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Painel Econômico Danilo Ucha
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Painel Econômico

Coluna publicada em 14/08/2009

Ousadia tributária

O Ceará chegou aos atuais crescentes índices de desenvolvimento econômico, com o segundo lugar na produção brasileira de calçados, o terceiro na produção de têxteis e atração continuada de novas empresas, como duas de cimento, várias de energia eólica e outras do setor metalmecânico e eletroeletrônico, além de estar se preparando para criar uma siderúrgica e uma refinaria de petróleo, porque os dois últimos governos estaduais concluíram que o Governo Federal não ia, mesmo, fazer uma reforma tributária e resolveram ousar, adotando medidas de desoneração tributária. “Pelo fato de não haver saído a reforma tributária no Brasil, a industrialização foi obrigada a se regionalizar para sobreviver aos altos tributários”, informou Ivan Bezerra de Menezes, presidente da grande indústria Têxtil Bezerra de Menezes S.A, de Fortaleza, que tem cinco unidades de fiação de algodão, com mais de 1.700 empregados, e se prepara para um novo investimento, no valor de R$ 40 milhões.

Ousadia II
Tanto Bezerra de Menezes, quanto outros empresários presentes da Maquintex, feira de máquinas têxteis, em Fortaleza, asseguraram que o foi modelo tributário criado no Ceará que possibilitou o crescimento econômico do estado. Além do apoio direto do governo à ampliação e instalação de novas indústrias, a compreensão do governador de que ao abrir mão dos tributos estaria contribuindo de outra forma para criar empresas, empregos e renda foi fundamental, segundo Ivan Bezerra, que também é presidente do Sinditêxtil Ceará.

Cinco anos
A WH Comunicação completa cinco de atividade no próximo dia 13. A empresa, que presta assessoria de imprensa a clientes do setor imobiliário, de economia e tecnologia da informação, é dirigida pela jornalista Aline Wolff da Fontoura.

Bancada logística
O Ceará está levando tão a sério o trabalho de criar vantagens para seus empresários e para os de fora que querem investir no estado, que há um movimento cujo objetivo é ciar uma  “bancada de logística cearense” na Câmara dos Deputados, em Brasília. “Queremos que se interessem, de maneira unida e comum, por todos os projetos que se relacionam com estradas, ferroviárias, portos e energia em nosso estado”, disse Franze Fontenelle, vice-presidente do Sinditêxtil-CE. O sindicato, com apoio das autoridades estaduais, municipais e federais está começando a executar um planejamento que visa a instalação de cinco polos de desenvolvimento da indústria no Ceará, nas cidades de Juazeiro, Itapagé, Maracanau, Frexeirinha e Jaguaruna. “Felizmente, nós conseguimos políticos sensíveis à questão dos impostos”, concluiu Fontenelle.

Nova empresa
A Têxtil Bezerra de Menezes já está investindo R$ 40 milhões na sua nova unidade de fiação, para produzir 1 milhão de toneladas de fios de algodão. Só que a nova empresa está sendo erguida em Rondonópolis, no Mato Grosso. O empresário hesitou entre Santa Catarina, onde está seu grande mercado consumidor e já há mão de obra qualificada, em Mato Grosso, onde está a produção de algodão. Por uma questão estratégica, ponto mais equidistante entre São Paulo, Santa Catarina e o próprio Nordeste, optou por Mato Grosso. Poderá, inclusive, transportar o fio por trem, que é mais barato. Ivan só não quis falar o valor “para que meu concorrente tenha o mesmo trabalho que eu tive fazendo os cálculos”.

Fundopem
Os gaúchos, que foram pioneiros nos incentivos fiscais através do Fundopem, mas não os aprofundaram tanto quanto os cearenses, agora vão fazer uma mudança no programa gaúcho. Vários deputados estiveram, ontem, com a diretoria da Ocergs, em Porto Alegre, apresentando o projeto de mudança, uma reivindicação das cooperativas. As empresas de fora que chegarem ao Estado com incentivos, terão a obrigação de adotar medidas para o aumento da oferta de matérias-primas que virão a ser usadas por elas. No caso da indústria de laticínios, por exemplo, terão que fomentar o aumento da produção de leite, através do incentivo ao crescimento dos rebanhos e outras medidas que façam crescer a oferta de matéria-prima.

Bolsa Família
Eu já havia lido sobre a dificuldade de fazer beneficiários do Bolsa Família entrarem no mercado formal de trabalho no Nordeste e até achava que havia um pouco de política de oposição na história. Ontem, em reunião na Federação das Indústrias do Estado do Ceará, vi a história, contada e documentada, e bem pior do que eu imaginava. O Sinditêxtil-CE realizou um curso de preparação de mão de obra de 500 costureiras para o setor, onde está faltando gente. Das 500 mulheres que fizeram o curso, nenhuma ficou empregada, para decepção dos organizadores e das empresas que esperavam pelas novas empregadas. “Nenhuma, nenhuma aceitou o emprego porque teria que ter a carteira de trabalho assinada e, assim, perderia o benefício do Bolsa Família”, informou Franze Fontenelle, “foi muito triste para nós.” Todas queriam trabalhar se fosse informalmente, isto é, ficar com dois salários.

