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Limpeza Urbana Notícia da edição impressa de 15/09/2011

Porto Alegre aprova a coleta mecanizada de Lixo

Novo processo de coleta de resíduos orgânicos iniciado em 18 de julho com a utilização de 1.150 contêineres foi bem recebido pela população

Clarisse de Freitas

RICARDO GIUSTI/PMPA/JC
Mecanização supera dificuldades e será ampliada na Capital
Mecanização supera dificuldades e será ampliada na Capital

Os problemas do trânsito em Porto Alegre vão além da lentidão e dos acidentes. De acordo com Adelino Lopes Neto, supervisor de operação do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), a postura inadequada dos motoristas porto-alegrenses foi causa do maior número de transtornos registrados desde a implantação do sistema de coleta mecanizada de lixo orgânico, em 18 de julho.

Desde essa data, opera nos bairros da região central da cidade o sistema formado por 1.150 contêineres (existe, ainda, uma reserva técnica de 50 unidades), de 2,4 m3 e 3,2 m3, onde a população pode descartar o lixo orgânico a qualquer hora. A coleta é feita por três caminhões compactadores especiais, operados apenas pelos motoristas, que trabalham em dois turnos.

Lopes explica que o caminhão só consegue acoplar o contêiner, recolher e compactar o lixo e deixar o depósito outra vez na via se tiver espaço de aproximadamente um metro de cada lado. Distância nem sempre observada pelos motoristas que, com o aumento constante da frota (que desde 2007 ganha mais de 30.500 veículos ao ano na Capital, segundo o Detran), encontram a cada dia mais dificuldades para estacionar.

“Há casos em que precisamos posicionar os contêineres sobre as calçadas, justamente porque não há área de estacionamento naquele ponto da rua. Ainda assim, verificamos que as pessoas estacionam ao lado do coletor, impedindo a aproximação do caminhão”, reclama.

No primeiro mês de funcionamento do sistema, foram registrados dois acidentes de trânsito envolvendo os contêineres de coleta de lixo orgânico. Nas duas colisões, os equipamentos de aço precisaram ser substituídos. O trânsito, o vandalismo e o descarte inadequado de lixo seco foram os três maiores obstáculos encontrados pela prefeitura de Porto Alegre na implantação desse novo modo de coleta, que funciona em fase experimental em oito “roteiros” da região central da cidade.

O supervisor de operação do DMLU sinaliza que, apesar dos acidentes e dos mais de 20 casos de vandalismo (com a queima do lixo no interior dos contêineres), os resultados têm sido melhores que os projetados e, em seis meses, um relatório irá detalhar ao executivo municipal as razões pelas quais a área de coleta automatizada de Porto Alegre deve ser ampliada.

Lopes afirma que, com 21 anos de implantação da coleta seletiva, a população da Capital tem o conhecimento de como fazer o descarte adequado de cada material. Com a implantação dos contêineres, aumentou a adesão e os volumes de lixo seco recolhidos pela coleta seletiva.

“Isso porque com o sistema anterior era muito fácil camuflar a não adesão. Agora está claro o procedimento e fica evidente quando alguém coloca lixo seco onde não deve ou põe lixo orgânico fora do contêiner. Os casos de incêndio, por exemplo, mostram isso, já que o lixo orgânico não queima, faz fumaça, mas não pega fogo”, disse Lopes.

Ele conta que também observou os reflexos da mudança na diminuição do volume de detritos recolhidos diariamente pela varrição e a erradicação dos “focos de lixo”, locais em que as pessoas fazem descarte irregular e que exigem  coletas extras.

Novo sistema reduz custos e evita alagamentos

O supervisor do DMLU, Adelino Lopes Neto, alerta que uma análise superficial dos custos de implantação do sistema de coleta mecanizada pode mascarar os verdadeiros ganhos. Ele explica que, embora o contrato anterior de recolhimento de lixo orgânico na área central da cidade, estimado em R$ 220 mil (sem as coletas extras e desconsiderado o aumento do volume), tenha sido substituído por outro de R$ 406 mil, não significa que o município esteja perdendo dinheiro.

