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Música Notícia da edição impressa de 24/06/2011

Kleiton e Kledir, os embaixadores da MPG

Priscila Pasko

ANA PAULA APRATO/JC
Dupla Kleiton e Kledir se prepara para lançar disco infantil nos próximos meses
Dupla Kleiton e Kledir se prepara para lançar disco infantil nos próximos meses

Fazer sucesso no meio musical pode ser relativamente fácil. Difícil mesmo é mantê-lo. Kleiton e Kledir reconhecem tal dificuldade, mas com quase 40 anos de carreira ainda não experimentaram o sabor amargo do ostracismo artístico. O segredo - caso assim possa ser denominado - é a constante busca pelo aperfeiçoamento. “Cada disco que fazemos, avançamos em direção à qualidade, trabalhamos muito. Acho que é esse nosso desejo de melhorar sempre que envolve as pessoas que acompanham nosso trabalho”, conta Kleiton, por telefone, antes de um almoço de domingo na Capital.

E, para fazer jus à ideologia do aperfeiçoamento constante, Kleiton e Kledir estão trabalhando, ou melhor, brincando em cima de um projeto inédito da dupla. Em meados de agosto ou setembro os irmãos darão cria a um disco infantil. O nome do álbum, que será lançado pela gravadora Biscoito Fino, ainda não foi definido, mas o espírito lúdico já foi encarnado pelos dois. “Sempre fomos dois guris muito felizes. A gente carrega isso em nossa vida, o que transparece em Maria fumaça e São João, por exemplo”, conta Kledir, referindo-se a dois grandes sucessos da dupla.

Enquanto o disco está em fase de mixagem, a dupla vem ao Estado para se apresentar no Theatro São Pedro. O show Kleiton e Kledir acústico acontece neste sábado às 21h, e no domingo, às 18h. O espetáculo, que integra a programação do aniversário de 153 anos do teatro, também festeja a homenagem especial recebida pelos artistas no Prêmio Açorianos, em maio deste ano. Os ingressos custam entre R$ 30,00 e R$ 80,00. O show em formato mais acústico acontece sem banda, exceto o músico Caio Fonseca, que acompanha a dupla. No repertório do espetáculo, estão os grandes sucessos da década de 1980, músicas do álbum Autorretrato (2009) e também um pouco do trabalho atual.

Foi justamente no Theatro São Pedro que Kleiton e Kledir despontaram no cenário musical do Rio Grande do Sul, lançando-se em seguida nacionalmente. Foi ali que, em 1971, eles participaram do Musipuc (Festival Universitário e Música), evento que aconteceu entre os anos de 1971 e 1978. O movimento deu origem ao que mais tarde se denominaria Música Popular Gaúcha (MPG). E surgiu no mesmo casarão Os Almôndegas, grupo que se manteve até 1980, quando Kleiton e Kledir resolveram formar uma dupla. “Temos uma relação de amor antiga com o (Theatro) São Pedro, que não é só nossa, claro. Mas, cada vez que eu entro lá, parece que entro num templo sagrado”, conta Kledir.

Entre idas e vindas

am no Rio de Janeiro. Na época, o espaço no mercado artístico ainda era limitado no Rio Grande do Sul. Kledir acredita que hoje o cenário é diferente, pois os músicos não dependem tanto de gravadoras, mas afirma que foi necessário ter se mudado do Estado. “Saímos daqui porque era um período diferente. Se não tivéssemos feito isso não teríamos esse reconhecimento.”

Kleiton corrobora a opinião de Kledir. Acredita que na década de 1970 não teriam condições de viver do trabalho dos Almôndegas em Porto Alegre.  Mas aposta nos talentos que surgem e conseguem se manter aqui, como o irmão Vitor Ramil, que mora em Pelotas. “Sonho que um dia o Rio Grande do Sul exporte cultura para o mundo inteiro. No Estado, em relação ao Brasil, tem muita gente talentosa.”

Mesmo assim, a música da dupla não se descaracterizou, pelo contrário, mostrou ao Brasil que o Rio Grande do Sul também produzia cultura “moderna”. Kledir conta que “era uma grande estranheza, na época”, pois perguntavam se “os gaúchos também faziam música.”

Eles só não mostraram que faziam arte, como, inclusive, apresentaram algumas gírias do Sul - um tanto peculiares - para o público do Sudeste do Brasil. Um crítico da época disse que o duo Kleiton e Kledir “parecia uma dupla de ingleses, cantando em uma língua que lembra o português”. O linguajar ainda pode causar estranhamento, mas nada que o universo musical não possa traduzir. Bem capaz.


COMENTÁRIOS
elizabeth lubke - 25/06/2011 - 00h11
Esta frase diz tudo:"sempre fomos dois guris muito felizes"...

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