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Copa 2014 Notícia da edição impressa de 01/11/2011

Obras da Copa estão em ritmo lento

MARCO QUINTANA/JC
Câmara temática fez o lançamento da primeira etapa de relatório
Câmara temática fez o lançamento da primeira etapa de relatório

Os empresários da construção civil veem as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 caminhando em um ritmo abaixo do esperado. Essa avaliação levou a expectativa para o nível de atividade do setor para os próximos seis meses, medida pela sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a desacelerar de 60,8 pontos apurados em outubro do ano passado para 57 pontos neste mês.

A queda foi mais expressiva entre as empresas maiores, envolvidas com grandes projetos, que tiveram o índice reajustado de 64,3 pontos em outubro do ano passado para 55,5 pontos no mesmo mês de 2011, o menor nível da série histórica. "O governo federal não conseguiu desenvolver um ritmo de desembolsos como era esperado para obras de infraestrutura", afirma o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca.

O especialista aponta como justificativa para a demora nas obras tanto o ajuste fiscal promovido pela União no enfrentamento da crise internacional quanto os escândalos na Esplanada dos Ministérios, que já derrubaram seis ministros da presidente Dilma Rousseff. Fonseca citou como exemplo as denúncias que forçaram a saída de Alfredo Nascimento do Ministério dos Transportes, em julho, e a substituição de Orlando Silva no Esporte, na semana passada. "Quando há problemas, o governo coloca o pé no freio dos empreendimentos", justifica. "Com exceção dos estádios, as obras para o Mundial ainda não começaram", completa.

Os dados da Sondagem Indústria da Construção, divulgada ontem, mostram o que Fonseca diz. A percepção dos empresários é de que o nível de atividade do setor ficou abaixo do usual para o trimestre, especialmente em relação aos empreendimentos estruturais. O indicador para atividade de obras de infraestrutura passou de 53,2 pontos em setembro de 2010 para 42,7 pontos, o menor nível da série histórica, iniciada em 2009. O indicador, que vai de 0 a 100 pontos, aponta atividade elevada em relação ao usual quando acima dos 50 pontos.

No entanto, Fonseca mostra otimismo para os próximos meses. "A Copa do Mundo não está retratada nesta pesquisa ainda, vai aparecer só em 2012", diz. "Essas obras vão ter que começar a andar, por isso a expectativa tende a aumentar positivamente", explica. Outro dado que corrobora com esse cenário é o que mostra quais são os maiores problemas apontados pelos empresários da construção civil. A sondagem de setembro revela aumento de citações do item "falta de demanda". Entre as grandes companhias, este item passou de 10,6% das citações no segundo trimestre deste ano para 19,5% no terceiro trimestre. Entre as pequenas, foi de 17,9% para 19,9%.

A falta de qualificação do trabalhador segue como principal problema enfrentado pela construção civil. Houve, no entanto, uma redução drástica nas citações de grandes empresas, de 68,1% no segundo trimestre para 48,8% no seguinte. Entre as pequenas, passou de 59,7% para 56,5%. "Esse item também foi influenciado pela redução da atividade, já que diminui a demanda por profissionais qualificados", explica o gerente-executivo.

A sondagem da CNI mostra ainda que o empresário da construção civil está insatisfeito com a margem de lucro no terceiro trimestre. O índice ficou em 46,3 pontos, ou 3,9 pontos abaixo do verificado no mesmo trimestre do ano passado. Em uma escala de 0 a 100, abaixo de 50 mostra insatisfação. Já a situação financeira foi avaliada como satisfatória, com o indicador em 50 pontos.

Estado quer agenda sustentável para o Mundial

A realização da Copa do Mundo no Brasil é uma oportunidade única para a promoção de ações sustentáveis. Partindo dessa premissa, a Câmara Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CTRMAS) já conjetura iniciativas ligadas ao assunto no Rio Grande do Sul. O Comitê Gestor da Copa 2014 lançou a primeira etapa de um relatório visando a projetos para o Mundial. A partir do levantamento inicial, divulgado nesta segunda-feira em audiência pública na Assembleia Legislativa, inicia-se um processo de sistematização das prioridades.

"Esse relatório será fundamental para que possamos atingir nossos objetivos, unindo o Estado e os municípios no sentido de organizar ações que dialogam com a sustentabilidade e as questões ambientais", defendeu o presidente da Casa, deputado estadual Adão Villaverde. Para facilitar o monitoramento das metas traçadas, foram criados cinco núcleos: Copa Orgânica, Estádios e Construções Sustentáveis, Gestão de Resíduos, Mudança Climática e Parques da Copa. A divisão de Mudança Climática cuidará da instauração de alternativas tecnológicas para a geração de energia nos pontos de maior fluxo de visitantes. Além disso, procurará reduzir o impacto do transporte coletivo e aumentar o número de ciclovias.

Para os parques nacionais, estaduais e municipais em diversas localidades gaúchas, o CTRMAS planeja investimentos em educação ambiental, em infraestrutura e na inserção de tecnologias limpas, como a utilização das energias eólica e solar. Já o ramo de estádios e construções sustentáveis pretende, entre outros objetivos, fomentar o uso racional da água e a eficiência energética em hotéis, restaurantes e pontos turísticos, além do estádio e dos centros de treinamentos construídos para o torneio. Com o objetivo de realizar a gestão de resíduos, planeja-se a expansão da coleta seletiva. A produção gaúcha terá enfoque no segmento Copa orgânica, que incentivará o cultivo e a distribuição de produtos orgânicos.

Cidade conhece programa de gestão

O Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), a prefeitura de Porto Alegre e o Movimento Brasil Competitivo (MBC) apresentam nesta terça-feira o projeto Inovação na Gestão da Cidade. O evento terá as presenças do prefeito municipal, José Fortunati, dos presidentes do Conselho Superior do PGQP, Jorge Gerdau Johannpeter, e do Conselho Diretor, Ricardo Felizzola, e do diretor-presidente do MBC, Erik Camarano.
A apresentação para empresários, entidades locais e autoridades políticas marca a segunda fase do convênio pela modernização da gestão pública em Porto Alegre. Por meio de parcerias, o projeto está desenvolvendo quatro frentes principais: buscar eficiência e agilidade nas ações de preparação da cidade, qualificar os processos de gestão na saúde e modernizar o sistema de indicadores de desempenho.

Fortunati apresenta editais de obras

A prefeitura publicou nesta segunda-feira em edição extra do Diário Oficial (Dopa) os avisos de licitação de sete obras preparatórias para a Copa de 2014 em Porto Alegre. O investimento para as obras de mobilidade urbana será de mais de R$ 185 milhões. O prefeito José Fortunati apresentou as publicações aos integrantes da Comissão Especial de Acompanhamento dos Investimentos da Copa 2014 da Assembleia Legislativa.
Presidida pelo deputado Alexandre Postal, a comissão reuniu-se com o prefeito com o objetivo de acompanhar os processos de preparação da cidade para o megaevento de 2014. De acordo com Postal, os deputados têm todo o interesse em contribuir com a qualificação da cidade. "O objetivo é estar a par de todas as informações quanto ao andamento das obras preparatórias à Copa na Capital", frisou.


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