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Cultura Notícia da edição impressa de 07/04/2011

Álbum, o portfólio da vida

Priscila Pasko

FABIO DEL RE/DIVULGAÇÃO/JC
Luiz Carlos Felizardo é o homenageado desta edição do 5° FestFotoPoa.
Luiz Carlos Felizardo é o homenageado desta edição do 5° FestFotoPoa.

Consolidar laços, manter lembranças, reforçar a identidade, resistir no tempo e na memória. Este cabo de guerra entre a existência e o desgaste do tempo pode encontrar na fotografia sua forma de sobrevivência. A proposta do 5° Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre - FestFotoPoa - encaixa-se neste propósito ao escolher o tema Família - relações sociais, memória, cidadania. A entrada é franca.

O evento que, teve início ontem e segue até o dia 1 de maio, no Santander Cultural (Sete de Setembro, 1.028), mostra a família como um grupo afim, que expande os laços parentais. São exibidos registros fotográficos dos universos de convivência afetiva e os de cidadania, onde estão presentes os movimentos políticos, como as Mães da Praça de Maio, considerada uma família política, ou os bailes funk do Rio de Janeiro.

“Grande parte dos acervos fotográficos de qualidade são oriundos de uma guarda familiar, que acabou sendo doada. A família é a amarra da memória, e este núcleo pode ser muito mais amplo do que se imagina”, explica um dos organizadores do evento e curador, Carlos Carvalho.

Neste passeio pela história, os visitantes do FestFotoPoa serão convidados a percorrer  uma mostra que conta parte da carreira do fotógrafo Luiz Carlos Felizardo, o homenageado desta edição do evento. A exposição, que está localizada nas galerias do térreo e grande hall do Santander, contempla os 30 anos de carreira do profissional, que lançou, durante o evento, o livro Fotografias de Luiz Carlos Felizardo.

Os olhos aguçados dos amantes da fotografia terão a chance de repousar sobre o trabalho de outro grande nome da área: Marc Riboud. A exposição conta com as 60 fotos mais representativas do meio século de carreira do fotógrafo francês. O resultado da primeira visita de Riboud ao Brasil, em 2009, também está exposto na galeria superior.

Uma sala, chamada Álbum de família, se dedica a contar a história da fotografia brasileira, dos pioneiros até os profissionais contemporâneos. Entre eles, Nair Benedito, Geraldo de Barros e Júlio Calegari. Nesta mostra, os fotógrafos também registram as próprias famílias, revelando ao público o seu olhar efetivo e autoral.

Ontem, o Fórum Internacional de Livros de Fotografia de Autor teve a oportunidade de contar com a participação de Lélia Salgado, que está à frente da Amazonas Image, agência que cuida dos trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado.

O festival não se limita à contemplação e oferece a oportunidade de atividades paralelas, como oficinas, fóruns, seminários, leituras de portfólio e workshops, das quais cerca de 40 convidados participarão. O objetivo é contribuir para o aperfeiçoamento profissional, complementar a programação do FestFotoPoa e inserir novas discussões no cenário da Capital. Estas, aliás, serão as únicas atividades que cobrarão taxas de inscrição. Algumas turmas já foram encerradas. Mais informações no site www.festfotopoa.com.br.

Da parede para o projetor: o futuro das exposições

A evolução tecnológica das máquinas digitais, aliada à política de exposição na internet, provocou uma explosão na divulgação de imagens. Tudo é fotografado, o tempo todo.  Resta pouco tempo para a contemplação em viagens, o registro parece ser mais importante que a própria presença do turista. Os celulares que dispõem de câmera fotográfica não têm descanso nem mesmo durante festas noturnas.

Mesmo assim, Carvalho não concorda com o conceito de banalização da fotografia. “A banalização sempre existiu, só não era visível. Mas acho isso bom, porque agora fica mais nítido quem é amador e quem é profissional, quem é artista e quem só está se divertindo apertando botão”, destaca o organizador do evento.

A coordenadora-adjunta do 5° FestFotoPoa, Sinara Sandri, acredita que a expansão da divulgação da fotografia não tem mais volta. “Hoje, as pessoas estão fotografando e pensando de que maneira isso vai circular. O ato de fotografar está mudando.”

Imagens projetadas. Esta é a aposta de Carlos Carvalho quanto ao futuro das exposições. A maneira de exibir a fotografia também está em processo de mudança, assim como os limites da foto e o vídeo, que têm suas fronteiras cada vez mais diluídas. O ritmo ainda é lento, mas já existe uma nova linguagem que está deixando a exposição dita “de parede” de lado. A experiência assemelha-se ao ritual do cinema, onde as pessoas se reúnem em uma sala escura para assistir aos filmes, no caso, as fotos.

Para registrar essas e outras mudanças, no próximo domingo, o documentarista Silvio Tendler fará uma exibição do copião do filme Caçadores de alma II - a sessão será comentada. Tendler dará continuidade à primeira parte do filme Caçadores de alma I, que falava sobre fotógrafos brasileiros. Nesta segunda parte, o documentarista irá gravar depoimentos sobre o universo artístico no qual a fotografia tem se inserido.

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