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Copa 2014 15/05/2011 - 13h59min

Planejamento pode comprometer mobilidade urbana na Copa

Agência Brasil

TRENSURB/DIVULGAÇÃO/JC
Engenheiro defendeu como modelo o aeromóvel projetado pela Trensurb no Aeroporto de Porto Alegre.
Engenheiro defendeu como modelo o aeromóvel projetado pela Trensurb no Aeroporto de Porto Alegre.

A falta de planejamento pode atrapalhar a mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016. A avaliação pelo professor de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernando Mac Dowell. Segundo ele, a esperança na área da mobilidade é o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que está assumindo a presidência da Autoridade Pública Olímpica (APO).

"Para fazer uma montagem dessas, você precisa ter um planejamento muito bem elaborado, que considere os prazos de estudos, projetos, as obras e os recursos necessários para sua realização", disse Mac Dowell, que é doutor em engenharia de transportes.

Ele criticou o fato de que o legado que está sendo deixado pela prefeitura do Rio de Janeiro são apenas ônibus. "O Rio é o lugar que mais ônibus tem. É uma pena você ter oportunidade de fazer coisas que poderiam ter três vezes mais capacidade com quase os mesmos recursos".

Como exemplo, citou o aeromóvel, sistema de transporte urbano automatizado, movido a ar, de concepção brasileira, que está sendo implantado em Porto Alegre (RS), para ligação entre o Aeroporto Salgado Filho e as estações da Empresa de Trens Urbanos da capital gaúcha (Trensurb). Ele afiançou que essa é uma obra rápida, barata e com elevada capacidade de transporte de massa.

O engenheiro defendeu o aeromóvel como sistema que poderia ser adotado em todas as cidades que irão sediar os jogos da Copa. "Com a vantagem de ser um sistema nacional, sem necessidade de pagar royalties." Ele considerou um erro a escolha do modelo de transporte coletivo de média capacidade BRT (trânsito rápido de ônibus, da sigla em inglês). Esse sistema é constituído por ônibus articulados e foi implantado pela primeira vez no Brasil na cidade de Curitiba (PR), em 1979.

Responsável pela elaboração do plano B das Olimpíadas para o governo federal, o professor da UFRJ fez um estudo sobre as possibilidades de recursos por meio de parcerias público privadas (PPPs) e levou em consideração as tecnologias disponíveis: aeromóvel, monotrilho, trem de levitação magnética, BRT, metrô, veículo leve sobre trilhos (VLT). A conclusão foi apresentada e aprovada em Brasília por diversos órgãos, entre os quais os Ministérios das Cidades e do Esporte. "E foi aí que o aeromóvel surgiu com força muito grande".

No sistema BRT, o governo entra com 95% e a iniciativa privada com 5%, enquanto no modelo do aeromóvel, o governo colocaria 30% dos investimentos necessários e o setor privado 70%. "Com isso, conseguiríamos ampliar a quantidade de possibilidades de sistemas de transporte de massa e, até, o metrô. Por isso, a linha 4 do metrô do Rio de Janeiro saiu".

Mac Dowell criticou os governos fluminense e carioca que "não querem nem saber o que é (o sistema do aeromóvel)" e que, em contrapartida, ficam entusiasmados com o "monorail' (monotrilho ou ferrovia constituída por um único trilho). Segundo ele, um carro do monotrilho, com 12,5 metros de comprimento, custa US$ 2,4 milhões, enquanto que o aeromóvel tem custo de R$ 1,4 milhão e possui 25 metros.

"Nós estamos perdendo uma grande oportunidade, em quase todas as capitais, que optaram pelo BRT", apontou o especialista. De acordo com ele, o custo de um BRT é de R$ 1,5 bilhão, "porque está fazendo três mil desapropriações". Para Mac Dowell, "fica claro que houve mais partidarismo nessas escolhas, do que estudo".

