Porto Alegre, sexta-feira, 20 de setembro de 2019.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
15°C
20°C
11°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 4,1620 4,1640 1,43%
Turismo/SP 4,0900 4,3300 1,40%
Paralelo/SP 4,1000 4,3400 1,40%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
975417
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
975417
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
975417
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

RELAÇÕES INTERNACIONAIS Notícia da edição impressa de 10/04/2012

Dilma critica política monetária de Obama

BRENDAN SMIALOWSKI/AFP/JC
Barack Obama elogiou os progressos feitos pelo governo brasileiro
Barack Obama elogiou os progressos feitos pelo governo brasileiro

Ao lado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a presidente Dilma Rousseff atacou ontem o impacto sobre o valor das moedas e sobre o crescimento das economias emergentes da política monetária expansionista adotada pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, e de medidas protecionistas. “Essas políticas monetárias, solitárias no que se refere às políticas fiscais, levam à valorização das moedas dos países emergentes, levando ao comprometimento do crescimento dos países emergentes”, afirmou ela, ao final de uma hora e meia de conversa no Salão Oval da Casa Branca, em Washington.

Dilma incluiu em suas críticas a atuação de economias avançadas com “superávit fiscal”, em uma referência indireta à Alemanha. Mas não as detalhou. Preferiu concentrar-se nos desequilíbrios gerados por duas iniciativas do Fed de expandir o volume de dólares na economia americana como meio de estimular a atividade. Uma delas está em vigor até meados deste ano. Esse volume tem sido deslocado para economias emergentes com maior potencial de retorno, como a brasileira, e provocado a valorização do real. A consequência é a redução da competitividade do produto brasileiro no exterior e o barateamento de bens importados.

A presidente mencionou a presença desse tema na reunião de cúpula das Américas, nos próximos dias 14 e 15 em Cartagena (Colômbia). Insistiu que essa conjuntura está afetando os países latino-americanos e advertiu para o fato de o crescimento econômico regional depender do fortalecimento do seu mercado interno e da inclusão social das camadas mais pobres. Para ela, será imprescindível impedir que “medidas protecionistas, principalmente as ligadas ao câmbio, nos afetem”.

O papel do crescimento dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e da recuperação da economia americana para o desempenho mundial também foi destacado por Dilma. “A grande flexibilidade da economia americana, a sua liderança na área de Ciência, Tecnologia e Inovação e as forças democráticas que fundam a nação americana são muito importantes na contenção da crise e na retomada da prosperidade”, afirmou. “Brics respondem hoje por uma parte expressiva do crescimento econômico (mundial). Mas é muito importante perceber que a retomada do crescimento (mundial) em médio prazo passa também pelo expressivo crescimento dos EUA”, completou a presidente.

Barack Obama declarou “ter sorte” por encontrar na presidente Dilma uma “parceira”. Após o encontro no Salão Oval, os dois líderes fizeram declarações para a imprensa - sem dar chances para perguntas - e concentraram-se sobretudo nas oportunidades de negócios oferecidas de lado a lado. Obama elogiou os “progressos do Brasil” nos governos de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e admitiu seu interesse em fazer dos EUA “um grande cliente” do País no campo da energia. Especialmente, em petróleo e gás. “Os EUA esperam ser não só um grande consumidor do petróleo brasileiro, mas também queremos cooperar numa gama muito ampla de projetos energéticos”, afirmou Obama, sentado ao lado de Dilma. “A relação bilateral nunca foi tão forte”, completou.

Os dois países agendaram eventos entre empresários e autoridades para discutir o aumento da cooperação econômica. Foram assinados compromissos para reforçar a cooperação em políticas e pesquisas agrícolas, medidas sanitárias e a promoção da queda de barreiras no comércio exterior.

COMENTÁRIOS
Nenhum comentário encontrado.

imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
Em gesto inédito, EUA podem aceitar voto da ONU contra embargo a Cuba
Segundo autoridades americanas, o governo do presidente Barack Obama está avaliando abster-se na votação da Assembleia Geral da ONU em outubro sobre uma resolução que exige a suspensão do embargo. Há 23 anos, Cuba apresenta anualmente ao organismo internacional uma resolução contra o bloqueio
Brasil conclui negociação com Suécia para a compra de 36 caças
Após 14 anos, o Brasil concluiu a negociação da compra de 36 caças para a FAB
Conselho empresarial quer união da América Latina para atrair investimentos
Asembleia do Conselho Empresarial da América Latina (Ceal), em Porto Rico, teve a participação de mais de 100 lideranças empresariais
Monteiro: acordo Mercosul-UE é de grande interesse e depende de Brasil e Alemanha
Monteiro disse que a reunião com empresários e a presidente Dilma Rousseff foi positiva