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Editorial Notícia da edição impressa de 24/10/2011

O que importa é a verdade na Comissão

Pronto, foi aprovada a Comissão da Verdade. No entanto, sabemos que existem muitas pessoas que receiam ser desenganadas pelo desgosto de parecerem crédulas ou tolas. A Comissão da Verdade investigará “graves violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988”. Nada contra, mas a Comissão da Verdade deve se ater aos fatos e não para algumas versões fantasiosas. A principal delas é a de que tudo o que é de ruim aconteceu sob o manto protetor do regime militar de 1964 e 1985. Agora, foi feita uma extensão no tempo para dar um simulacro de que a Comissão da Verdade quer saber mais. Se quer, terá de praticar um revisionismo histórico. Houve erros no período entre 1964 e 1985, evidentemente. Ninguém aprova ou aceitará uma única tortura. No entanto, a maioria dos que foram presos pelo regime de exceção está aí atuando e a presidente Dilma Rousseff é o exemplo de que ser levado para interrogatório ou preso não significava a morte. Isso ocorreu seguidamente na Argentina e no Chile, não aqui. Não na intensidade com que se propaga.

Quem perdeu um ente querido por discordar do regime sofre muito e, pelo menos, quer saber em que local estão os restos mortais para dar-lhes um enterro decente. Mas nota-se, em alguns, a vontade de revolver só de um lado. Getúlio Vargas destituiu um presidente eleito. Filinto Müller, que cursou a Escola Militar do Realengo e participou dos movimentos tenentistas e da Revolução de 1930, entre 1937 e 1942 foi chefe de polícia do Distrito Federal, então o Rio de Janeiro, quando comandou violenta repressão aos opositores do Estado Novo, especialmente aos comunistas, marcada por torturas e assassinatos. Ninguém pediu Comissão da Verdade para o período. A roda da História não gira para trás. No Brasil sempre haverá mais ignorantes dos fatos do que pessoas sabedoras da verdade, enquanto a ignorância for gratuita e o ensino ou o aprendizado for dispendioso.
Pelo menos com relação à Lei da Anistia houve bom senso. Afinal, esta lei foi aprovada e vigorou para ambos os lados. Soldados foram mortos para que deles fossem levados os fuzis. No Recife, uma bomba explodiu no saguão do aeroporto e matou pessoas. Não se prega que um erro de cada lado do regime de 1964/1985 some um acerto. Nem que uma morte justifique outra. No entanto, os desmandos ocorreram, erradamente, dos que defendiam e dos que execravam o regime militar. Finalmente - ou, talvez fosse a ordem correta - inicialmente deveria ser dito que a deposição do presidente João Goulart, homem calmo, de boa índole, também foi vítima dos que o iludiram e aconselharam a não punir almirantes, generais e brigadeiros conforme queriam os chefes militares da época. Que o povo, em passeatas, pediu a intervenção da caserna para acabar com a insubordinação. E que a grande imprensa e o empresariado apoiaram o movimento para impedir a chegada do “comunismo”. Se ele viria ou estavam enxergando chifre em cabeça de cavalo, até hoje há controvérsias. Mas os militares foram chamados e não agiram por geração espontânea. O resto queira Deus que a Comissão da Verdade descubra. Sem ideologias de efeito retardado. Com fatos, não versões. E apurando sobre os que agiram a favor e contra o regime militar, sem escoimar a verdade. Prestará grande serviço à Nação.

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