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Negócios Corporativos Notícia da edição impressa de 29/06/2011

Fusão pode unir Pão de Açúcar e Carrefour

Proposta foi feita pelo BTG Pactual e prevê capitalização com recursos do Bndes

O Carrefour anunciou nesta terça-feira que recebeu uma oferta de fusão no Brasil com o grupo Pão de Açúcar. A autora da proposta foi a Gama, controlada por um fundo administrado pelo BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, que será capitalizada pelo Bndes. A fusão consolidaria a liderança do Pão de Açúcar no Brasil (Companhia Brasileira de Distribuição - CDB), criando uma rede com vendas anuais estimadas em US$ 43 bilhões (€ 30 bilhões).

As negociações entre os grupos começaram a partir da iniciativa de Abilio Diniz, mas o grupo francês Casino, parceiro do Pão de Açúcar e arquirrival do Carrefour, informou que está em posição para bloquear uma eventual fusão no Brasil. O Casino informou ainda que nenhuma negociação por parte do Pão de Açúcar pode ocorrer sem seu consentimento e que vai examinar a melhor forma de defender o interesse do Pão de Açúcar e de seus acionistas.

Em maio, o Casino apresentou um pedido de arbitragem internacional contra Diniz, alegando que as supostas negociações do empresário com o Carrefour contrariam um acordo de acionistas. O Casino e o grupo de Diniz dividem em partes iguais a holding Wilkes, que controla 66% dos direitos de voto no Pão de Açúcar.

A ideia é criar uma parceria estratégica combinando os ativos do Carrefour no Brasil com os do Pão de Açúcar em uma nova empresa, controlada em partes iguais. Sob os termos da proposta, a Gama se tornaria uma acionista importante do Carrefour, com uma participação de 11,7%, e poderia comprar ações adicionais representativas de até 6% do capital da varejista.

À agência de notícias Reuters, a Gama informou que não tem relação com Diniz. A oferta prevê que a Gama firme um acordo de acionistas e atue em conjunto com Blue Capital, Colony Blue Investor e Groupe Arnault, acionistas do Carrefour e que juntos detêm 20,2% dos direitos de voto na varejista. A empresa do BTG Pactual teria direito a dois lugares no conselho de administração do Carrefour, incluindo a vice-presidência, hoje ocupada Sebastien Bazin, chefe da Colony Europe.

O conselho de administração do Carrefour foi informado sobre os termos da proposta e vai avaliá-la nos próximos dias. Uma possível fusão levaria Pão de Açúcar e Carrefour a responderem, juntos, por quase 28% do setor supermercadista brasileiro. O Walmart, atualmente, ocupa a terceira posição no País, com 11,2% do mercado. A união também geraria uma redução de custos de mais de US$ 1 bilhão ao ano, segundo relatório recente de analistas do Bank of America Merrill Lynch.

Ao unir forças com o Carrefour no Brasil, o Pão de Açúcar ganharia escala e equilibraria a erosão vista nas margens desde que ingressou no segmento de eletroeletrônicos com as aquisições de Ponto Frio e Casas Bahia, afirmam analistas. Aliás, os negócios ainda não receberam sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A empresa combinada teria três vezes o tamanho da unidade brasileira do Walmart.

Diniz afirma que sócio prefere atacá-lo pela imprensa

Em reação às declarações do Casino, que classificou de "ilegais" as negociações entre Pão de Açúcar e Carrefour, o empresário Abilio Diniz, controlador do grupo varejista brasileiro, disse que o Casino prefere atacá-lo pela imprensa em vez de analisar a proposta de fusão com o Carrefour.

"Estou em Paris há 24 horas, tentando sem sucesso um encontro com Jean Charles Naouri (presidente do Casino), a fim de discutirmos a proposta que recebemos e que precisa ser analisada. JCN se nega a dialogar, prefere me atacar pela imprensa. Não consigo entender o propósito disso", disse Diniz, em carta enviada à diretoria do Pão de Açúcar e divulgada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Diniz acrescenta que "todas as manifestações" do Casino "têm sido extremamente agressivas e distorcem completamente a realidade dos fatos". Afirma na sequência que continuará seu trabalho e insistirá para que "cheguemos a uma solução amigável ao bem da companhia e de todas as partes. Tenho fé em Deus que em breve todo o problema com o Casino estará superado e poderemos continuar nosso trabalho com eficiência, alegria e felicidade."

Franceses expressam contrariedade e denunciam ilegalidade na operação

A proposta veio enquanto o francês Casino sinalizou interesse em consolidar seu controle sobre o Grupo Pão de Açúcar, com aumento de participação na rede brasileira. O Casino já detém 35% da rede brasileira e se preparava para exercer a opção de comprado controle total em 2012. Desde que surgiu a notícia de que Diniz discutia uma aliança com o Carrefour, o Casino vem expressando sua contrariedade.

"É improvável que esta transação aconteça em breve porque, para isso acontecer, os acionistas do Pão de Açúcar precisam aprovar. É improvável que o Casino queira vender o negócio. É o ativo mais valioso deles. Dado que eles dividem o controle, eles devem poder bloquear a operação", afirmou o analista Christopher Hogbin, do Bernstein. Outro analista, que pediu para não ter seu nome divulgado, informou que o fato de a proposta envolver o Bndes pode tornar mais difícil para o Casino bloqueá-la.

O Casino informou em nota que o rival Carrefour (ambas as organizações são francesas) e o empresário Abilio Diniz tramaram uma negociação ilegal. "Ao contrário do que diz o Carrefour, não é uma proposta espontânea da Gama, mas uma transação financeira ilegal há muito tempo premeditada entre Carrefour e Abilio Diniz". "Esse anúncio confirma que negociações ilegais e secretas foram conduzidas e estão em andamento", diz o Casino, acrescentando que nenhuma transação envolvendo a holding CBD pode ocorrer sem o sócio francês.

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