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História do Comércio Gaúcho Notícia da edição impressa de 24/10/2011

Magnabosco: há 96 anos referência no varejo caxiense

Atuais gestores, alguns membros da terceira geração, são todos descendentes do patriarca Raymundo Magnabosco
PAULO SCOLA/DUAL IMAGENS/DIVULGAÇÃO/JC
Magnabosco permanece no mesmo local desde 1915
Magnabosco permanece no mesmo local desde 1915

Ocupando uma das esquinas mais conhecidas de Caxias do Sul, a Magnabosco jamais trocou de endereço e continua a vender tecidos, uma das razões da sua criação em 1915.

Nascido em Antônio Prado em 1895, Raymundo Magnabosco fez o inverso de seus antepassados. Aos 9 anos, órfão de pai, embarcou com a mãe Lúcia para a Itália. Mas por lá ficaram pouco tempo. De volta ao Brasil fixaram residência em Caxias do Sul, onde Magnabosco iniciou a sua trajetória empresarial.

Em 1915, aos 20 anos, em sociedade com Francisco Oliva, abriu um armazém de secos e molhados ao lado da Catedral Diocesana, defronte à praça central. Passados 96 anos, a loja permanece no mesmo local, na esquina das ruas Sinimbu com Dr. Montaury, e continua a vender tecidos, um de seus principais negócios desde a fundação, embora hoje sem a representatividade de antes.

Em 1919, o empresário casou-se com Flora Serafim, com quem teve 12 filhos. Em 1935, depois de adquirir a parte do sócio, mudou o nome da empresa para Raymundo Magnabosco, que se manteve até 1956, quando passou a chamar-se Magnabosco & Cia.

Outra característica quase secular é o controle familiar sobre o negócio. Os atuais gestores, dentre eles membros da terceira geração, são todos descendentes do fundador. Em apenas um momento da história, nas décadas de 1970 e 1980, a empresa teve a participação de estranhos à família na sociedade e na gestão. “Temos compromisso com a tradição e o nosso objetivo é perenizar esta empresa, explica o diretor André Magnabosco, neto do fundador, admitindo ter recebido propostas de compra - sempre rejeitadas. Segundo ele, todos sabem do desafio que é manter uma empresa familiar no contexto atual da economia e também da sua complexidade pela integração, a cada ano, de novos membros à família.

Além de tecidos, seu principal produto, o armazém vendia ferramentas e materiais utilizados pelos agricultores nas lavouras, sabonetes, querosene e até doces. Tudo estruturado em uma grande casa de madeira, típica da época. A partir de 1939 se inicia a construção do atual prédio em alvenaria. No térreo funcionava a loja, no andar logo acima o fórum e a residência do juiz e no último a moradia do proprietário. Em seu interior também havia uma capela, ainda preservada. Hoje o prédio tem 4,5 mil m2 exclusivos para o negócio, que emprega 90 pessoas.

Com a morte do fundador, em 1959, o comando passou ao filho mais velho, Girólamo Magnabosco, que priorizou melhorias e avanços na empresa. A principal mudança deu-se pela necessidade de modificar a estrutura do empreendimento, transformado em loja de departamentos especializados reunidos em um mesmo endereço.

A terceira fase da empresa se inicia em 1992, já com a administração dos netos do fundador. A aposta desta geração é na inovação de produtos e serviços. Atualmente a Magnabosco comercializa mais de 6 mil itens, em sete departamentos, reunindo desde a linha de aviamentos e miudezas, passando por moda, tecidos e artigos de decoração e para o lar.

Empresa surgiu no casarão ao lado da Catedral Diocesana, em Caxias. MAGNABOSCO/DIVULGAÇÃO/JC

Sociedade e gestão são familiares

A Magnabosco é uma sociedade anônima de capital fechado, com cotas distribuídas entre 23 sócios, todos descendentes do fundador. Tem um Conselho de Administração formado por quatro membros, dois deles também diretores-executivos, todos da família. A partir dos níveis de gerência, os cargos são ocupados, em sua maioria, por profissionais contratados no mercado.

Segundo André Magnabosco, a principal ambição da empresa é melhorar a qualidade dos serviços, dos produtos, da gestão e da tecnologia, sem a preocupação de aumentar a sua estrutura. A estratégia, neste momento, é de buscar maior aproveitamento dos espaços. Entre os projetos em análise, com visão estratégica de médio prazo, está a abertura de lojas em shopping ou em municípios fora da Serra.

A empresa faturou R$ 15,5 milhões no ano passado e a expectativa para 2011 é de crescer 10%. De 55% a 60% das vendas têm origem em confecções masculinas, femininas e infantis, seguidas pelo departamento de cama, mesa e banho. As vendas de tecidos vêm se mantendo estáveis na última década, enquanto os demais produtos ganham representatividade. No entanto, em 2011 a venda de tecidos cresceu 30%.

O cadastro da empresa é formado por mais de 50 mil clientes, dos quais 15 mil ativos, muitos com mais de 50 anos de relacionamento.

Próxima semana: Panvel

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