A esperança de os projetos de mobilidade chegarem a bom termo, na sua opinião, é a nomeação de Henrique Meirelles para a presidência da APO. "Na minha opinião, vai ser a salvação desse processo. Essa pessoa é competente e já mostrou isso. Acredito que vai se cercar de técnicos capacitados e ele vai conseguir atingir o objetivo".

Subsecretário do Rio de Janeiro rebate críticas ao planejamento de mobilidade urbana para a Copa

O subsecretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Delmo Pinho, contestou a avaliação feita pelo professor de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Fernando Mac Dowell sobre os sistemas de mobilidade urbana adotados pelo Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Para Mac Dowell, não há planejamento do país nesse setor. "Ele não tem todas as informações", disse Pinho, esclarecendo que falava sobre o caso específico do Rio.

De acordo com Pinho, todas as ações que estão sendo desenvolvidas pelo governo fluminense e pela prefeitura do Rio de Janeiro priorizam o transporte público coletivo e os corredores de transporte de massa. Essa é a primeira vez que o governo dá prioridade para o setor, assinalou.

O caso do Rio de Janeiro é diferente do restante do país, porque a cidade vai sediar jogos da Copa e os Jogos Olímpicos de 2016. O conjunto de ações desenvolvidas pelo governo fluminense e pela prefeitura é denominado Anel de Alta Capacidade. Um exemplo é a conexão do metrô até a Barra da Tijuca. "A situação hoje é confusa no trânsito porque há um excesso de automóveis e ônibus e as vias que vão para aquela região não têm capacidade."

A prioridade está sendo dada para o metrô e para o sistema de trens urbanos, que atende a grande parte da região metropolitana. "Neste momento, estamos com o maior investimento programado no sistema de trens do Rio de Janeiro dos últimos 30 anos", disse Pinho. Até dezembro de 2015, serão investidos no setor R$ 2,5 bilhões e estarão operando mais de 230 trens - 120 novos e 70 reformados.

"Isso vai permitir que o sistema de trens do Rio tenha capacidade suficiente para atender uma demanda estimada de 1 milhão de passageiros por dia", acrescentou o subsecretário. Hoje, a demanda está em torno de 520 mil passageiros/dia.

O sistema de transporte do Rio para a Copa e as Olimpíadas deve receber recursos superiores a R$ 12 bilhões, segundo Pinho. Nesse montante, estão incluídos R$ 5 bilhões de investimentos do Poder Público no metrô, R$ 2,5 bilhões no sistema de trens e mais os investimentos privados em novas estações das linhas 1 e 2 do metropolitano, além de recursos públicos e privados em outros projetos. "É uma soma inédita. Isso ajuda a promover uma requalificação urbana do Rio."

Outros projetos estão sendo trabalhados simultaneamente pelo governo fluminense, entre os quais a reformulação do sistema de barcas para aumento da capacidade de transporte de passageiros. Na infraestrutura rodoviária, Pinho destacou o Arco Metropolitano, que vai desviar o tráfego da região metropolitana; a conexão da Via Light com a Avenida Brasil, para desobstruir boa parte da Rodovia Presidente Dutra, oferecendo uma alternativa para os usuários de transporte rodoviário. Estudos estão avançados também em relação à Avenida Canal, para a construção de uma via paralela à Avenida Brasil, entre Nova Iguaçu e Caxias.

"Não dá para dizer que não há planejamento", afirmou Pinho, ao rebater a avaliação de Mac Dowell. Em relação ao aeromóvel, defendido pelo professor da UFRJ como solução ideal para as cidades brasileiras, o subsecretário disse que se trata de um equipamento cuja capacidade operacional ainda não está devidamente comprovada na prática. "Existe uma linha em Jacarta, na Indonésia, que está em uma área de parque, e outra linha experimental em Porto Alegre."

Pinho disse achar estranho que o professor da UFRJ aponte como alternativa para melhorar a mobilidade urbana um sistema de transporte de massa que não tem sua capacidade comprovada, como o aeromóvel.

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