A alteração do modelo trocou o contrato, que era remunerado pelo volume de lixo coletado, para outro baseado na disponibilidade dos contêineres para a população, de tal forma que não há reflexo nos custos com o aumento do consumo ou o aumento vegetativo da população. “Também nos ajuda a solucionar a falta de garis, agravada pela expansão da construção civil – já que disputamos os trabalhadores com esse setor. Antes, cada caminhão operava com o motorista e três garis, agora a coleta mecanizada é feita por uma única pessoa, que além de guiar o caminhão, comanda a operação de coleta de dentro da cabine, com o auxílio de câmeras e um joystick. Conseguimos alocar os funcionários em outras rotas”, diz Lopes.

O primeiro relatório consolidado de avaliação do sistema será elaborado apenas seis meses depois do início da operação. Até lá, o departamento de limpeza urbana pretende ter sistematizados os dados de volume coletado, de incidentes, da percepção dos cidadãos e, ainda, dos reflexos indiretos, como o ganho de limpeza das ruas e a diminuição do número de bueiros entupidos.

Essa é uma vantagem que, apesar de ser difícil de mensurar, já foi verificada nos muitos dias de chuva do mês de agosto. Segundo o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, a implantação da mudança resultou numa redução de 80% no registro de alagamentos. “Fizemos a mecanização da coleta porque esse é um serviço mais moderno, que retira os sacos de lixo das calçadas, os mesmos sacos que acabavam destruídos e deixavam a sujeira espalhada. A cidade já está mais limpa. Nosso desafio agora é convencer as pessoas e as empresas, em especial o comércio, a separar o lixo. No contêiner deve ser posto apenas o lixo orgânico, o lixo seco segue sendo recolhido duas vezes por semana em toda a cidade e vai para os 18 galpões onde trabalham ex-catadores.”

O diretor-geral do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), Ernesto da Cruz Teixeira, confirma as vantagens do novo sistema e detalha as razões para o alagamento das ruas: rede muito antiga, de capacidade inferior ao volume de água registrado atualmente; entupimento da tubulação; ou, ainda, por obstrução das bocas de lobo. “Esse é o caso da rua Edvaldo Pereira Paiva, que corta o parque Marinha do Brasil. Depois que a equipe tirou o lixo das bocas de lobo, o alagamento desapareceu em seis minutos. Evitar isso é a principal vantagem da coleta mecanizada”, descreveu.

Coleta diminui 90% dos problemas de sujeira

A coleta de lixo em Porto Alegre, como em qualquer lugar, registra diversos problemas. Para o DMLU, a razão dos transtornos está ligada, em 90% dos casos, ao lixo orgânico, já que é atrás de restos de comida que os cachorros rasgam os sacos plásticos e é por encontrá-los misturados ao material reciclável que os catadores acabam deixando sujeira espalhada pelo chão. Esse é, também, o lixo que produz o chorume, aquele líquido escuro, tóxico e de mau cheiro. “Avaliamos, em Porto Alegre, que a extensão do sistema mecanizado para o lixo seco implicaria a perda dos fatores que tornam a automatização vantajosa no recolhimento do material orgânico. Ponderamos, também, que o registro de problemas com a coleta seletiva é pequeno”, afirmou o supervisor do DMLU, Adelino Lopes Neto.

Ele explica que no modelo adotado na Capital, em que o material reciclável é encaminhado a galpões de triagem, a compactação é inviável. Sem ela, o trabalho de cada caminhão precisa ser substituído por quatro veículos. Por serem mais volumosos, se recolhidos em recipientes de igual volume ao usado para o material orgânico, os detritos secos precisariam ser coletados com maior frequência e, como são inflamáveis, ampliam as possibilidades de ação de vândalos.

“Precisamos racionalizar a ação e focar onde temos menores custos e melhores resultados na solução de problemas. Por isso, também, a coleta tradicional, com garis, seguirá sendo feita em bairros de baixa densidade demográfica. Em quadras onde vivem poucas pessoas, a produção de lixo não justifica o uso de contêineres com essa capacidade numa distância média de 50 metros um do outro. Teríamos ou que diminuir o tamanho deles, ou colocá-los a distâncias que inviabilizariam a adesão ou, ainda, passar com menos frequência. Não tem sentido”, afirma Lopes.

