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Literatura Notícia da edição impressa de 27/12/2011

Livro digital em discussão

Bruno Felin

PEDRO REVILLION/arquivo/JC
E-books ainda engatinham no Brasil, mas estão cada vez mais próximos dos leitores
E-books ainda engatinham no Brasil, mas estão cada vez mais próximos dos leitores

A busca por uma resposta sobre como os e-books (livros digitais) se estabelecerão no mercado editorial é tarefa árdua. Os setores envolvidos possuem opiniões conflitantes e os novos atores - principalmente empresas de tecnologia - entram neste jogo com interesses diferentes de editores, escritores e livreiros.

Enquanto empresas como a Amazon, com o Kindle, a Apple - com o iPad - , a Samsung e seu Galaxy Tab, e tantas outras emergentes, como a brasileira Positivo, que acaba de lançar o Alfa, lutam para estabelecer uma plataforma dominante, editoras e autores tentam se proteger e criar uma relação justa de mercado, que possa fazer dos livros digitais uma nova plataforma, mas que não derrube o seu meio de sobrevivência central: a venda de edições físicas. 

A verdade é que, apesar de o comércio de tablets crescer progressivamente no Brasil, com mais de 400 mil unidades vendidas somente neste ano segundo a empresa de pesquisa IDC, ainda não é possível medir quantos deles estão sendo usados para a leitura de livros. Mesmo com um crescimento progressivo constatado nas vendas de e-books - é um mercado que começou há poucos anos - a porcentagem representativa deste tipo de livro ainda é de apenas 1% da receita das editoras.

Para trabalhar estas questões, seis grandes editoras nacionais (Objetiva, Record, Sextante, Planeta, Rocco e L&PM), que representam cerca de 50% do mercado editorial brasileiro, se uniram para formar a Distribuidora de livros digitais (DLD), uma intermediária oficial entre as empresas, seus títulos e as redes de livrarias. A intenção é proteger-se acima de tudo, seja para controlar a venda, evitar o compartilhamento de arquivos ou tentar unificar uma maneira de se comportar neste nicho.

Entretanto, para o responsável pela editora gaúcha L&PM, Ivan Pinheiro Machado, “o mercado não existe”. Conforme o editor, “estamos entre as editoras que mais têm livros digitalizados à venda na nossa área (ficção e não ficção) e eles correspondem a 0,3% do faturamento. Um livro que era 1º lugar na lista da revista Veja, Feliz por nada, da Martha Medeiros, num mês que vendeu 26 mil edições físicas, foram apenas 86 e-books. Garanto que as vendas em e-book da biografia de Steve Jobs não pagam um jantar do Luiz Schwarcz (fundador da Companhia das Letras) e seus amigos”, aposta, sem perder o humor.

Por outro lado, quem explora esse nicho no mercado das editoras cresce dia a dia. É o caso da Xeriph, empresa dedicada a converter, publicar e distribuir os livros digitais de forma segura. Ela foi criada por uma necessidade de Carlos Eduardo Ernanny, mais conhecido como o criador do site Gato Sabido, a primeira loja virtual de e-books do Brasil (que conta com editoras como Companhia das Letras, Saraiva e Intrínseca). “Vendemos em média dois mil livros por mês via Gato Sabido e publicamos dez livros novos por dia via Xeriph”, conta Camila Cabete, responsável pelo editorial do site e pelo comercial da Xeriph.  “Um por cento (participação dos e-books nas vendas de livros) é muita coisa se você considerar que a nossa população ainda tem poucos tablets e smartphones”, pondera.

A briga por formatos é outro grande entrave para o mercado se popularizar. Cerca de 70% dos livros disponíveis na Gato Sabido são em PDF, mas o formato que pode ser lido na maioria dos tablets é o ePub, com um custo entre R$ 200,00 e R$ 300,00 para a conversão, e possui a capacidade de adaptar-se às diferentes telas. Para proteger-se do compartilhamento ilegal de arquivos, a maioria das editoras tem utilizado o DRM (Digital Rights Management), produzido pela Adobe. Com ele, é preciso criar uma conta e, além de baixar o arquivo para o computador, transferir para o aparelho.  “É uma maneira que encontramos nesse momento para proteger o livro, mas com certeza esse sistema deve evoluir no futuro. O DRM não é uma coisa muito esperta, por que torna o processo de compra muito complicado e, enquanto isto for difícil, o produto não vai se espalhar”, conta Marina Ferreira, responsável pelo setor de e-books da L&PM.

Em sala de aula

Pensar os e-books apenas como literatura, digamos, “trivial”, é esquecer as possibilidades que os aparelhos disponibilizam. Com formatos novos, em plena evolução, como o ePub3, baseado em HTML5 - que proporciona melhor suporte para vídeo, áudio, scripting e interatividade digital - novas portas se abrem para a experiência de ler.

O Grupo A, detentor de diversos selos editoriais de livros acadêmicos, técnicos e científicos, busca nessa possibilidade uma maneira de entregar um produto mais completo. “Hoje há uma vantagem clara: os livros clássicos de medicina são grandes e não são funcionais. No momento que ele passa para um dispositivo leve, digital, já é uma vantagem”, explica Bruno Weiblen, gerente de novos negócios da empresa.

“Mas obviamente, quando ele for pensado em outras possibilidades que essa tecnologia proporciona, vai trazer um novo nível e uma diferença que pode ser brutal entre a experiência de um Enhanced e-book (livro digital “enriquecido” com multimídia) para um livro tradicional. Isso integrado a plataformas de aprendizagem para uso em salas de aula é o que vai fazer diferença ao processo de ensino”, avalia Weiblen. A plataforma a que ele se refere é um sistema no qual alunos e professores podem compartilhar comentários e notas.

As oportunidades são muitas. Os e-books enriquecidos também suportarão o uso de vídeos explicativos, gráficos com capacidade de o aluno realizar simulações, além de exercícios em que o professor pode acompanhar como anda o rendimento do aluno em cada assunto da aula. Em quantos anos eles farão parte das escolas, ou se a venda de e-books será rentável para editoras, só o tempo dirá.

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