortalecê-los
Pesquisa diz que 94% dos moradores das favelas do país se dizem felizes
A pesquisou foi transformada no livro  Um País Chamado Favela, lançado oficialmene hoje (14) no Rio de Janeiro