Porto Alegre, terça-feira, 17 de maio de 2022.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
19°C
15°C
7°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 5,5230 5,5250 1,61%
Turismo/SP 4,7300 5,8120 0,44%
Paralelo/SP 4,7400 5,6700 0%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
858264
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
858264
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
858264
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

Indústria 12/08/2011 - 17h50min

Industriais da Região Sul pedem integração logística entre estados

Fernando Willadino/Divulgação/JC
Heitor Müller destacou o impacto da deficiência logística nos custos da indústria.
Heitor Müller destacou o impacto da deficiência logística nos custos da indústria.

As Federações de Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paraná (Fiep) e Santa Catarina (Fiesc) realizaram, nesta sexta-feira (12), uma reunião com parlamentares da Região Sul em Florianópolis.

Segundo nota da Fiergs, o encontro teve como objetivo envolver os deputados federais e senadores dos três Estados do Sul na mobilização política em defesa de investimentos na infraestrutura de transporte.

A Fiergs aponta que o projeto Sul Competitivo, apresentado pelos industriais, vai mapear os gargalos logísticos atuais enfrentados pela Região Sul, bem como suas possíveis soluções. O diferencial é a busca por propostas integradas para os três Estados, também com foco no Mercosul.

O pontapé inicial do projeto foi dado há um mês, quando equipes de trabalho iniciaram as visitas técnicas para diagnosticar a situação atual. Serão identificadas as 19 principais cadeias produtivas a partir dos eixos de transportes que ligam a produção até o cliente final, tanto no Brasil quanto no exterior.

São cerca de 70 produtos diferentes da origem até o destino. O estudo é um projeto conjunto das Federações com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na ocasião, o presidente da Fiergs, Heitor Müller, destacou o impacto da deficiência logística nos custos da indústria. "Ao avaliarmos a situação da infraestrutura a pergunta que fazemos não é quais são os gargalos, mas quais não são os gargalos", disse.

O presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa, destacou que o envolvimento do setor público é fundamental para que as propostas que surgirão com o estudo se transformem em realidade com celeridade. "O trabalho será um importante subsídio para os governadores e parlamentares, que terão informações consistes e base técnica para definir os projetos prioritários, com base na viabilidade econômica de cada um deles. Ou seja, vamos poder escolher os projetos que efetivamente reduzem custos", disse.
 
O consultor em logística da Fiep, Mário Stamm, complementou: "No Paraná estamos ávidos por soluções efetivas, por obras”, afirmou.
 
A iniciativa vai contemplar só as obras que diminuam os custos logísticos da região. Para isso serão selecionados modais de transporte modernos (trilhos com bitolas de 1,60 metros, portos com águas profundas), que de fato trazem uma grande redução de preço do transporte. Com o trabalho em mãos, os três Estados vão buscar em conjunto recursos para as obras prioritárias e não mais individualmente.

Para tirar o Sul Competitivo do papel vão ser contempladas obras que já estão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e previstas nos orçamentos dos Estados, além da participação do setor privado.

COMENTÁRIOS
Nevile Almeida Przybylski - 12/08/2011 - 23h54
Um estudo da UFMG sobre logística e ZPEs chinesas, impostos, gargalos, transporte, recolocação de indústrias, tudo planejado há décadas, mostra o quanto temos que caminhar na direção de soluções deixadas sem solução em governos anteriores. Quando foram criados os pedágios nas nossas estradas, apenas o usuário de automóveis reclamou. Hoje, os custos da nossa inércia estão pesando na indústria nacional que sem preço de competição deixa parte do valor dos produtos nesses pedágios. Se formos comparar com os chineses o aspecto logístico, veremos que jamais consideramos a colocação das nossas indústrias em áreas cuja movimentação de cargas evitasse o transporte por longas distâncias, o seguro sobre esse transporte, que é caríssimo, armazenagem, movimentação dos pátios das transportadoras até o embarque, etc. Na China a indústria de sapatos, têxtil, eletro-eletrônica, veículos, e quase todas as demais de produtos com valor agregado, foram colocadas junto às suas ZPEs, ao lado dos portos. No mundo existem milhares de ZPEs, inclusive na América Latina onde estão implantadas mais de 15 (quinze) sendo que dessas 5 (cinco) na Argentina. No Sul do Brasil, ZPE é um assunto-tabu. Não se fala nisso. Rio Grande e Imbituba permanecem com suas ZPEs prontas e inúteis, o que poderá ser completamente desastroso num futuro próximo, isso por que já foi dada a entrada no pedido de licenciamento ambiental para a instalação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Pecém, no Ceará, que deverá ser a primeira a funcionar no Brasil. Se isso acontecer, o Sul verá impotente, os grandes investimentos convergirem para o Nordeste. Creio, então que a idéia de ser criado o movimento Sul Competitivo, no sentido de redirecionar os investimentos do Governo Federal na infra estrutura do transporte, apesar de elogiável, veio tarde demais.


Eduardo Lopes -
13/08/2011 - 08h39
Excelente iniciativa do pessoal do sul. Entendo que uma obra de grande impacto capaz de viabilizar operações logísticas de toda ordem e multimodalidade, irá acelerar o desenvolvimento e a integração com o Mercosul e demais regiões. É que os "braços" logísticos vão muito além do corpo principal. Será toda uma macro-região que estará sendo beneficiada. O que mais facilitou a integração da UE foi o conjunto de obras implantadas, como o túnel do Canal da Mancha que demandou participação de quase todos os países implicados. É isto o que precisamos fazer também. Será muito melhor do que ficar a discutir vantagens alfandegárias e guerras calcadas em estímulos fiscais. Devemos apostar nisto agora que os ventos nos estão favoráveis. Enfim, a crise dos outros será boa para nós, mas só se estivermos preparados. A competitividade do Brasil Sul será a eficiência do país como um todo. Brilhante iniciativa da FIERGS, da FIEP e da FIESC.


Pablo de Andrades Lima -
14/08/2011 - 16h59
Pq não se falou nesta reportagem do grande ato em defesa do carvão mineral que ocorreu na mesma reunião???

imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
Usinas destinam 59,9% da oferta de cana à produção de etanol na quinzena
Com isso, o mix relacionado ao etanol passou de 56,06% para 59,99%
Pesquisa revela baixa perspectiva para a indústria gaúcha
O Índice de Confiança do Empresário Industrial de setembro caiu de 37,4 pontos em agosto para 36,6 pontos em setembro, atingindo o segundo menor nível da série histórica iniciada em 2005
Senai assina acordo com instituto alemão para acelerar inovação em indústrias
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) assinou esta semana um acordo para facilitar as parcerias com a Sociedade Fraunhofer, da Alemanha, formada por 67 institutos de inovação
Índice de produção cai a 42,7 pontos em agosto ante 44 pontos em julho, diz CNI
Os indicadores da pesquisa variam no intervalo de zero a 100, sendo que valores abaixo de 50 indicam evolução negativa