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literatura Notícia da edição impressa de 17/01/2012

Humor feminino sem frescura

Michele Rolim

ANA PAULA APRATO/JC
Chiquinha lança livro de histórias em quadrinhos
Chiquinha lança livro de histórias em quadrinhos

Depois de um longo período sem muitas publicações, neste século XXI, as editoras brasileiras parecem mesmo dispostas a investir em livros sobre quadrinhos. Quem caiu nas graças deste mercado editorial foi a cartunista gaúcha Fabiane Bento Langona, ou melhor, a Chiquinha, como é conhecida no mundo das histórias em quadrinhos (HQs). A autora de 27 anos e formada em Jornalismo pela Pucrs, uma das poucas mulheres a encarar o ofício do humor gráfico no País, acaba de lançar seu primeiro livro Uma patada com carinho: as histórias pesadas da Elefoa Cor-de-rosa! (Editora Leya, 2011, 128 págs., R$ 34,90).

Chiquinha recebeu o convite da editora para fazer um livro sobre um personagem que estava esquecido em alguma gaveta, tratava-se da Elefoa, uma paquiderme exuberantemente rosada. “Eu a inventei em um dia que eu estava tomando um café no bar da Famecos. No intervalo, comecei a rabiscar bichos, daí de repente simpatizei mais com a Elefoa, mesmo antes de ter pensando em algum tipo de personalidade para ela”, conta Chiquinha.

Apesar de não ser muito de ter tipos fixos em seus quadrinhos, geralmente a cartunista cria personagens do acaso os quais coloca nas histórias que quer contar no momento. Ela resolveu fazer um livro totalmente inédito, investindo em um personagem que suporta as agruras do universo feminino com a maior delicadeza e, porque não, hostilidade possíveis - ao lado das amigas Gisbelle (uma vaidosa girafa loura natural) e Janete (uma ursa com tendências socioambientais).

“Eu queria fazer alguma coisa mais voltada para o universo feminino. Não acho que o meu trabalho se identifica tanto com este nicho, mas como ela é fofa, simpática, meiga, eu pensei em canalizar todas essas coisas femininas de uma vez em um único personagem”, explica Chiquinha. 

Ela diz ainda que, no início da carreira, buscava fugir de fazer algo mais “mulherzinha”, como a própria autora se refere, porque achava que poderia sofrer algum tipo de preconceito, devido ao meio ser muito masculinizado. “Eu descobri que não se pode fazer negação de gênero. A Elefoa tem uma visão feminina do mundo, mas eu tento fugir do clichê, claro que ela gosta de sapato, por exemplo, mas também gosta de muitas outras coisas”, explica a quadrinista, que logo que começou a carreira teve seu trabalho confundido com o de Allan Sieber e Ota. “As pessoas pensavam que não era uma mulher que desenhava, que o nome Chiquinha era apenas um pseudônimo”, se diverte. 

As aventuras da Elefoa não param por aí. A cartunista está em negociação para fazer o volume 2 da Elefoa, que já tem até título: Dá pra mim!. A ideia é fazer uma trilogia sobre a personagem.

Chiquinha já teve seus trabalhos publicados em periódicos como Folha de S. Paulo, Le Monde Diplomatique e revistas como Bravo!, VIP, Gloss, entre outras. Ela busca fazer um recorte bem-humorado dos dilemas e questionamentos vividos pelas mulheres de sua geração: amizade, homens, beleza, moda, consumo, sexo etc. Sempre apostando em um humor áspero e por vezes cruel que, definitivamente, não se enquadra no que se poderia chamar literatura de gênero.

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