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Livros Jaime Cimenti
jcimenti@terra.com.br

Livros

Coluna publicada em 20/04/2011

Parque Farroupilha - Redenção: Rio Grande do Sul ontem, hoje e amanhã

Mesmo nos finais de tarde dos dias chuvosos de inverno e nas noites de agosto, a Redenção é tudo. Manhãs e tardes ensolaradas de domingo são o horário nobre dos 37 hectares que sintetizam e concentram muito do passado, do presente e do futuro do Rio Grande do Sul. Nossas memórias infantis, reais e inventadas, nossos sonhos universitários de juventude e nossos desejos adultos futuros estão nas aleias do parque, nos gramados, estão espelhados nas águas e voando livres pelos espaços. Parque Farroupilha - Redenção História de Porto Alegre, de Gunter Axt e Moacyr Scliar, com textos de Luiz Antônio de Assis Brasil, Sergius Gonzaga e ensaios fotográficos de Adriana Donato, Dulce Helfer, Eurico Salis, Flávio Wild, Luiz Eduardo Achutti e Pedro Longhi, é obra que nasce referencial. A qualidade dos textos e das fotografias, antigas e novas, mais a linha do tempo e a bibliografia consultada, dão aos leitores uma visão dos 240 anos dos Campos da Várzea, hoje Parque Farroupilha, em homenagem aos heróis farrapos. O volume tem textos de apresentação de Roque Jacoby e da Souza Cruz, empresa patrocinadora do projeto do livro, juntamente com a Gerdau e o Banrisul. Obra que foi realizada através da Lei de Incentivo à Cultura e do Ministério da Cultura. O volume conseguiu trazer rigor histórico sem excesso de dados e citações e, ao mesmo tempo, transmite muita emoção por trazer realidades e imaginações de nossos tempos e fotos inesquecíveis. Mais do que tudo isso, que é muito, o livro nos anima a tratar com mais carinho e atenção a Redenção, um espaço como pouquíssimos no Estado. Sergius Gonzaga escreveu que Moacyr Scliar e Gunter Axt recuperam um tempo perdido, um passado refulgente e também examinam o aqui e agora da Redenção que continua aberta, com sua fantástica oferta de beleza, à fabricação de novas lembranças. Assis Brasil escreveu que no inverno a Redenção se transforma no nosso Jardim de Luxemburgo. É isso. Não tenha apenas saudade da Redenção, como nos versos de Deu pra ti, vá lá sempre que puder. Leia o livro, aproveite os espaços amplos, a sensação de liberdade, o sol e o aconchego das sombras e faça o que puder para que o parque fique ainda melhor. Editora Paiol, 152 páginas, telefone (51) 3221-2310.

Lançamentos

  • O futuro do amor - Intimidade, sexo, união e solidão na nova ordem mundial, do escritor africano Adjiedj Bakas, fala de amor no século XXI e tendências para múltiplos relacionamentos ou monogamia em série. Como o amor se relaciona com o trabalho, a tecnologia e com a globalização? Questiona Adjiedj. A Girafa, 176 páginas, www.artepaubrasil.com.br.
  • Memória, do consagrado professor e pesquisador Iván Izquierdo, nova edição revista e ampliada, trata da persistência das memórias de longa duração, de evocação, extinção e reconsolidação das memórias, síndromes amnésicas e hipermnésicas e demências. Artmed, 134 páginas, telefone (51) 3027-7000.
  • Questões do coração, da escritora norte-americana Emily Giffin, trata da vida de duas mulheres bem diferentes que vivem em Boston, na mesma área. Um trágico acidente acaba juntando as duas. Emily usa pontos de vista alternados e bem delineados para mostrar circunstâncias insustentáveis. Editora Novo Conceito, 440 páginas, www.editoranovoconceito.com.br.
  • O caso Laura, do romancista André Vivanco, apresentado por Max Mallmann, traz a protagonista, que trabalha com arte sacra, tentou o suicídio e não esconde isso; Miguel, amigo misterioso;  Marcel, detetive particular; e Alan, policial, entre outros, num suspense com toques sobrenaturais. Rocco, 270 páginas, www.rocco.com.br.

e palavras...

Mais peixe, menos chocolate, mais saúde

Sei que esses assuntos de obesidade e dieta não são muito adequados e simpáticos para a época da Páscoa, mas, como eu, o Zeca Camargo do Fantástico e várias torcidas de times estão nessa de perder peso, ou melhor, ganhar saúde, falo do tema. Bom, Páscoa é momento de passagem, de renascimento, de ovo, e, aí, que tal se reinventar, comer mais peixe e menos chocolate? Que tal mais verduras e frutas e menos batatas e frituras em imersão? Que tal mais exercícios? Definitivamente, a coisa está alarmante: segundo pesquisa do Ministério da Saúde, 48,1% dos brasileiros estão acima do peso ideal e 15% são obesos. Em 2006 eram 42,7% acima do peso e 11,4% de obesos. Aumento de quase 1% por ano. Desse jeito, se não mudarmos de hábitos, em 13 anos estaremos gorduchos como os norte-americanos. A coisa é mesmo séria, em termos de saúde, estética, economia e poltronas para cinema, teatro, ônibus e avião. E nada de dizer que se comer peixe e nadar adiantasse as baleias seriam fininhas. Piadas à parte, estou tentando mudar de prato preferido. Antes o meu era o prato cheio. Agora menos, meio cheio, vai, com proteínas, carboidratos e verdes. Estou tentando fazer minha cabeça com dieta, terapia cognitiva e lendo dois livros sobre o assunto: Pense magro, de Judith S. Beck (Artmed), e Regras da comida, de Michael Pollan (Intrínseca). O Pollan diz, por exemplo, que não devemos comer nada que nossa avó não chamasse de comida. Judith ensina a treinar o cérebro para pensar como as pessoas magras. Sim, eu sei que não é fácil mudar de hábitos alimentares e outros e já fiz, como milhões de criaturas, várias tentativas para diminuir os perigosíssimos centímetros da “barriguinha”. Estou me esforçando. Daqui a algumas semanas conto como foi ou vou falar de outras coisas. Vamos lá, salmão, abrótea, tainha, frango, bacalhau, cebola, pimentão, quatro colheres de arroz e, tá bem, umas azeitonas pretas, umas duas ou três batatas pequenas e frutas ou algum doce light para sobremesa. Pode comer uma barrinha de chocolate, vai. Tira o papel da embalagem beeeemm devagar, observa bem, cheira, lambe, belisca, come beeeeeeeem  devagarinho, saboreando lentamente como se fosse a última da tua vida. De repente teu cérebro vai dizer que tu já comeste legal, que podes esperar, sem traumas, as três horas que te separam da próxima e aguardada refeição. Boa Páscoa, se cuidem!!!

e versos

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

Fernando Pessoa, Em Poemas Inconjuntos, Obra Poética, Editora José Aguilar

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