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comércio exterior Notícia da edição impressa de 27/05/2011

Mantega quer regime de câmbio unificado

Ministro critica, em seminário do FMI no Rio, a administração das taxas e prega o regime flutuante para todos os países

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu nesta quinta-feira um duro recado aos países que "administram" suas taxas de câmbio. Ele defendeu "uma reforma global dos sistemas monetário internacional" cujo o principal objetivo deve ser a unificação de um regime cambial para todos os países. Mantega participou de conferência no Rio de Janeiro organizada pelo Ministério da Fazenda e o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre fluxo de capitais em mercados emergentes

Para o ministro, a melhor opção é adotar conjuntamente um sistema de câmbio flutuante. Ele disse que "os desequilíbrios" atuais são decorrentes de disparidade entre os regimes e, muitos dos quais preveem o controle e a administração do câmbio de fluxos de capitais.

Sem citar nenhum país, Mantega fez uma clara referência à China que controla o yuan. Para o ministro, o sistema monetário internacional, constituído em Bretton Woods, ficou obsoleto a partir dos anos 1980 e não houve uma coordenação com os países com o objetivo de criar um novo sistema.

O ministro defende ainda a necessidade da criação de um sistema financeiro global com regras mais rígidas especialmente no que tange às regras de alavancagem (endividamento) das instituições financeiras. O atual sistema mais permissivo, diz, levou à crise global de 2008/2009.

Durante o evento, Mantega voltou a defender que as medidas do governo para tentar conter a sobrevalorização do real têm sido eficazes. Segundo ele, a cotação do dólar estaria muito mais baixa sem essas medidas. "Se não tivéssemos tomado essas medidas, se tivéssemos deixado o mercado à própria sorte, a cotação do dólar estaria em torno de R$ 1,30, R$ 1,40, causando estragos nas exportações de manufaturados. As medidas são eficazes", afirmou.

Mantega deu outro exemplo do sucesso desta política. Ele lembrou que, nos três primeiros meses do ano, o Brasil recebeu um fluxo financeiro de US$ 35 bilhões. Depois das medidas, o patamar caiu. Em maio, até o dia 20, o fluxo foi de US$ 3,3 bilhões, o que segundo ele, é razoável. "Isso tem afetado o investimento estrangeiro
direto (IED). No ano passado, entraram no País US$ 48,5 bilhões. Este ano, a previsão está em US$ 65 bilhões."

Min Zhu, assessor especial do diretor-gerente do FMI, afirmou no evento que a entidade que os países devem buscar uma reação "inteligente" em relação ao excesso de liquidez mundial. Segundo ele, assim os países podem aproveitar o atual momento para usar este fluxo para promover o crescimento e o progresso.

"As ideias básicas estão ancoradas em princípios econômicos sólidos, especificamente: as intervenções de política econômica devem adequar-se ao máximo ao problema em questão; a magnitude das intervenções deve ser compatível com as distorções que elas tentam solucionar e na definição de suas políticas, cada país deve levar em conta os reflexos e consequências multilaterais de suas medidas econômicas", disse.

Ele afirmou que medidas como valorização da taxa de câmbio, acumulação de reservas e adequação do mix de políticas fiscais e monetárias devem ser tomadas antes de medidas de imposição de controle ou de medidas prudenciais.

Acordos setoriais podem encerrar crise com Argentina

A solução para o conflito comercial entre o Brasil e a Argentina não será fácil e os analistas argentinos acreditam que a tendência será a de ampliar os acordos voluntários de restrições a todos os setores brasileiros que enfrentam problemas para exportar ao país vizinho. O assunto será discutido nos próximos dias por representantes dos diferentes setores que veem, no entanto, a alternativa com muita desconfiança.

O secretário-executivo do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, viaja para os Estados Unidos nesta sexta-feira. Ele deve conversar por telefone na segunda-feira com o secretário de Indústria argentino, Eduardo Bianchi, para tentar marcar uma segunda rodada de negociações.

"O caminho mais viável para avançar no sentido de destravar as barreiras é voltar com o esquema de acordos de cavalheiros, pelos quais os fabricantes brasileiros se comprometem a enviar determinados volumes ao mercado argentino", disse Maurício Claveri, analista da consultoria Abeceb.com. Ele avalia que a falta de propostas para solucionar o conflito marca as dificuldades do Brasil e da Argentina.

A ampliação, em fevereiro, das licenças não automáticas (LNA) e outras restrições não escritas a um universo de produtos brasileiros que representa 25% da pauta exportadora do Brasil produz um impacto grande. A resposta do Brasil de impor licenças não automáticas para os automóveis foi a pior represália que a Argentina poderia receber, já que afeta 60% de sua produção nacional de veículos, que são destinadas às exportações.

O especialista em Integração Regional Raúl Ochoa considera a possibilidade dos acordos de cavalheiros, mas opina que os dois países vão tratar de ganhar tempo porque a negociação é dura. "Esse é um momento complicado para ambas as balanças comerciais e nenhum vai ceder tão fácil. A tendência é de ganhar tempo até as eleições presidenciais argentinas, já que qualquer ação de política externa poderia influenciar na política interna, e tentar limpar a mesa depois do pleito eleitoral."

Bianchi pediu à Teixeira que as licenças de importação de automóveis sejam liberadas em um prazo de quatro dias, mas o governo brasileiro ofereceu 10 dias. "Esse é o prazo que o processo de importação leva com licenças automáticas e é o mínimo que podemos oferecer à Argentina, como exceção à exigência das LNA que nos permite demorar 60 dias", explicou uma fonte que participou das reuniões em Buenos Aires.

As montadoras argentinas insistem na anulação das LNA, mas como o Brasil se mostra decidido a não rever a medida, elas se contentam com o prazo de 10 dias. "Esse é um prazo que não chega a provocar impacto na indústria. O importante para nós é que o prazo não seja de 60 dias porque isso afetaria 20%, por mês, das nossas exportações", explicou o secretário Executivo da Associação de Fabricantes de Automotores (Adefa), Fernando Canedo. Segundo ele, se os dois governos não se entenderem, o mercado brasileiro poderia sofrer pressões de preços nos carros, já que alguns modelos vendidos no País são produzidos pela Argentina.

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