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Exposição Notícia da edição impressa de 25/05/2011

Arte no mercado e vice-versa

SuperCinema obra de Rommulo Vieira Conceição chega ao Santande Cultural

Michele Rolim

GABRIELA DI BELLA/JC
SuperCinema, obra de Rommulo Conceição,  ancora o projeto Agora/Ágora - criação e transgressão
SuperCinema, obra de Rommulo Conceição, ancora o projeto Agora/Ágora - criação e transgressão

Um lugar que vale por dois. Imagine entrar em uma exposição para comprar pão, leite, refrigerante e demais produtos que contêm uma lista de compras. E, ao mesmo tempo, no mesmo espaço, poder assistir a filmes como Avatar. Trata-se da sopreposição de um mercado e de um cinema, o SuperCinema, obra de Rommulo Vieira Conceição, que ancora todo o projeto Agora/Ágora - criação e transgressão em rede, que abre amanhã ao público no Santander Cultural.                                           
Para chegar ao resultado, o artista já vem há algum tempo trabalhando em torno da sopreposição com objetos, seja nas obras Uma mesa e quatro cadeiras 2004/2005; Quarto e cozinha 2005; Sala-banheiro-serviço 2007/2008; Cozinha-banheiro 2008. Agora, contudo, realiza a amplificação desta ideia. “Eu quero que as pessoas sejam absorvidas por este ambiente, que esses dois espaços convivam e que as pessoas habitem dois lugares ao mesmo tempo”, defende Rommulo, que também está com pinturas monocromadas expostas no local.

A obra tensiona e questiona a relação cada vez mais comum entre o lugar da arte no mercado e o lugar do mercado na arte, ou seja, entre produto cultural e comercial, cada vez mais misturados.

E é este trabalho que dispara a curadoria de Angélica de Moraes. A exposição propriamente dita é chamada de Instantâneo/simultâneo e reúne 14 artistas nacionais e internacionais. Segundo Angélica, o conceito curatorial envolve este hibridismo, sobreposição, instantaneidade, ou seja, a vida atual que demanda tudo ao mesmo tempo, o agora, abrangendo dois universos (real e virtual). 

A presença do virtual é tão marcante que há uma plataforma web Agora (www.agora.art.br), sob consultoria de Giselle Beiguelman e participação de Karla Brunet e Juan Freire. A palavra Ágora, na antiga Grécia, era o local onde os cidadãos se reuniam para resolver os destinos da cidade. Algo que a internet ampliou muito e que na mostra é utilizado como plataforma de discussão de estratégias, criação coletiva de conhecimento e mobilização por meio das redes sociais. “O SuperCinema, por exemplo, traz sobreposições de lugares, e a internet é isso, eu  posso abrir na minha tela dez páginas ao mesmo tempo e estar conectado com todas elas”, diz Rommulo. 

Ao entrar na exposição, o público vai se deparar com a obra de Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti. A dupla apresenta Túnel, conjunto de 93 pórticos metálicos no formato de retângulos/molduras que, à semelhança dos frames de um filme, propõem um tempo e um percurso. O espectador é convidado a andar no interior do trabalho e conseguir o equilíbrio instável capaz de garantir seu trajeto.

Giselle Beiguelman, responsável pela plataforma web, também está com o trabalho Cinema Lascado, em que filmou com câmera fotográfica de celular diversas cenas de São Paulo passando de carro. Assim, mostra a cidade, dentro da rapidez, do simultâneo. Esse trabalho é apresentado em dois meios: em fotografia e projeção.

Outro destaque é o trabalho de Wagner Morales, a videoinstalação Mamãe, papai, eu sou um... Morales é um artista brasileiro que vive em Paris e questiona a identidade do migrante e do imigrante, através da história de um coreano que vive no Brasil. “Ele analisa o agora e qual é a nossa identidade, no momento que vivemos numa sociedade globalizada. Eu acho muito interessante trazer esse trabalho porque no Estado existe uma cultura muito regional, mas que está se oxigenando cada vez e se abrindo a uma concepção mais globalizada”, defende.

A mostra segue com Perry Bard, nascido no Canadá e que vive e trabalha em Nova Iorque. Na peça interativa de web art Homem com uma câmera de cinema, a artista faz uma obra de criação em rede com a participação de dezenas de artistas ao redor do mundo. A proposta de Bard é realizar remakes, ou seja, versões autorais do clássico filme documentário russo homônimo, de Dziga Vertov, realizado em 1929 e fundador de recursos de linguagem cinematográfica usados desde então. O projeto colaborativo de Bard na web está em constante crescimento: o elenco de artistas que realiza versões deste clássico da cinematografia mundial não para de crescer. Segundo Angélica, isso evidencia uma das características da arte tecnológica. “Subverte a ideia do artista como criador solitário e lança no mundo processos criativos compartilhados”, diz ela.

Isso também acontece com Frantz, artista gaúcho que expõe pinturas que são apropriações de manchas, respingos e rastros de pincel nas paredes ou no chão de algum ateliê. “Assim como tem a criação em rede na web, aqui tem esta no espaço físico”, explica Angélica.
Também estão no local a obra de Ana Holck, Bastidor; de Bogdan Perzynski, Cartomante; fotografias de Caio Reisewitz; o trabalho Ponte, de Raquel Kogan e Lea van Steen; esculturas de Saint-Clair Cemin e as intervenções de Toby Christian.

Agora/Ágora, criação e transgressão em rede

No Santander Cultural (Sete de Setembro, 1.028), com visitação entre 26 de maio e 7 de agosto, de terças a sextas-feiras, das 10h às 19h, e aos sábados, domingos e feriados, das 11h às 19h. A entrada é franca. Participe no site www.agora.art.br.

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