Caxias do Sul mudou também o recolhimento dos resíduos recicláveis

Caxias do Sul foi pioneira na implantação de coleta mecanizada no País. Desde agosto de 2007, a cidade da Serra recolhe tanto o lixo orgânico quanto o resíduo reciclável em contêineres. Desde então, a adesão à coleta seletiva aumentou a tal ponto que dois sistemas de recolhimento de materiais secos foram descartados por insuficientes, antes de chegar ao formato atual, que também já se mostra subdimensionado.

“Na época da implantação do sistema mecanizado, a média histórica de coleta seletiva na região central da cidade era pequena. Recolhíamos duas vezes por semana, em pequenos volumes, o que nos leva a crer que o material era descartado junto com o lixo seco. Com os dispositivos, fomos surpreendidos com um grande volume de recicláveis”, afirma o diretor-presidente do Conselho de Desenvolvimento de Caxias (Codeca), Adilo Didomenico.

Ele explica que a existência dos recipientes separados para cada tipo de lixo induz a separação. Uma pesquisa do órgão gestor da coleta em Caxias mostrou que as pessoas se sentem constrangidas de largar na calçada o lixo seco, quando existe ao lado um contêiner para lixo orgânico. O que acontece, então, é o descarte irregular da embalagem de material reciclável no recipiente ou diretamente a não separação. “Nas áreas onde existe a coleta mecanizada, o volume recolhido de lixo orgânico se mantém estável, mas a coleta de material reciclável já chega a 90 toneladas diárias, o equivalente a 20% de todo o volume de detritos recolhidos na cidade (450 toneladas)”, diz Didomenico. Caxias do Sul dispõe de contêineres de aço para o lixo orgânico e recipientes de plástico, com capacidade para mil litros, para a reciclagem.

O conteúdo dos contêineres de coleta seletiva é lançado a um caminhão compactador de pressão ajustada para amassar sem prensar. Cada veículo comporta o volume correspondente a 2,5 caminhões baú, o que viabilizou a coleta mecanizada. “Em nossa experiência, a maior praga enfrentada é o vandalismo orquestrado. Claramente existem interesses que movimentam as ações criminosas de destruição dos contêineres, já tivemos 350 casos de ataques e, naqueles que foram registrados pelas câmeras de segurança, vimos que foram feitos por jovens bem vestidos, que falavam ao celular”, revela o executivo da Codeca.

Para ele, a questão do trânsito é resolvida com ajustes no horário de coleta e conscientização. O esvaziamento dos recipientes nas áreas periféricas é feito à tarde. No centro da cidade, o caminhão passa à noite e, em algumas rotas, pela madrugada. “O abalroamento dos contêineres por veículos desgovernados e o vandalismo nos obriga a repor cerca de 5% das unidades ao ano. Essa é uma média aceitável, já que a experiência europeia mostra a necessidade de repor anualmente 10%”. A adesão ao sistema cresce com o tempo. “As pessoas preferem ter o contêiner perto de casa, mas acham melhor quando ele fica na porta do vizinho.”

COMENTÁRIOS
Fábio - 15/09/2011 - 13h13
Cabe à EPTC fiscalizar os locais de estacionamento e multar. Falta de pessoal não deve ser. Vejo frequentemente os fiscais da EPTC em duplas. Sozinhos, dobrariam a força de fiscalização. E a EPTC ainda se desloca para registrar acidentes sem vítimas. É preciso que façam uma campanha explicando à população que em caso de acidentes sem vítimas, basta que se registre o acidente. Com isto, mais fiscais estariam livres para fiscalizar o trânsito.


Iara -
26/01/2013 - 15h57
Porque essa coleta só é feita em bairros nobres? Quando no meu prédio nem lixaeira a prefeitura permitiu colocar? Por que? a prefeitura não coloca esse tipo de coleta na zona norte tambem?Sfinal tambem pagamos IPTU...

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