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História do Comércio Gaúcho Notícia da edição impressa de 19/12/2011

Eny Calçados dissemina tradição santa-mariense

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Segmentação, precisão ao escalar as coleções e clientela cativa são marcas da empresa com 87 anos
Segmentação, precisão ao escalar as coleções e clientela cativa são marcas da empresa com 87 anos

Se a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sacramentou o município que fica no coração do Estado como polo de educação no interior do Brasil, a Eny Calçados pavimentou a fama de cidade varejista. O comércio de produtos da rede, entre itens para toda a família e que já trilhou 87 anos, está ligado ao período de afirmação da antiga Rede Ferroviária Federal, que atraía um fluxo de diversas regiões gaúchas e de outros estados, e à tradição de levar moda e segmentação ao ramo. A atual Eny Calçados nasceu como Loja de Calçado, em outubro de 1924, na rua Silva Jardim, a poucos metros da avenida Rio Branco, marco do urbanismo santa-mariense e a poucos quarteirões da estação férrea.

O caixeiro viajante Luiz Andrade abriu o entreposto, que seria assumido anos mais tarde pelo jovem Salvador Isaia, que adquiriu o negócio em suaves prestações. Somente em 1927, já sob o comando de Isaia, que só deixou o posto ao morrer em 1992, é que as lojas viriam a ser batizados de Casa Eny. O nome foi sugerido pelo representante de uma marca de sapatos femininos de Pelotas, Propício Cunha Fontoura, conta o filho de Isaia e atual diretor financeiro, Guido Cechella Isaia. “Ele sugeriu Eny, que era a marca dos produtos que vendia. Meu pai se agradou, botou e ficou”, conta Guido.

No século passado, entre os anos de 1930 a 1950, Eny virou senha de calçado bom e barato, vendido à vista, e que era parada obrigatória dos viajantes que precisavam trocar de trem na estação santa-mariense. Com o crescimento da cidade, as filiais se disseminaram. Compra a prazo só era permitida pelo fundador quando se tratava da clientela da cooperativa dos empregados da Viação Férrea, que já foi a maior da América Latina. “Meu pai vendia com vales e sabia que receberia a cada fim de mês”, conta o diretor financeiro. Salvador Isaia cuidava das encomendas, visitava centros europeus de calçado, captava tendências e desembarcava no Vale dos Sinos para contratar a produção. “Muitos modelos não eram encontrados nem na Capital”, ressalta Guido.

Nos anos de 1960, o fundador e os filhos e irmãos abriram a primeira unidade de nicho, a Eny Feminina, que seria seguida pela versão infantil, masculina, esportes e boutique e infantojuvenil até o final de 1980. Nos anos de 1990, a rede, que vende por ano mais de 800 mil pares, estreou em shopping center. O tabu de ser exclusivamente de Santa Maria foi quebrado em 1996, quando os herdeiros de seu Salvador Isaia estrearam a primeira filial fora,  em Santa Cruz do Sul. “Meu pai era muito concentrador. Ele tinha de ter o olho em tudo”, justifica Guido.

Os anos 2000 foram marcados pela expansão, chegando em Porto Alegre, hoje com três pontos (avenidas Azenha e Assis Brasil e no Bourbon Country), e em Cachoeirinha, no Shopping do Vale. Até uma ponta de estoque foi aberta em Santa Maria e poderá ter outra na Capital. O diretor financeiro destaca que um dos trunfos da marca é a valorização das vitrines. Por isso, a exposição domina as fachadas. “Se souber fazer bem, até um tijolo em uma caixa vende”, brinca o empresário.

Rede tem sua fama ligada ao período de efervescência da ferrovia e da afirmação de Santa Maria.CASAS ENY/DIVULGAÇÃO/JC

Atendimento é prioridade da loja

Como manda a tradição, tudo na Eny Calçados é bem estruturado. A família, que já tem a terceira geração na gestão do negócio, quer abrir novas filiais, mas não há data para a expansão continuar. A empresa está de olho em regiões como Passo Fundo e Fronteira-Sul. Guido Cechella Isaia revela que agora o investimento está voltado a um novo layout das lojas. “Todas seguem o mesmo padrão. Fazemos tudo com o pé no chão”, explica. Na remodelação, que começou por Santa Maria, haverá áreas exclusivas para atendimento do cartão Eny, de bandeira própria e com uma carteira de 150 mil clientes.

O foco ainda é ajustar estoques a cada ponto, com reposição feita em conexão direta com as fábricas. “Hoje tudo é online. Cada loja tem estoque pequeno, que roda muito. Se foi a época da central de produtos.” Outra fixação da família é a padronização. Além de ambiente interno e vitrines, os mais de 350 funcionários passam periodicamente por treinamento, que há três anos ganhou o reforço da Universidade Corporativa, ligada à Fundação Eny.

“Cada novo vendedor tem um padrinho, que repassa tudo sobre calçado, dos materiais à moda. O cliente hoje pega o calçado, e o vendedor precisa saber dar a assistência”, exemplifica o executivo. Pelo filtro do sistema Eny de qualidade, como define Guido, os produtos chineses ou de outros asiáticos não passaram no teste. As mercadorias chegam em grande volume. “Se estragar, como vamos repor? Se der problema com produto daqui, mandamos para a fábrica”, contrasta.

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