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Teatro Notícia da edição impressa de 10/04/2012

Palco democrático na rua

Carolina Teixeira, especial JC

GLENIO CAMPREGHER/DIVULGAÇÃO/JC
Haikai é uma das atrações do Festival de Teatro de Rua da Capital
Haikai é uma das atrações do Festival de Teatro de Rua da Capital

Em quatro anos a reputação do Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre se consolidou e hoje é considerado um dos maiores eventos do gênero no Brasil. A quarta edição do ciclo vai até 17 de abril e leva gratuitamente peças e performances teatrais às ruas da Capital. O ritmo é de crescimento e sempre em busca da democratização da cultura. O sucesso da mostra não se restringe a equipe, artistas e pesquisadores participantes, mas acima de tudo se deve à população da Capital, que se interessa e participa das apresentações. O público estimado em cada edição gira em torno de 90 mil pessoas.

Nesta terça, o dramaturgo Luís Alberto de Abreu ministra a palestra Cultura popular: a provocação de novos olhares na dramaturgia de rua, às 19h, no Teatro do Sesc (Alberto Bins, 665). Abreu explica as muitas diferenças entre uma peça no palco ou na rua, sendo a maior delas a necessidade de prender a atenção dos pedestres. “O espetáculo (de rua) precisa estabelecer um contínuo pacto entre a performance e o interesse de sua plateia. No teatro de rua não há uma relação estabilizada pela tradição”, afirma.

A diversidade do Brasil é o tema desta edição, que reúne 56 atrações teatrais e teóricas de todo o País. Tanto pela extensão, diferenças sociais e culturais,  Abreu explica que não é possível estabelecer um tipo de expressão teatral tipicamente brasileira, pois “o teatro de rua é influenciado pela cultura de cada região e muda de acordo com o modo de produção de cada local”.

Ele ainda destaca o crescimento do teatro de rua nos últimos 30 anos. Para ele, é um fenômeno que exige organização e estudo. “O teatro de rua tem se mostrado com um vigor ainda maior, principalmente se verificarmos que era praticamente desconhecido nos anos 1970. Hoje há estudos acadêmicos voltados ao fenômeno e já se verifica a pesquisa mais aprofundada de sua forma e de uma dramaturgia específica para o teatro de rua”, completa o dramaturgo.

Para a quarta edição foram recebiddas 150 inscrições de 15 estados do País. Segundo Alexandre Vargas, coordenador-geral e idealizador, “essa é a maior edição do festival. A procura dos grupos (inscrições) só aumenta. Várias companhias irão estrear espetáculos dentro do ciclo. A expectativa é que continue crescendo”, afirma. Para a próxima edição, o objetivo é ambicioso: internacionalizar o festival.

Há vários destaques de fora do Rio Grande do Sul. Os mineiros do Grupo Teatro Andante apresentam A história de Édipo, montagem da tragédia grega no qual o filho mata o pai e toma sua mãe como esposa sem saber. O grupo Coletivo Pulso, também de Minas Gerais, Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades (RJ) e Brava Companhia (SP) são alguns dos destaques. 

Além das apresentações de teatro, o festival possui outros dois eixos de atividades: Formação, com workshops e oficinas, e Reflexão, com seminários, palestras e lançamento de livros. Os eixos mais teóricos estimulam os participantes (em geral artistas e estudantes de artes) a assumirem um papel proativo que favoreça a troca e a interação, elementos essenciais ao processo de ensino e aprendizagem.

Na programação de Formação, destacam-se a oficina Construção cênica e atuação em espaços urbanos com o diretor Chico Pelúcio, integrante do Grupo Galpão (MG), o workshop A Cinética do Invisível, com Matteo Bonfitto, diretor e fundador do Performar-Núcleo de pesquisa e criação cênica (SP), e A investigação sobre a dramaturgia da dança dos orixáscom, de Augusto Omolú, professor da International School of Theatre Anthropology (Ista).

No eixo Reflexão, além da palestra de Luís Alberto de Abreu, o Festival traz o diretor e ator Amir Haddad em Arte Pública, explicando o conceito que vem disseminando pelo Brasil e Europa. A programação completa, tanto das palestras quanto das montagens, está disponível na página oficial do Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre (www.ftrpa.com.br).

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