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FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO Notícia da edição impressa de 26/01/2012

Para intelectuais, neoliberalismo sobrevive

Alexandre Leboutte

ANTONIO PAZ/JC
Grupo participa de painel hoje pela manhã no Fórum Social Temático, em Porto Alegre
Grupo participa de painel hoje pela manhã no Fórum Social Temático, em Porto Alegre

Pensadores que frequentam o Fórum Social Mundial há anos avaliaram ontem, em entrevista coletiva, que o modelo neoliberal ainda sobrevive, embora com crises cada vez mais frequentes, geralmente deflagradas pela priorização dos governos ao sistema financeiro. Hoje eles - Ignácio Ramonet, Emir Sader, Luiz Gonzaga Beluzzo, Samuel Pinheiro Guimarães e Mário Burkún - participam do painel A crise do neoliberalismo e os rumos da esquerda no século XXI, às 9h, no auditório da Ajuris. A atividade que integra o Fórum Temático é promovida pela Carta Maior.

Para o diretor de redação do jornal francês Le Monde Diplomatique, Ignácio Ramonet, a ideia de que o neoliberalismo havia sucumbido com o embaraço no sistema financeiro internacional de 2007/2008, que se expandiu a partir dos Estados Unidos e Europa, mostrou-se falsa.

O jornalista entende que o ideário do Estado mínimo voltou mais forte do que antes, especialmente nos países europeus. Ramonet citou o exemplo da redução de direitos sociais e das funções do Estado em países como Grécia, Itália e Finlândia e afirmou que a esquerda europeia e norte-americana não consegue apresentar alternativas. “O que existe é uma crise da democracia e da própria política”, definiu, concluindo que o único sistema que está funcionando “e avassalando os demais” é o capitalismo.

O economista e professor argentino Mário Burkún observou que os intervalos entre as crises na economia global estão cada vez mais curtos e criticou a forma como os governos vêm atuando. “Seguem privilegiando o sistema financeiro e as grandes corporações e priorizando as políticas fiscais em vez de estimularem o mercado interno.”
A avaliação é endossada pelo também economista e professor da Unicamp, Luiz Gonzaga Belluzzo, ao abordar a situação de 2007/2008. “O Estado (nos países em crise) deu altos recursos aos bancos e não cobrou a conta. Deviam ter sido estatizados”, defendeu.Belluzzo também falou do processo de liberalização e desregulamentação econômica a partir dos anos 1980. “O mercado financeiro se sobrepôs às pessoas e todos os avanços das décadas anteriores foram sendo desfeitos. Ocorreu uma brutal acumulação de capital e a cristalização dos paraísos fiscais”. De acordo com Belluzzo, a crise atual é, sim, “uma crise do neoliberalismo, porque esta é a forma que o capitalismo assumiu nos últimos 30 anos.”

O ex-secretário geral do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, Samuel Pinheiro Guimarães, hoje alto representante-geral do Mercosul, entende que o problema passa pela “deslocalização das empresas”, que deixam as economias centrais em busca de mão de obra barata nas nações periféricas e pelo fato de os bancos financiarem o endividamento de determinados países ou segmentos econômicos sabendo da incapacidade destes de saldarem suas dívidas.

As respostas para o enfrentamento ao neoliberalismo estariam sendo dadas pelos países sul-americanos, por meio de dois modelos, diagnosticou o sociólogo e pesquisador Emir Sader, chamando-os de “anti-neoliberais”. Um deles, mais moderado, estaria sendo aplicado pelo Brasil, Argentina e Uruguai, com o Estado assumindo um forte papel indutor do desenvolvimento. O outro, aplicado por Venezuela, Bolívia e Equador, estarim tentando imprimir uma “dinâmica anti-capitalista, com mudanças estruturais”.

Privatizações afetaram o dia a dia das pessoas, destaca Ribeiro Jr.

Paula Coutinho

Fenômeno de vendas, o livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., esgotou em um dia a primeira tiragem, de 15 mil exemplares, e se mantém na lista dos mais vendidos. Em 343 páginas, a publicação lançada em dezembro pela Geração Editorial aborda esquemas de lavagem de dinheiro e de pagamento de propina nos processos de privatização ocorridos na década de 1990.

Ribeiro Jr. participou ontem de um debate promovido pelo Sindicato dos Bancários (SindBancários) dentro da programação do Fórum Social Temático (FST), em Porto Alegre. Antes, concedeu uma entrevista coletiva de uma hora. “Tenho andado por vários estados e vejo que a privatização, mesmo sendo um tema macroeconômico, refletiu na vida das pessoas, gerou dor, sofrimento.” Para o jornalista, essa influência das privatizações no dia a dia do cidadão explica o fenômeno que se tornou o livro.

Ao destrinchar os esquemas de desvio de dinheiro com as privatizações, o autor relaciona várias pessoas ligadas ao ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), entre elas a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado.

Ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil e ex-tesoureiro das campanhas de Serra e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o economista Ricardo Sérgio de Oliveira tem papel de destaque no livro. “Através de documentos, o livro mostra que pessoas, como o Ricardo Sérgio, favoreciam determinados grupos que ganhavam a privatização.”

Ribeiro Jr. investigou os processos de privatização de algumas empresas de telecomunicações e do setor siderúrgico. A coletiva de imprensa e o debate no SindBancários contaram também com a participação do ex-delegado da Polícia Federal e hoje deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), que coletou assinaturas e encaminhou um requerimento para uma CPI sobre o tema. “Queremos apurar os prejuízos decorrentes desses processos. Pessoas ficaram bilionárias do dia para a noite e ficou por isso mesmo. E muitas outras empobreceram e perderam empregos”, afirmou Protógenes.

Para Ribeiro Jr. não é uma questão de revanchismo, mas de informar o cidadão. “A população tem o direito do que aconteceu nesse País, saber qual foi o tamanho da roubalheira. A maior parte dos crimes (relatados no livro) já estão prescritos, mas pessoas que operaram o processo continuam atuado”, destacou.

Ribeiro Jr. já pensa em lançar o Privataria 2. O jornalista adiantou que seu novo livro vai abordar o envolvimento de estatais no pagamento de campanhas eleitorais, como Furnas, e empresas do setor elétrico, como a Cemig. Também vai se debruçar sobre o movimento de privatização da saúde em vários estados brasileiros, como Paraná, Rio de Janeiro e Pará.  “Tenho notado uma preocupação em relação a alguns governos tucanos que estão privatizando as áreas da saúde e da educação. As pessoas estão temendo outros processos de privatização. É importante que não se repita o mesmo modelo.” Antes de participar da atividade do FST, o jornalista se reuniu com o governador Tarso Genro (PT).

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