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Legalidade - 50 anos Notícia da edição impressa de 01/09/2011

Líderes de 1961 são homenageados na Assembleia Legislativa

Sessão reuniu protagonistas da campanha pela posse do vice-presidente João Goulart

Alexandre Leboutte

MARCO QUINTANA/JC
Hoffmann registrou protestos
Hoffmann registrou protestos

Em sessão especial na tarde de ontem, parte das comemorações dos 50 anos da Campanha da Legalidade, a Assembleia Legislativa homenageou, com a entrega de uma medalha, 56 homens e mulheres que foram protagonistas no episódio que garantiu a posse de João Goulart na presidência da República, em 1961, após a renúncia de Jânio Quadros. Entre os homenageados, 28 falecidos. Além de Jango, o ex-governador Leonel Brizola, ex-deputados, líderes estudantis, jornalistas e militares.

Um dos presentes na sessão era o fotógrafo do jornal Última Hora Assis Hoffmann, hoje com 70 anos. É dele a foto que estampa o banner instalado no Plenário 20 de Setembro durante as festividades, que flagra uma multidão dirigindo-se à Praça da Matriz, carregando uma grande faixa com a convocação: "Todos à Assembleia!".
Muito emocionado após receber a medalha, Hoffmann descreve que "foi um momento de grande tensão" quando ficou sabendo que o comando militar havia mandado bombardear o Palácio Piratini.

O também homenageado Fúlvio Petracco, 76 anos, conta que, antes de chegar a este clímax da possibilidade de um bombardeio, a resistência começou, ainda na tarde daquele 25 de agosto, com a mobilização dos estudantes.

Petracco era presidente da Federação dos Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Feufgrs). "Grupos de universitários saíram do campus e se deitavam em frente aos bondes. Quando eles paravam, subíamos e começávamos um comício ali mesmo. Tínhamos o apoio dos transviários (categoria dos trabalhadores dos bondes). O veículo seguia para o Centro e nos levava. Próximo à prefeitura, continuamos a aglutinar pessoas denunciando a tentativa de golpe. Ao final daquela tarde, subimos a rua da Ladeira com uma massa de gente" relembra Petracco.

"Policiais da Brigada Militar armados impediam o acesso ao Palácio Piratini para protegê-lo. Furamos o cerco e eu subi no parapeito da janela no térreo do palácio e comecei a discursar. A noite já havia caído e Brizola veio à sacada e fez seu primeiro discurso em defesa da posse de Jango", lembra o homenageado.

Era uma sexta-feira. No domingo, Brizola falava para os gaúchos através da rádio instalada nos porões da sede do governo. "Não pactuaremos com golpes ou violências contra a ordem constitucional e as liberdades públicas".

O governador havia requisitado os transmissores da rádio Guaíba e dali formaria a Rede da Legalidade, com mais de 100 emissoras.

O operador técnico responsável pela instalação da rádio também estava entre os condecorados ontem. Celso Costa conta que, como o engenheiro Homero Simon (já falecido e também homenageado) estava no Interior, foi destacado para ir ao Piratini e ligar as linhas até o transmissor na Ilha da Pintada.

"Cheguei ao palácio às 14h e às 15h30min o governador Brizola fazia seu primeiro pronunciamento", relembra. Hoje com 81 anos, falou da emoção que sentiu na homenagem: "Foi muito forte, a gente olha para os lados e já não vê muitos dos que estavam conosco, como o engenheiro Homero Simon". Ao lado dele, Ney Ortiz Borges, vice-líder da bancada do PTB na Assembleia em 1961, confidenciava: "Senti lágrimas nos olhos quando recebi a medalha".

A condecoração de Brizola foi entregue aos netos Juliana Brizola, Brizola Neto e Leonel Brizola Neto, todos políticos. A medalha de Jango foi entregue ao neto Christopher Goulart.

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