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exposição Notícia da edição impressa de 27/10/2011

O traço de Jaca

Michele Rolim

MUSEU DO TRABALHO/DIVULGAÇÃO/JC
No Museu do Trabalho estão 14 obras do gaúcho radicado em São Paulo
No Museu do Trabalho estão 14 obras do gaúcho radicado em São Paulo

O ilustrador Jaca, 54 anos, gaúcho de Porto Alegre, mas residente em São Paulo, é um daqueles artistas reclusos. Raramente concede entrevistas e fala em público sobre as suas obras. “Imagino que ele prefere deixar que as pessoas julguem por si o que acham do trabalho dele, sem precisar fazer referências ao que ele acha ou ao que ele é.” A opinião é do amigo e colega de trabalho há mais de 20 anos, o ilustrador e desenhista Fábio Zimbres, 51 anos, que topou falar da produção do colega, que pode ser conferida a partir de hoje, às 20h, no Museu do Trabalho (Andradas, 230). 

Os dois se conheceram em 1991, quando Zimbres, natural de São Paulo, veio a Porto Alegre e conheceu o trabalho de Jaca, através de uma revista especializada em ilustração. “Gostei na hora”, lembra ele. Anos depois, Zimbres foi editor de uma revista de quadrinhos e aproveitou para publicar trabalhos do Jaca. Desde lá, eles têm contato pessoalmente e já trabalharam juntos muitas vezes. Zimbres é conhecido internacionalmente como ilustrador e quadrinista.

A exposição traz 14 obras produzidas especialmente para a mostra, em acrílico sobre tela, explorando os personagens e paisagens constantes em seu trabalho em recombinações desconcertantes. Na opinião de Zimbres, se há algo muito presente na obra de Jaca é o ambiente urbano - nos quadrinhos quase que exclusivamente - que é sempre mostrado em detalhes. Desde os ambientes mais degradados até a arquitetura de inspiração moderna. Mas também aparecem paisagens mais abertas, paradisíacas, exóticas ou, até mesmo, retiradas de lendas, com a representação de castelinhos e montanhas nevadas. “Alguns personagens ele tem usado repetidamente como carimbos em situações diversas. Às vezes, alguns bonecos ou bichinhos de uma inocência perturbada; outras vezes, figuras antropomorfos que podem sair de uma embalagem ou da memória dele”, explica Zimbres. 

Considerado um dos mais importantes ilustradores brasileiros, Jaca influenciou uma geração de artistas. Conforme o seu antigo editor, o que fez dele uma referência no mercado da ilustração é que experimentou em demasia todas as técnicas. “Jaca ganhou o respeito de outros ilustradores também por se propor a realizar coisas bem complexas e que ele resolvia muito bem, como os desenhos com perspectiva estranha e os que parecem estar em vários planos sobrepostos, em uma confusão organizada”, opina Zimbres, que também compartilha da ideia de que o trabalho do artista chama a atenção na maneira de compor os quadros, sempre de um jeito inusitado, com muito movimento e controle do que acontece no plano.

Jaca (nome artístico de Paulo Carvalho Jr.) nasceu e se criou em Porto Alegre. É representado pela galeria Choque Cultural de São Paulo onde expõe regularmente todos os anos desde 2006. Amplamente conhecido no meio editorial como ilustrador e quadrinista, começou carreira de ilustrador em 1978 e já passou por diversos jornais. Colaborou com as revistas de quadrinhos Geraldão, Dundum, Animal, Big Bang Bang e Death Race 2000. Foi publicado pela revista de arte radical francesa Le Dernier Cri e tem um livro publicado pela Edições Tonto, Mellitus. Participou da exposição coletiva Ed tonto apresenta... desenhos nunca vistos na galeria Obra Aberta (2002, Porto Alegre) com pinturas sobre papel, e fez sua primeira individual no Museu do Trabalho em 2004, com pinturas de acrílico sobre cartão.

Atualmente Jaca se dedica à pintura, técnica na qual vem produzindo diversas telas e participando de exposições, mas sem deixar para trás o Jaca ilustrador. “Na essência, não há diferença entre o Jaca que eu conheci ilustrando diariamente vinte anos atrás e o pintor de hoje. O que ele faz hoje é aplicar sua inquietação a um outro meio”, garante Zimbres.

Mostra individual de Jaca

A visitação ocorre no Museu do Trabalho,(Andradas, 230),de 28 de outubro a 23 de dezembro, de terça a sábado, das 13h30min às 18h30min, e domingos e feriados, das 14h às 18h30min. A entrada é franca.

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