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CONJUNTURA Notícia da edição impressa de 11/11/2010

Para Mantega, gastos públicos caem em 2011

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem em Seul que os gastos correntes do governo e os juros vão cair em 2011. No caso do gasto, o ministro ressalvou que não estava falando em termos absolutos, mas sim de medidas como ritmo de crescimento e proporção em relação ao PIB. Ele chegou na quarta-feira à capital da Coreia do Sul para participar da cúpula do G-20. Depois de ter viajado mais de 20 horas de avião até Seul com a presidente eleita, Dilma Rousseff, Mantega nada disse sobre uma possível permanência no cargo, mas falou sobre os planos econômicos para 2011 com a desenvoltura de quem está plenamente engajado na preparação do novo governo.

"Vai haver uma redução de gastos em 2011, já que saímos do pós-crise e entramos numa nova fase em que a economia não precisa dos mesmos estímulos e o setor privado pode cumprir essa função", disse o ministro. Segundo Mantega, "em crise o Estado demanda mais, e quando se sai da crise o setor privado demanda mais - é essa troca que se pretende fazer".

Isso inclui, ele acrescentou, diminuir a liberação de crédito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), reduzindo os subsídios gastos nessas linhas. Mantega disse ainda que o recuo do gasto corrente vai abrir espaço para ampliar o investimento, e reduzir a atração de capitais em excesso - um dos problemas mais discutidos na cúpula do G-20 em Seul.

A contenção de gastos, continuou o ministro, é um dos fatores que abrirá espaço para a queda dos juros. "Imediatamente não dá para baixar os juros, porque tem uma dinâmica própria da política monetária, mas certamente o juro brasileiro deverá ser reduzido já no próximo ano", afirmou.

Para Mantega, não existe pressão de demanda na economia brasileira. "Não tem nada a ver com consumo, não é a demanda que está gerando isso. A inflação está aumentando neste momento pela mesma razão pela qual aumentou no início do ano, e depois caiu, por causa das commodities e dos alimentos", completou o ministro.

Ele frisou que o governo não descuida da inflação, e o próximo governo certamente não descuidará. "A inflação sempre é uma questão de honra, e uma questão fundamental para manter a solidez da economia brasileira." Mas como ele prevê que a inflação não vai subir, Mantega acha que as condições estão dadas para a redução da taxa de juros.

Defendendo a sua gestão desde maio de 2006, Mantega afirmou que cumpriu regularmente o superávit primário e que 2009 e 2010 - quando o resultado fiscal piorou - foram dois anos atípicos de enfrentamento da crise, quando foi preciso aumentar o gasto do governo.

O ministro lembrou que Dilma tem dito que quer trabalhar com juros menores no futuro, e que se comprometeu, até 2014, a fazer superávits primários de 3,3% do PIB, reduzir a relação dívida/PIB de 41% para menos de 30% e chegar ao superávit fiscal nominal (que inclui o pagamento de juros, ao contrário do primário).

Governo aplaca críticas ao condicionar queda da taxa de juros à despesa menor e inflação sob controle

Recuo dos gastos públicos e nos subsídios via Bndes concomitantemente a um maior controle da inflação são as variáveis que poderão assegurar a redução da taxa básica de juros, a Selic, a partir do próximo ano. A sinalização feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, tende a aplacar as críticas dos agentes do mercado a respeito do que classificam de contradição entre a política econômica sinalizada pela presidente eleita e a que deverá ser adotada por seu governo.

A possível substituição do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, seria uma demonstração dessa nova postura. A intenção da presidente eleita, de acordo com fontes, seria implantar a redução da Selic para que a taxa real chegue ao final de 2014 em 2% ao ano. A proposta de redução da taxa básica de juros vem gerando críticas e preocupações em setores do mercado financeiro. Isso porque não foi mencionada a disposição da presidente eleita em cortar gastos públicos. Ao contrário, as informações divulgadas por fontes ligadas à Dilma indicam que ela pretende se cercar de auxiliares com viés desenvolvimentistas, ou seja, com perfis contrários ao monetarista Meirelles. Para os analistas, falar em reduzir juros sem falar em cortar gastos correntes do governo é um discurso inconsistente.

A demonstração de que primeiro é preciso cortar gastos públicos para depois reduzir juros não é uma exclusividade do ministro Mantega. Na quarta-feira, em Brasília, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também falou sobre a questão. Com o ministro Mantega vindo a público para afirmar a mesma, coisa, fica subentendido que as declarações dos principais ministros de Lula fazem parte de uma ação coordenada para acalmar o mercado financeiro.

Mantega ressaltou que para garantir que os juros baixem é necessário assegurar uma série de ações, como o recuo dos gastos públicos e dos subsídios via Bndes. No caso dessa instituição, o ministro disse que é preciso que a iniciativa privada também entre em ação. Porém, ele não detalhou como isso deve ocorrer.

Sobre a inflação, que de acordo com o IPCA de outubro aumentou 0,75%, trazendo preocupações para parte do mercado financeiro, Mantega lembrou que o índice vem aumentando por causa da alta das commodities e dos alimentos, especialmente os grãos como trigo e arroz. O ministro disse que a alta da inflação é motivada por uma conjuntura internacional e não questões locais.

Mantega reafirmou o que o presidente Lula disse no seu programa de rádio semanal, na segunda-feira, de que as discussões no âmbito do G-20 estarão dominadas pela guerra cambial e a necessidade de conter a desvalorização do dólar.

COMENTÁRIOS
Luiz - 11/11/2010 - 08h27
Talvez, com a saída de Lula. Espera-se que parem os desvios do RGPS e que Dilma, nesse caso, seja honesta e recomponha o benefícios do aposentados.Se acontecer, o governo terá que parar de formar o superávit primário falso divulgado pelo Tesouro Nacional.

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