Porto Alegre, domingo, 24 de maio de 2020.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
18°C
17°C
11°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 5,5230 5,5250 1,61%
Turismo/SP 4,7300 5,8120 0,44%
Paralelo/SP 4,7400 5,6700 0%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
738382
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
738382
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
738382
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

Artes visuais Notícia da edição impressa de 11/01/2011

O mundo por Joan Miró

Michele Rolim

GALERIA ANTIC & MODERN/DIVULGAÇÃO/JC
Obra da mostra representa a Dinamarca, um dos países onde Miró viveu durante o exílio
Obra da mostra representa a Dinamarca, um dos países onde Miró viveu durante o exílio

Joan Miró (1883-1983) certa vez afirmou que seu trabalho consiste em “representar com imaginação o mundo das aparências”. Para ele, uma escultura poderia estar, perfeitamente, retratada através de uma gravura. E é isso que acontece na série Miró escultor, que inaugura hoje no Café do Porto (Padre Chagas, 293). São sete litografias (39,3cm x 20cm), todas assinadas e catalogadas, realizadas em 1974, na cidade de Barcelona. A série de imagens traz representações de sete locais e idiomas diferentes: Pérsia, Portugal, Itália, Japão, Suécia, Dinamarca e Inglaterra.

A mostra é fruto de uma parceria com a Galeria Antic & Modern, de Barcelona, fundada em 2009, por um porto-alegrense, Ricardo Zielinsky, que vive desde 2005 na Espanha. Zielinsky explica que teve contato com as obras do artista através de uma parceria com algumas importantes galerias da Espanha, muitas em que Joan Miró havia trabalhado pessoalmente. Posteriormente começou as parcerias diretas com as principais editoras e fundações de obra gráfica de Miró.

Cada peça exposta no local representa um país. “São sete países com seus idiomas que influenciaram de maneira diferente a obra de Miró”, afirma ele, completando: “A série, para alguns críticos, é uma forma de Miró protestar contra seu tempo de exílio da Espanha e também uma homenagem aos locais onde esteve e aos seus diferentes idiomas”, conclui.

Miró foi um artista único. Ele próprio afirmava que jamais desenhou ou pintou algo que não existia, se colocando como um artista figurativo e não como um artista abstrato. “Como na concepção de Miró, ele representava o mundo como o sentia, através de seus olhos e sua imaginação, o figurativo em sua obra tem um sentido diferente de qualquer outro artista desta vertente, pois é o figurativo visto desde sua concepção de mundo e com seus íntimos panos de fundo”, justifica Zielinsky.

CLAUDIO FACHEL/JC
Ricardo Zielinsky, responsável pelo intercâmbio entre Barcelona e Porto Alegre
Ricardo Zielinsky, responsável pelo intercâmbio entre Barcelona e Porto Alegre
Além de pintor e gravador, áreas onde obteve maior destaque, ele também atuou como escultor e ceramista e, no fim de sua vida, realizou algumas tapeçarias. Uma grave doença o levou a passar um longo período em Montroig, na Espanha, onde viveu no campo, e a paisagem da região foi uma das responsáveis pela influência na formação de sua linguagem plástica. Desde o início, o colorido intenso das pinturas o acompanhou, reduzindo, no final da vida, o uso de elementos como pontos, linhas, alguns símbolos e cor. Apesar de ser sempre um artista independente, ele “inicialmente teve influências expressionistas e cubistas. Depois, entrou em contato com o Dadaísmo e o Surrealismo. Daí evoluiu para a criação de uma obra mais ligada ao seu próprio eu, com certo distanciamento do real e uma forma e linguagem próprias”, explica Zielinsky.

As belas criações do artista catalão estão à venda no local, por R$ 3 mil, emoldurada, e R$ 2,5 mil, sem moldura, cada uma. O organizador da mostra explica que a proposta da Galeria Antic & Modern é realizar uma ponte artística entre Brasil e Espanha, principalmente, levando artistas de renome internacional e novos talentos para perto do público. “Queremos criar um conceito de arte para todos, sem fronteiras. Trabalhamos com artistas mundialmente conhecidos, como Salvador Dalí, Antoni Tapies, Pablo Picasso, Miles Aldridge, David Lachapelle, entre outros”, diz Zielinsky, que também mantém no espaço nomes gaúchos como Vasco Prado, Alice Bruegmann, Alice Soares, Eduardo Vieira da Cunha e Marina Haman. “A ideia é deixar evidente que a força e a suavidade podem andar de mãos dadas em perfeita harmonia”, comenta sobre as obras do artista.

COMENTÁRIOS
Nenhum comentário encontrado.

imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
Peça da nova exposição da Fundação Vera Chaves Barcellos
Exposição Destino dos objetos mostra furor colecionista
Artista é responsável pelo painel Formação histórico-enográfica do povo rio-grandense
100 anos de Aldo Locatelli: o legado do mestre
Desenho sobre linóleo, de Eduardo Vieira da Cunha, adquirido nos últimos anos
Pinacoteca Barão de Santo Ângelo ganha catálogo
Maíra Flores e Luciano Scherer criaram o projeto a partir de viagens ao Uruguai
Imersos à própria sorte