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Saúde Notícia da edição impressa de 19/09/2011

Câncer de pulmão ainda surpreende fumantes

Pesquisa aponta que 84% dos entrevistados sabem pouco ou desconhecem a patologia

Deivison Ávila

ANDRÉ VELOZO/DIVULGAÇÃO/JC
Katz acredita que o diagnóstico precoce seja fundamental para aumentar a sobrevida dos pacientes
Katz acredita que o diagnóstico precoce seja fundamental para aumentar a sobrevida dos pacientes

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença de pulmão é a mais comum de todos os tumores malignos, com um crescimento de 2% ao ano em sua incidência mundial. O que mais surpreende médicos e especialistas é que em 90% dos casos diagnosticados a ocorrência da doença está associada ao consumo de derivados do tabaco, o que, ironicamente, causa estranheza aos fumantes. No Brasil, a patologia foi responsável por 20.622 óbitos em 2008, sendo o tipo de câncer que mais vitimou. Neste ano, o Inca estima a ocorrência de 27.600 novos casos de câncer de pulmão no País, sendo 17.800 em homens e 9.830 em mulheres.

A partir do alto índice do crescimento da doença, o laboratório Pfizer encomendou uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, com 201 pessoas que tiveram o diagnóstico da doença em seis regiões metropolitanas (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Salvador). O dado mais curioso apresentado pela pesquisa Câncer de Pulmão: A Visão dos Pacientes é que a maioria dos doentes tem conhecimento de que o cigarro é o principal causador, mas se surpreende quando a doença é diagnosticada.

O oncologista Artur Katz, coordenador da pesquisa, enfatiza que um dos principais fatores de risco do câncer de pulmão é o cigarro. "Em primeiro lugar está o tabagismo, em segundo está o tabagismo e em terceiro, também, o tabagismo", afirma. Outro dado apontado no estudo é o desconhecimento em relação à doença. "De todos os entrevistados, 51% afirmaram que não sabem nada sobre o câncer de pulmão e outros 33% disseram que sabiam pouco sobre o tema antes do diagnóstico", relata Katz.

Tosse, dor no peito, falta de ar, alterações no muco, fadiga, falta de apetite e escarro com sangue podem ser sintomas de doenças como a tuberculose e a pneumonia, mas são também os sinais do câncer de pulmão. A doença tem evolução silenciosa e, quando os sintomas aparecem, já nos estágios mais avançados, são comuns a outras enfermidades respiratórias. Essa combinação contribui para dificultar a detecção precoce do câncer.

A pesquisa apurou que, além da surpresa com a descoberta da doença, o que é comum, mais de três quartos dos pacientes recebem o diagnóstico com o câncer em estágio avançado. "Detectar precocemente a doença é fundamental, pois apenas 15% dos diagnosticados sobrevivem em média cinco anos", revela o oncologista. Normalmente, a expectativa de vida média dos pacientes é de dez a 12 meses após a descoberta da doença.
Diferentemente de outros tipos de câncer, a hereditariedade não é um fator importante no câncer de pulmão.

Casos hereditários são raros neste tipo de tumor. Segundo a pesquisa, 83% dos pacientes não têm casos na família. "É mais comum que os hábitos familiares sejam similares, especialmente o de fumar, mais do que a própria hereditariedade", analisa Katz. Apesar de o cigarro ser um fator importante, ele não é o único a causar a doença. Há, por exemplo, uma alteração genética específica chamada fusão EML4-ALK, que geralmente ocorre em jovens e não fumantes, e está fortemente relacionada ao desenvolvimento de um dos tipos de tumor pulmonar.

A pesquisa mostra também que 54% dos pacientes dizem ter recebido o diagnóstico menos de seis meses após os primeiros sintomas da doença. Além disso, 41% dos entrevistados passaram por três médicos diferentes até descobrir o tumor no pulmão. "Infelizmente, na maioria das vezes, os pacientes são diagnosticados em fase avançada, quando os sintomas já começam a se manifestar", explica Katz.

No momento da descoberta da doença, o medo é o sentimento mais mencionado (85%) pelos entrevistados. Outro sentimento citado é a angústia (79%), seguida de esperança (75%), culpa (50%), revolta (36%) e raiva (28%). Quando os pacientes são divididos em dois grupos diferentes - fumantes e ex-fumantes ou nunca fumaram -, percebe-se que a culpa é maior entre os fumantes (59%) do que entre os não fumantes (3%). A raiva e a revolta também são mais presentes entre os tabagistas (30% e 39%, respectivamente) do que entre os não fumantes (19% e 22%, respectivamente).

Contrariando o que normalmente é feito pelos laboratórios farmacêuticos, o coordenador da pesquisa acredita que a aplicação de políticas de prevenção e esclarecimentos, sobretudo com os fumantes, deva ser o foco para diminuir a ocorrência de casos. "Os investimentos devem ser maiores em informação e combate à indústria do fumo do que em estudos para novos medicamentos", sinaliza Katz.

Atualmente, há tendências promissoras de tratamento com foco no perfil genético do paciente. Na prática, isso significa soluções cada vez mais personalizadas para o combate dos tumores. O FDA (Food and Drug Administration), agência que regula remédios e alimentos nos Estados Unidos, aprovou em agosto um medicamento da Pfizer no país, o xalkori (crizotinibe), de aplicação via oral. Assim como grande parte dos medicamentos oncológicos, a droga apresenta efeitos colaterais, como náuseas e problemas gastrointestinais. A previsão é de que a droga seja regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e comece a ser comercializada no Brasil em 2013.

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