Porto Alegre, segunda-feira, 14 de outubro de 2019.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
14°C
24°C
16°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 4,1250 4,1270 0,75%
Turismo/SP 4,0900 4,3360 0,88%
Paralelo/SP 4,1000 4,3300 0,93%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
764672
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
764672
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
764672
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

Argentina Notícia da edição impressa de 24/10/2011

Argentinos reelegem presidente Cristina Kirchner

Resultados de boca de urna confirmam vitória histórica da presidente, com 55% dos votos
JUAN MABROMATA/AFP/JC
Popularidade da mandatária aumentou muito após a morte do marido e ex-presidente Néstor Kirchner
Popularidade da mandatária aumentou muito após a morte do marido e ex-presidente Néstor Kirchner

Os primeiros resultados de boca de urna das eleições presidenciais da Argentina confirmam a vitória esmagadora da presidente Cristina Fernández de Kirchner (Frente pela Vitória/FPV), com 55% dos votos válidos, ante 50,2% obtidos nas eleições primárias, realizadas em agosto. Milhares de argentinos comemoram na Plaza de Mayo, na capital Buenos Aires.

Pesquisas de intenção de votos mostravam que a reeleição de Cristina estava garantida com uma margem de entre 52% a 57%. Divulgada pela emissora de TV C5N, a boca de urna indica que o segundo colocado, o socialista Hermes Binner (Frente Ampla Progressista, Partido Socialista), obteve 14% dos votos. Nas primárias, Binner foi ratificado com 10,18%. A apuração de intenção de votos para o socialista flutuava entre 11% a 15,5%. A presidente entra para a história do país como a mais votada na era democrática argentina, desde 1973, quando Juan Domingo Perón foi eleito com 30 pontos de diferença entre o primeiro e o segundo candidato.

“Sem dúvida a votação de Cristina é a maior diferença entre o primeiro e o segundo candidato, embora isso não seja um mérito dela, mas da incapacidade da oposição para polarizar seu voto. O que é mérito dela é que teve a maior porcentagem desde 1983, quando Alfonsin obteve 52%”, ponderou o analista político, Rosendo Fraga, do Centro Nueva Mayoria. A Constituição argentina determina que o candidato é eleito no primeiro turno se obtiver 45% dos votos ou 40% com uma diferença maior a 10% do segundo candidato.

Desde cedo, muitos dos 28,6 milhões de eleitores foram às urnas. Com a cantada vitória esmagadora de Cristina, a presidente consolida sua popularidade, que começou a crescer após a morte do marido, o ex-presidente Néstor Kirchner.

Pronta para iniciar um novo mandato de quatro anos sem apoio do marido e mentor político, a presidente colocou no bolso os caciques peronistas (Partido Justicialista) e os dissidentes; obrigou à resignação os radicais da União Cívica Radical (UCR), partido que costumava polarizar as eleições com os justicialistas; neutralizou qualquer oponente; e conquistou a simpatia de mais da metade dos eleitores argentinos.

Um pouco da popularidade de Cristina pôde ser vista quando ela emitiu seu voto, às 11h43min da manhã (12h43min de Brasília), em uma escola de Río Gallegos, província natal do ex-marido e onde se encontra a residência oficial da família, na Patagônia. Diante de uma multidão que a esperava para votar, além de dezenas de profissionais de imprensa, Cristina cumprimentou cada um dos mesários e assistentes, fez pose para os fotógrafos ao votar e passou vários minutos posando para fotografias com os fãs.

“Estamos consolidando um processo institucional e político que começou com as eleições abertas primárias para todos os partidos, que promove a abertura dos partidos à sociedade. Seria bom que as primárias pudessem ser feitas em todas as províncias e consolidar as eleições de maneira simultânea em todo o país para que a Argentina possa ter eleições em um mesmo dia. Creio que é o único país que tem eleições em diferentes dias”, disse a presidente, referindo-se à legislação que permite às províncias ter cronogramas eleitorais diferentes entre si. Além de presidente e vice, os argentinos votaram para eleger 130 deputados federais, 24 senadores e governadores de oito províncias.

Visivelmente emocionada, Cristina afirmou que estava feliz e triste ao mesmo tempo e recordou o marido. “Sou presidente, militante, mas, sobretudo, sou mulher de um homem que marcou a vida política argentina. Creio que seus dois maiores amores na vida eram a família e a vocação de fazer parte da história”, ressaltou. “Onde ele (Néstor) estiver, penso que está muito contente”, arrematou a presidente.

Ao deixar o colégio onde votou, Cristina foi acompanhada por uma multidão que a abraçou, entregou-lhe cartas e a emocionou. Ela chorou com as demonstrações de carinho dos eleitores.

Casal Kirchner reabriu processos da ditadura e alavancou a economia 

Na campanha presidencial, Cristina Kirchner prometeu seguir o mesmo modelo implementado pelo marido em 2003. Mal assumiu um país que tentava sair de uma das piores crises econômicas e sociais da história, Néstor Kirchner reabriu os processos contra os militares suspeitos de cometer crimes durante a ditadura (1976-1983). Muitos haviam sido presos e condenados durante o governo de Raul Alfonsin (1983-1989). Outros nem chegaram a ser julgados. Mas todos foram beneficiados por leis de anistia. Hoje, há 800 processos em andamento.

Néstor e Cristina também enfrentaram o Fundo Monetário Internacional (FMI), recusando-se a aceitar políticas de ajuste fiscal. Preferiram ficar sem créditos internacionais e renegociar a dívida externa unilateralmente. Em vez de apertar o cinto dos gastos públicos para pagar os credores, optaram por investir em programas sociais. A Argentina saiu da crise de 2001 graças, em parte, ao aumento dos preços das principais matérias-primas que exporta: carne, trigo e soja (commodities).

“Foi uma política que deu resultados palpáveis. Desde 2003, 14 milhões de argentinos saíram da pobreza e temos uma dívida externa menor. É difícil para a oposição argumentar com esses números”, disse o analista político Artemio Lopez, da consultora Equis.

COMENTÁRIOS
Nenhum comentário encontrado.

imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
Governista Daniel Scioli foi a Tucumã festejar vitória de Juan Manzur (e)
Oposição critica sistema eleitoral
Grupo foi reprimido em frente à sede do governo da província
Polícia usa balas de borracha durante protestos em Tucumã
Novas pesquisas indicam 2º turno
Levantamentos mostram pequena vantagem do governista Daniel Scioli sobre Mauricio Macri
Favorito em eleição argentina revisará subsídios sociais, diz assessor
A informação começou a ser difundida timidamente pelo próprio Daniel Scioli às vésperas das primárias