Gastronomia
Reconhecida pela área de gastronomia e de hotelaria de todo o Estado como uma das principais formadoras de mão de obra para o setor, a Faculdade de Gastronomia do Senac-RS formará, dia 19, nova turma de 87 cozinheiros. Será na Sede Campestre do Sesc-RS, na avenida Protásio Alves, 6220, às 19h30min.

Turismo
Pelo menos três regiões da Bolívia confirmaram participação no 21º Festival de Turismo, em Gramado: Santa Cruz de la Sierra, Potosi, San Borja e Uyun. O festival será entre 19 e 22 de novembro.

Ovinos
Este ano, a 33ª Exposição Estadual Agropecuária do Espírito Santo - Granexpoes 2009, irá sediar a  Mostra Nacional  de Ovinos e Caprinos e a 5ª  Exposição  Ranqueada da Raça Santa Inês, o evento é uma realização da Associação Brasileira de Santa Inês em parceria com a Associação Capixaba de Criadores de Ovinos. A feira será entre os dias 18 e 23, no Centro de Eventos Floriano Varejão, em Carapina, na Serra.

O dia
• O Centro de Treinamento e Simulação de Emergências Médicas promoverá, às 19h, palestra ministrada pelo médico internista e cardiologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Bruno Matte, que falará sobre os cuidados pós-ressuscitação, no Centro Cultural Rubem Rodrigues do Instituto de Cardiologia (Av. Princesa Isabel, 370). 

• O Senac-RS realizará, amanhã, em Bento Gonçalves, um encontro de Queijos e Vinhos para jornalistas de todo o Estado, mostrando as atividades da entidade na Serra gaúcha. Saída de Porto Alegre às 8h. O encontro será na unidade da rua Saldanha Marinho, 820, em Bento. Depois, haverá almoço e uma visita à Vinícola Miolo.

COMENTÁRIOS
Tania Paiva - 20/08/2009 - 06h21
Em relacao ao Bolsa Familia, da forma que foi colocado parece que as mulheres sao preguicosas, e nao querem trabalhar, caso voce coloquem valores, todos veram que impossivel trabalhar com um salario de escravo, infelizmente nennhuma empresa quer pagar um salario descente, entao miseria por miseria eh melhor ficar no bolsa famila.


Nícolas Santos -
22/08/2009 - 13h04
Tania Paiva, acredito que este seu pensamento de "miséria por miséria é melhor ficar no bolsa família" é egoístico e descabido; seria o mesmo que dizer "já que existe corrupção, deixe-me ser corrupto também, afinal corrupção por corrupção". De fato os valores salariais não foram apresentados e imagino, também, que não sejam exorbitantes; a questão é que estas 500 mulheres foram capacitadas e receberam uma oportunidade única de serem inseridas no mercado de trabalho. Raras são as pessoas com tal oportunidade e cabe lembrar que dificilmente alguém que esteja iniciando sua entrada no mercado de trabalho consiga altos salários; no entanto, é o início. Além do mais, se estas 500 mulheres aceitassem esta oportunidade, elas estariam permitindo que outras 500 pessoas que atualmente não usufruem do Bolsa Família, mas que possam estar passando por necessidades básicas, possam, então, se beneficiar temporariamente de tal benefício.


Cesar -
25/08/2009 - 10h29
Caro Nicolas, Você está confundindo as coisas. Corrupção é crime, é roubo, algo inaceitável. O que essas mulheres fizeram foi utilizar o direito que têm de receber a bolsa. Me custa acreditar que essas mulheres abririam mão de uma renda justa pela função que desempenhariam para ficar somente com o bolsa família. O salário mínimo está em R$ 465, enquanto que o benefício médio do bolsa família é de R$85. A diferença é enorme, por isso faz todo sentido questionar qual foi o salário oferecido à essas mulheres.


Aldo -
25/08/2009 - 19h10
Caros Cesar e Tânia, Obviamente as beneficiadasa pelo Bolsa família e pala capacitação não agiram de boa fé, pois, apesar de receberem condiçoes de entrar no mercado formal, com carteira assinada e garantias trabalhistas, preferiram se beneficiar da capacitação e depois trabalhar informalmente, recebendo ainda o Bolsa, e óbiviamente sem ter que declarar renda. Típico e previsível. É o legado que esse tipo de política nos deixa. A lei deveria determinar tempo máximo para o benefício, o que obrigaria a capacitação, ou, no mínimo, que aqueles que querem dar uma de espertos não recebam eternamente a benesse.


Cesar -
26/08/2009 - 11h41
Aldo, concordo com a lógica do seu raciocínio, em relação à informalidade. Mas acredito que este seja um problema em nada relacionado ao bolsa família, e sim à enorme informalidade no Brasil. Veja, o benefío médio oferecido pelo bolsa família não é suficiente para que uma família deixe de trabalhar, e sim para que deixe de passar fome. Se essas mulheres agiram de má fé, creio que agiriam da mesma forma recebendo ou não o bolsa família.


