Porto Alegre, sábado, 17 de agosto de 2019.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
24°C
23°C
11°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 4,0030 4,0050 0,37%
Turismo/SP 3,9500 4,1600 0,47%
Paralelo/SP 3,9600 4,1700 0,47%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
184963
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
184963
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
184963
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

INDÚSTRIA FUMAGEIRA Notícia da edição impressa de 27/03/2012

Justiça decidirá futuro da Brasfumo nesta semana

Patrícia Comunello

EDEMAR STRECK/EMATER/DIVULGAÇÃO/JC
Fábrica localizada em Venâncio Aires já reduziu compra de matéria-prima e contratações de trabalhado
Fábrica localizada em Venâncio Aires já reduziu compra de matéria-prima e contratações de trabalhado

Para escapar da falência, a Brasfumo, indústria de processamento de tabaco com sede em Venâncio Aires, está agora nas mãos da Justiça. Depois que o Banco do Brasil (BB), maior credor da dívida que soma R$ 238 milhões, recusou o plano de recuperação, a direção da fumageira entrou com pedido para que o juiz homologue a proposta com prazo de até oito anos de quitação e 20 meses de carência para começar a pagar. O juiz da 1ª Vara Judicial de Venâncio Aires, João Francisco Goulart Borges, disse ontem que espera os pareceres do Ministério Público e do administrador judicial para dar seu veredicto. O magistrado promete uma posição ainda nesta semana.

A assembleia em que o banco, que detém entre 30% a 40% dos créditos, descartou o plano, ocorreu na quinta-feira passada. “Há uma angústia muito grande no município. A pressa é para não prejudicar a vida normal da empresa”, comenta o juiz, lembrando que o período é de safra e que a região tem parte da riqueza dependente do fumo. “Não nego a importância do valor do credor”, completou o magistrado. O promotor de Justiça Fernando Butini já analisa o processo e adianta que entregará hoje seu parecer. O administrador judicial João Medeiros Fernandes Junior recomendou que o juiz aceite o plano. “A proposta é uma das poucas que não prevê deságio da dívida, o que já a torna interessante”, sustenta Fernandes.

O juiz considera a conjuntura do mercado de fumo, que foi um dos segmentos do PIB agropecuário gaúcho que mais cresceu em 2011, como fator positivo. “Os preços ao produtor subiram 30%”, exemplifica. “Confiamos na capacidade da empresa e na solidez do mercado”, pondera Borges, ao avaliar a meta de quitação da dívida sem deságio.

Caso o juiz rejeite o plano, a falência poderá ser pedida por qualquer credor ou pela própria devedora. Contra a decisão, caberá ainda recurso à instância superior. O instituto da recuperação judicial surgiu com a nova Lei de Falências, a partir de 2005, e é um mecanismo que busca dar uma chance para a reversão da crise com a empresa em operação. O advogado da fumageira Lucius Marcus Oliveira alegou ao juiz princípios da manutenção da empresa e do direito de minorias, neste caso por concentrar a fração menor do crédito. Segundo Oliveira, 95% dos credores (incluindo os trabalhistas) concordaram com as condições. O BB, com 73% do valor devido à classe de quirografários, reprovou, além de mais três instituições financeiras. “O Banco do Brasil queria condições diferenciadas e não conseguimos atender”, justifica o advogado. Em nota, o BB informa que avaliou as propostas de renegociação dos débitos, “mas, em respeito às boas práticas bancárias, não foi possível chegar a um acordo”.

As dificuldades da Brasfumo têm origem na crise econômica de 2008. Parte dos débitos bancários, que representavam mais de R$ 200 milhões do total do passivo, é vinculada a contratos de exportação, com proteção pela cotação cambial. Com a alta da moeda norte-americana no último trimestre de 2008 e a instabilidade da safra e preços do tabaco, a companhia passou a acumular passivo. Em 2010, a fumageira faturou R$ 213 milhões, sendo 70% em exportação. Em 2007, as vendas externas representaram 98% da receita.

Enquanto persiste a pendenga, a empresa não consegue captar recursos financeiros para operar a nova safra. O assistente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fumo e Alimentação Ricardo Sehn cita que a Brasfumo não contratou mão de obra eventual e reduziu o quadro de 200 para 50 empregados diretos em dois anos. A empresa chegava a buscar até 900 safristas. “Há muita apreensão na cidade. Todos esperavam que o plano fosse aprovado”, desabafa Sehn. A Afubra comentou que a empresa reduziu a aquisição de fumicultores e passou a adquirir matéria-prima de atravessadores.

COMENTÁRIOS
roque santos - 29/03/2012 - 20h01
realmente sou funcionario da BRASFUMO e estamos todos apreecivos p/ o desfeche da situacao


Carlos -
30/03/2012 - 19h35
Isso me parece administracao fraudulenta ,isso ainda vai feder.


fornecedor -
17/08/2012 - 02h30
Empresa que diretor ganha 50 mil por mês e tem mais cacique que índio, ocorre este tipo de coisa.

imprimir IMPRIMIR