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CONJUNTURA Notícia da edição impressa de 13/05/2011

FEE diz que câmbio é principal razão para desindustrialização

Clarisse de Freitas

FREDY VIEIRA/JC
Crescimento da produção depende das exportações, alerta Lara.
Crescimento da produção depende das exportações, alerta Lara.

A valorização do real frente ao dólar é a principal razão para a desindustrialização do Brasil, segundo o estudo apresentado pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) na Carta de Conjuntura de maio, apresentada na quinta-feira em Porto Alegre. No documento, o economista Fernando Maccari Lara compara a participação da indústria na geração de riqueza (valor adicionado) e a representação do emprego industrial no universo total de ocupação de mão de obra.

No levantamento, Lara considerou como desindustrialização a perda de participação da indústria nos dois indicadores, no período de estabilização da economia brasileira, a partir de 1994. "O conceito utilizado não necessariamente representa queda na produtividade ou do número absoluto de pessoas empregadas pela indústria", alertou.

Ao comparar dados do IBGE, o economista apontou que entre 1994 e 2010 a produção industrial cresceu 1,93% ao ano, em média. A indústria de transformação teve um crescimento médio no período um pouco menor, de 1,51%. Ambas as taxas são menores que a de crescimento do valor adicionado, que foi de 2,58% ao ano.

"Tomando-se os dados relativos ao emprego, observa-se que a parcela do emprego industrial em relação ao total do emprego formal ao final de 1994 era de 21,37%, reduzindo-se para 17,86% ao final de 2009. Sob ambos os critérios, portanto, há uma tendência de redução da participação da indústria", diz o texto da FEE.

Para efeitos de comparação, o economista depurou os dados relativos aos períodos de mandato dos presidentes Fernando Henrique Cardoso (1994-2001) e Luiz Inácio Lula da Silva (2002-2010) e verificou que, nos dois governos, o País assistiu a um processo de desindustrialização, com a participação da indústria no valor adicionado sendo reduzida em 0,52% no governo FHC e em 0,77% no governo Lula.

Porém, quando os dados são fracionados de acordo com a variação do câmbio, o que se vê, diz o economista, é uma relação direta entre a valorização do real e a perda da participação da indústria. O real desvalorizado (e a consequente alta nas exportações) no período entre 1999 e 2003 correspondeu a um aumento da participação industrial no valor adicionado e na geração de emprego.

No período anterior, entre 1994 e 1999, a valorização do real foi acompanhada de uma redução da produtividade
e do número absoluto de empregos, o que não acontece no período final da análise, entre 2003 e 2009, quando o aquecimento do mercado interno e a alta nos preços das commodities amortecem o impacto negativo da desvalorização do dólar.

"O crescimento a índices expressivos depende diretamente do aumento e da manutenção das exportações de bens industrializados. O câmbio atual dificulta estas vendas externas e deixa o País dependente da exportação de bens primários, cujos preços oscilam mais e dependem de cotações sobre as quais o Brasil não tem qualquer controle", observou.

Fernando Lara afirmou, ainda, que considera ruins as políticas públicas que dão base à guerra fiscal entre os estados.

COMENTÁRIOS
Rodrigo Mateus Nickel - 13/05/2011 - 08h46
E porque não estimular o mercado interno através de medidas não-paliativas?

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