Aline -
01/09/2009 - 14h03
Diante dos fatos, sou obrigada a dizer que o que estas mulheres fizeram é sim uma forma de corrupção. Não importa a motivação ou a quantidade de dinheiro, agir de má-fé com dinheiro público É CRIME. Não importa a quantia ou se quem frauda é pobre ou rico. Falo como alguém que já teve de se sujeitar a salários indignos, abaixo do mínimo nacional, a fim de manter as necessidades básicas. 85 reais não pagam as nossas contas hoje, mas para certas pessoas, muitas vezes em condições sub-humanas de vida, é uma pequena fortuna que, acreditemos ou não, sustenta uma família - a propósito, o nome do benefício não é "bolsa-FAMÍLIA"? Políticas como o Bolsa-Família deveriam ser mais vigorosamente vigiadas, juntamente com a definição de um prazo máximo para o recebimento do benefício, pois se torna cômodo aos beneficiários. A quem pensa que "são todos uns coitadinhos", que fizeram isso sem qualquer intenção que não fosse boa ou justa, sinto muito, mas não é bem assim... Eles simplesmente se aproveitam de uma política pública mal administrada. Ambas as partes - a administração pública e as pessoas que agem dessa maneira - estão erradas e o governo federal começa a sentir, agora no bolso, as consequências desse erro.


Ricardo -
03/09/2009 - 13h57
achei essa reportagem graças a um e-mail contando a história dessas costureiras, e que possuía no fim do texto esse link como referência ao ocorrido... Infelizmente, pessoas com esse tipo de cultura são a MAIORIA nesse país, e estas que são responsáveis pelos resultados nas ELEIÇÕES.


Renato -
11/09/2009 - 10h27
Impressionante como uma matéria não indica as fontes ou verifica a veracidade das informações, pois no site do sindicato não há nenhuma menção ao dito curso, ou no do senai, e não diz qual ente do governo fez a dita "parceria" para o curso, se federal, estadual ou municipal. Diante disso tenho minhas reservas quanto a veracidade da informação, pois de boatos a grande rede está recheada e cabe a nós o raciocínio crítico para separar o joio do trigo. E não quero com isso defender quem quer que seja, mas tão somente que não sejamos massa de manobra.


Eduardo -
09/11/2009 - 21h53
Essa história toda é distorcida (falsa?). A Prefeitura Municipal de Fortaleza, justamente visando a emancipar as beneficiárias, desenvolveu Projeto de Inclusão Produtiva para 429 mulheres que recebem Bolsa Família. O Projeto de Inclusão Produtiva para Mulheres do Bolsa Família visava a estimular a autonomia financeira e social, facilitando o acesso eqüitativo dessas mulheres aos processos de capacitação técnica. Durante o Projeto, as mulheres realizaram cursos de Iniciação à Costura do Vestuário, Peças Femininas em Malha, Peças Íntimas e Praia e Costura em Jeans (172); cursos Básico de Panificação e Confeitaria, Compotas e Geléias, Biscoitos e Docinhos (160); Curso de Pedreira, Pintora de Obras, Assentamento de Revestimento Cerâmico, Instaladora Hidrossanitária e Eletricista Predial (45); e Iniciação à Informática, Metarreciclagem e Montagem e Manutenção de Computadores (52). Os cursos foram ministrados por parceiros da Semas, como Senai e Casa Brasil. Tudo pode ser consultado nos sítios eletrônicos da Prefeitura (http://www.fortaleza.ce.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=8556&Itemid=239) e do Vereador Salmito, autor da idéia (http://www.salmito.com.br/noticias/texto.asp?ID=359). Como se vê, a notícia de que 500 mulheres fizeram Curso de Iniciação à Costura é falsa; foram apenas 172. Além disso, não se sabe se alguma delas recebeu oferta de trabalho e, nesse caso, se aceitou. Ao invés de uma discussão séria - e crítica - do programa Bolsa Família, muitos preferem propagar textos apócrifos e sem fonte confiável. Eleição chegando...


Maria Alice -
21/04/2013 - 16h18
Na verdade, o bolsa família não se destina a famílias sem outras rendas, mas sim a famílias com renda inferior a 140 reais por pessoa (dividido em alguns grupos diferentes). O que, com o salário mínimo atual, implica que um assalariado tenha ao menos três filhos, para receber o benefício. Mas de fato, quando consideramos que o benefício máximo é de 300 reais (já somando o fixo e o variável, que tem valores diferentes) e o salário não chegaria a 700 reais, o empregador oferece menos 400 reais (a mais que o bolsa família) em troca da "venda" de mais de 200 horas de trabalho por mês. Ou seja, elas trocariam 44 horas semanais por menos de 2 reais a hora. Quantas pessoas trabalhariam por menos de 2 reais a hora? (Não vamos nos prender aqui a exemplos extremos em termos de condições de trabalho)


Nilton -
23/06/2013 - 19h10
O texto do Bolsa Família x curso para costureiras no Ceará é uma ficção. O jornalista que o reproduziu não se deu ao trabalho de checar se tal curso com 500 mulheres existiu ou não. Pois bem, não existiu! É pura desinformação do ficcionista, digo "jornalista" que o reproduziu ao estilo "Maria vai com as outras"...

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