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Participação Notícia da edição impressa de 02/12/2011

Conselhos Ibero-Americano discutem crise econômica mundial

Paula Coutinho

CACO ARGEMI/PALÁCIO PIRATINI/JC
Agravamento da situação europeia e efeitos na América Latina pautaram o debate
Agravamento da situação europeia e efeitos na América Latina pautaram o debate

O agravamento da crise econômica europeia permeou a maioria das falas dos integrantes da mesa de abertura do I Encontro Ibero-Americano de Conselhos de Desenvolvimento Econômicos e Sociais, nesta quinta-feira, no auditório do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

"Complexidade do mundo", "imprevisibilidade", "fracasso neoliberal", "desajuste institucional", "poço da crise" e "desemprego" foram algumas das expressões utilizadas para caracterizar o atual cenário mundial. Mas as manifestações também procuraram lançar luz e buscar alternativas de reação ao processo que atinge principalmente a Europa e já mostra efeitos na América Latina.

A interação da sociedade civil com o Estado, relação que é a essência do funcionamento dos conselhos de desenvolvimento, foi compartilhada pelos palestrantes, entre os quais o secretário-geral da Ibero-América, Enrique Iglesias, o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Moreira Franco (PMDB), e pelo anfitrião, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT).

O desafio é encontrar a melhor forma de intervenção dos conselhos na política. "Que esse encontro possa apontar caminhos que leve a nossa sociedade para um futuro de mais dignidade e equidade social e que amplie ainda mais a democracia e a participação", projetou o secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado (Conselhão), Marcelo Danéris.

"Vamos nos deparar com uma outra economia, na qual já estamos entrando, que é a economia do conhecimento, motivada pela ciência, tecnologia e inovação. Um dos grandes desafios do presente na América Latina é a qualidade da educação, para a entrada plena no processo do conhecimento", avaliou Enrique Iglesias.
O ministro Moreira Franco, atual coordenador do Conselhão no governo federal - organismo idealizado e comandado por Tarso na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) -, destacou a importância do conhecimento como um ativo político e econômico. "A dominação política virá do controle do conhecimento."
Ele também ressaltou o papel do Conselhão na reação à crise mundial. "A capacidade mobilizadora do Conselhão levou o Brasil a sair antes da crise", afirmou Moreira Franco.

O governador enfatizou os conselhos como um importante espaço de conexão entre a sociedade e o Estado. "Os conselhos de desenvolvimento econômico e social só terão capacidade contributiva para as decisões, ora no Legislativo, ora no Executivo, se se expressarem politicamente, ou seja, se interferirem nas grandes decisões públicas apresentando as suas propostas."

É preocupante a falta de lideranças políticas para reagir rapidamente, aponta Enrique Iglesias

O secretário-geral da Ibero-América, Enrique Iglesias, foi um dos destaques do I Encontro Ibero-Americano de Conselhos Econômicos e Sociais. Uruguaio, ele disse que estava à vontade em Porto Alegre, cidade que visita com frequência. "Sou uruguaio e, portanto, gaúcho", afirmou, ao arrancar aplausos da plateia. Iglesias informou que falaria em "portunhol, nossa língua gaúcha".

O governador Tarso Genro (PT), ao dar as boas-vindas ao uruguaio, lembrou que Iglesias era presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) quando a Capital contratou o empréstimo para a obra da Terceira Perimetral, período em que o petista era prefeito.

Hoje secretário-geral da Ibero-América, ele é um estimulador da organização dos Conselhos de Desenvolvimento Econômico e Social. Ao final do painel de abertura, ele atendeu aos jornalistas e falou sobre o papel dos conselhos.

Como os conselhos podem se articular para frear a crise que já é grave na Europa e apresenta efeitos na América Latina?

Enrique Iglesias - Moramos no mesmo planeta. É inevitável que problemas que acontecem nos países desenvolvidos tenham alguma forma de contágio. Temos uma vinculação forte com países asiáticos, particularmente a China. O problema é saber como essa crise vai repercutir na China, que, conforme for, comprará mais ou menos nossas matérias-primas. Portanto, estamos ligados a essa economia mundial. Por enquanto temos um bom comportamento das economias, mas, se isso continuar e as visões apocalípticas que temos visto nos jornais se confirmarem, diria que estamos frente a um perigo importante. Devemos ter consciência de que estão em jogo aspectos críticos na conjuntura internacional, como nunca vi nos meus longos anos. É uma crise que preocupa por sua natureza, mas também pela falta de liderança política para reagir com rapidez aos problemas, que se agravam quando não são resolvidos.

Os conselhos seriam uma saída a essa falta de liderança?

Iglesias - Claro. Há um elemento de participação coletiva nessa crise. Não é apenas financeira, mas uma crise econômica, social e política. Tudo isso convoca muitos parceiros a opinar e participar das discussões.

O senhor falou que passamos por uma crise de confiança na política, nos políticos e no mercado. Os conselhos podem trazer mais sintonia com as demandas da sociedade?

Iglesias - Os conselhos podem ouvir de forma organizada as opiniões da sociedade. Temos opiniões nas ruas, praças. Vimos o movimento dos indignados, tudo isso constitui o protesto, mas depois tem que ser estruturado para ser convertido em políticas. Os conselhos são a porta de entrada para que políticas possam ser definidas.

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