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CONJUNTURA Notícia da edição impressa de 09/11/2011

Estudo da FEE avalia inserção de Porto Alegre na economia

MARCOS NAGELSTEIN/JC
Novos polos influenciaram a perda de espaço da cidade, explica Colombo
Novos polos influenciaram a perda de espaço da cidade, explica Colombo

O momento de importantes discussões estruturais de Porto Alegre e a abundância de materiais sobre o tema instigaram a Fundação de Economia e Estatística a publicar um número especial da Carta de Conjuntura. Lançada ontem durante a 57ª Feira do Livro de Porto Alegre, a publicação traz um panorama socioeconômico específico sobre a Capital, com o propósito de servir de base às políticas públicas nos próximos anos. De periodicidade mensal, a carta usualmente analisa a conjuntura nacional e regional.

Um dos temas de destaque é a análise da evolução econômica da cidade e sua inserção na economia do Estado. Conforme o autor do artigo, o economista da FEE Jefferson Colombo, o estudo pretende compreender a perda de participação da Capital na economia gaúcha, cuja primeira explicação é a dependência dos serviços, movimento natural em capitais. Nos últimos dez anos, observa, o setor representou o menor crescimento em relação à agropecuária e à indústria. Em 1999, a participação de Porto Alegre no PIB do Estado era de 21,1%, apresentando queda sistemática até 2008, quando chegou a 18,4%.

Outros argumentos, de acordo com Colombo, são o surgimento de novos polos, como Caxias do Sul e Rio Grande, e a tendência nacional de perda de participação das capitais, por questões como o setor de serviços - os seis municípios de maior PIB no Brasil diminuíram em 4,6% sua contribuição entre 1999 e 2008. Esse tipo de fenômeno em esfera nacional, afirma, estabelece relação com os efeitos maléficos da concentração urbana.

"Quando isso existe surgem outros tipos de problemas, que afetam a qualidade de vida e, consequentemente, também o movimento migratório", salienta.

Parte das consequências dessa concentração são levantados pelos demais estudos. Em análise sobre a pobreza, a economista da FEE Clítia Martins, faz relação com a falta de políticas de gênero na Capital. Clítia examinou os dados mais recentes sobre a pobreza extrema do Censo Demográfico de 2010 e diagnosticou que esta tem face urbana e se desenha em torno de mulheres chefes de família e com filhos de até cinco anos. Em Porto Alegre, metade dos domicílios é chefiada por mulheres, chegando a 60% quando essa realidade é de pobreza ou de extrema pobreza. A faixa predominante das responsáveis pelos domicílios é de 20 a 24 anos. Entre as políticas públicas, ela destaca a valorização da mulher no mercado de trabalho e o investimento em educação infantil.

"Temos uma evidência de que, em países que se deu prioridade a políticas para as mulheres, houve uma melhora na qualidade de vida da população como um todo", compara.

Outros trabalhos analisam a evolução do emprego na Região Metropolitana e do desemprego no município entre 2001 e 2010 e discutem questões relativas ao transporte urbano, assim como e os custos envolvidos na implantação do metrô. A socióloga Rosetta Mammarella e a geógrafa Mariana Pessoa fazem análise, ainda, do movimento populacional intraurbano de acordo com as regiões do Orçamento Participativo no período 2000-2010.

COMENTÁRIOS
André Contri - 09/11/2011 - 12h50
Parabéns pela reportagem e obrigado por ajudarem a divulgar nosso trabalho. Lembro que a integra da Carta pode ser acessada através do nosso site: http://www.fee.tche.br/sitefee/pt/content/publicacoes/pg_boletins_carta.php André Contri Editor da Carta de Conjuntura da FEE

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