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INSTITUTO NT Notícia da edição impressa de 08/02/2011

Alfaiataria sociocultural

Ricardo Rodrigues

FREDY VIEIRA/JC
Casarão da Marquês do Pombal oferece programação variada aos porto-alegrenses
Casarão da Marquês do Pombal oferece programação variada aos porto-alegrenses

Em um cenário onde se torna cada vez mais difícil empreender na cultura, seja por falta de incentivos ou de fidelização do público, se aproximar de dois anos de existência (a serem completados em 14 de setembro) com uma programação diversificada e estabelecida é um feito. Esse é o caso do Instituto NT de Cinema e Cultura, localizado no bairro Auxiliadora, que opera alternando cinema, música, literatura, artes plásticas e gastronomia com um foco diferenciado, promovendo educação e inclusão social.

Instalado em uma casa construída na década de 1920, hoje tombada pelo patrimônio histórico municipal, entrar pela primeira vez no Instituto NT surpreende já por esse aspecto. Conhecida como Casa Boni, foi construída pelo italiano Armando Boni, responsável por obras importantes da Capital, entre elas a Concha Acústica do antigo Auditório Araújo Vianna, a sede da Livraria do Globo e o Palacinho. Foi a primeira casa construída na Marquês do Pombal, em uma época que as grandes residências eram estabelecidas na 24 de Outubro.

A iniciativa partiu da produtora TGD Filmes, voltada para publicidade e cinema, que tem Beto Turquenitch à frente dos negócios. O nome do instituto, também dirigido por ele, leva as iniciais de seu pai (Naum Turquenitch) e confere uma homenagem por sua iniciativa no passado. Adquirido por ele com recursos próprios, o casarão de cômodos amplos e detalhes não mais produzidos pela arquitetura atual era, acima de tudo, um lugar que guardava a memória de Porto Alegre. “Implantar nosso projeto aqui foi uma forma de devolvê-la para a comunidade com vida”, explica Turquenitch.

O perfil de quem frequenta

Atrair o público interessado nessas propostas não é um desafio. Segundo explica Fernanda Canani, nunca foi utilizado nenhum tipo de publicidade na divulgação. “Começamos com um público pequeno que foi aumentando pelo simples boca a boca, o que significa que estamos oferecendo algo de qualidade. Só fomos contar com assessoria de imprensa há poucos meses.”

Composto por uma faixa etária diversificada, o público do Instituto NT compreende crianças, adolescentes e idosos. “Temos pessoas que têm uma ligação forte com arte, através de um alto consumo de produtos culturais, e uma outra parcela que não possui tanto contato”, avalia Turquenitch. Fernanda destaca que existe um outro público com forte presença nas atividades. “Muitas pessoas que estudam arte, seja cinema, artes plásticas ou música, frequentam o instituto.”

Turquenitch lembra que a divisão de público para determinadas atividades não é tão rígida. “Tivemos certa vez a apresentação de uma cantora erudita, e para minha surpresa tínhamos na plateia tanto crianças quanto pessoas mais velhas. O público às vezes surpreende”, completa ele.

Desafios

A casa que nasceu para ser de todos ainda enfrenta desafios diários, como qualquer espaço cultural. Segundo seu idealizador, o maior deles era tornar uma operação como essa viável, e agora é torná-la autossustentável. “Estamos abertos para apoio e patrocínio, mas durante esse tempo todo usamos investimento pessoal.”

Para ele, qualquer iniciativa neste segmento é difícil, mas oferecendo bons produtos e investindo em diversificação os resultados chegam. Porém, ressalta uma falha na forma como a cultura é vista. “A dificuldade maior está no empresariado entender que cultura não é filantropia. Eles precisam saber que se uma contribuição existir é porque o projeto é bom. Não queremos esmola, afinal, cultura não é caridade”, desabafa. Ele reitera: “Se uma empresa puder associar a sua marca e disponibilizar cultura para todos, estará fazendo uma coisa muito boa”.

Ampliar a oferta

A programação tem como objetivo oferecer produtos e atividades diferenciados para seus frequentadores. O cinema aposta em produções fora do grande circuito comercial, assim como a música cede espaço para novos conceitos. “Conseguimos atuar em áreas diferentes, com formatos diferenciados. Consolidamos um espaço para filmes de arte em Porto Alegre sem ser alternativo demais”, conta Beto Turquenitch.

O local conta também com espaço para exposição, oficinas e um café, onde são realizadas apresentações musicais e eventos. Outro diferencial está na aproximação com estudantes de escolas públicas. “Por meio de apresentações e bate-papos, aproximamos crianças e adolescentes que desconhecem o trabalho de nomes como Villa-Lobos e Woody Allen, por exemplo. Nossos projetos trabalham a cultura e o lado social. Sob a coordenação da Fernanda Canani, a programação é uma alfaiataria sociocultural”, enfatiza. 

O diretor conta, ainda, que a ideia é ceder espaço para novidades e alinhar as atrações disponibilizadas com outras atividades. “Temos privilegiado a música experimental que tem pouco espaço em Porto Alegre, e com isso estamos unindo as duas coisas: oferecemos qualidade musical e abrimos as portas para gente talentosa que não tem onde tocar”. Outro exemplo está na união entre cinema e gastronomia, oferecida diversas vezes no Instituto. Após assistir a determinado filme, a culinária da cidade em que se passava a história podia ser degustada no espaço do café.

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