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StudioClio Notícia da edição impressa de 05/10/2010

StudioClio: esquina do mundo

Ricardo Araujo, especial JC

MARCELO G. RIBEIRO/JC
StudioClio é cada vez mais indispensável para a cena cultural de Porto Alegre
StudioClio é cada vez mais indispensável para a cena cultural de Porto Alegre

Foi o 20 de setembro - de 2005 - o precursor da novidade. O casarão marrom localizado na rua José do Patrocínio, que durante 20 anos abrigou o Studio de Flavio Del Mese, passou por uma intensa reforma para há cinco anos se tornar o StudioClio, um instituto de arte e humanismo. Responsável por renovar a cena cultural da Capital, ano a ano o StudioClio foi se tornando cada vez mais necessário na cidade. Tanto que hoje são muitas as pessoas que não imaginam Porto Alegre sem esse espaço, como confessa Francisco Marshall, um dos idealizadores do lugar.

De acordo com o professor de História da Ufrgs, a ideia de criar o StudioClio partiu de uma frustração pessoal sua com a burocratização existente no meio púbico e a resistência à inovação. “É muito fácil apresentar um ciclo de cinema, fazer um concerto, um festival de balé, mas agora colocar isso tudo junto é quase inaceitável. A universidade chega até à beira do transdisciplinar, mas não dá o salto”, reflete o pesquisador. Buscar uma interação entre as diversas formas de arte é o que pretende o StudioClio, para, assim, pensar e analisar a cultura local. “O que fazemos, na verdade, é uma interpretação da cultura com um olhar contemporâneo, oferecendo às pessoas uma espécie de índice do que compõe o nosso horizonte cultural”, afirma Marshall.

Palco de concertos, oficinas, banquetes culturais e exposições, não foi fácil o caminho percorrido pelo StudioClio para, neste mês de setembro - pela primeira vez - não terminar deficitário em suas contas. Como um presente pelos cinco anos de existência, ficar longe do vermelho é o reflexo de uma nova concepção para com o meio artístico. Educar a população em relação ao valor da arte, da propriedade intelectual, foi um dos grandes desafios enfrentados pelo Clio (como é popularmente conhecido) nessa meia década, admite Marshall: “As pessoas precisam entender que o produto cultural intelectual é fruto de trabalho, é produto, o artista tem que ganhar dinheiro. Temos que permanentemente deixar claro que o StudioClio é para aqueles que querem consumir cultura e exigir isso também. Exigir com a prerrogativa que a aquisição de um produto lhe dá”, desabafa.

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Francisco Marshall é responsável por um dos principais pontos culturais de Porto Alegre
Francisco Marshall é responsável por um dos principais pontos culturais de Porto Alegre
Uma dessas alternativas foi a MicroGaleria de Arte Acessível. Como o próprio nome revela, o objetivo do espaço é tornar a arte acessível do ponto de vista da compreensão e da aquisição. As obras expostas estão à venda por no máximo R$ 210,00. Leandro Selister, artista plástico que divide a curadoria do local com Blanca Brittes, revela a dimensão que a galeria tomou, se tornando um dos locais mais cobiçados da cidade pelos artistas. No último Prêmio Açorianos, das dez exposições que passaram pelo espaço, oito concorreram à distinção. As próprias características do espaço atiçam a criatividade dos expositores que, não eventualmente, necessitam criar algo especial para o local. “É um desafio para os artistas porque são três paredes para trabalhar, e é ainda um lugar de passagem, com três portas no caminho. Cada exposição é quase que feita especificamente para aquele lugar”, explica Selister. Um livro com tudo que já esteve naquelas três paredes está sendo preparado pelos curadores para celebrar os cinco anos.

Extrapolando as próprias limitações, foi com um projeto de Selister - As quatro estações do StudioClio - que Francisco Marshall desenvolveu e criou mais um espaço para Porto Alegre, um museu de rua. Quando as janelas do casarão foram tomadas com imagens de árvores durante as quatro estações do ano, o StudioClio viabilizou o único espaço de exposições desse tipo na Capital. “A cidade tem que ter um museu de rua. Buenos Aires tem e Porto Alegre não? Quer dizer, agora tem essas janelas”, celebra o professor.

Pensar o mundo a partir de uma esquina é o que o StudioClio vem fazendo nesses cinco anos. Propor misturas inimagináveis, ou até imagináveis como relacionar a fase azul de Picasso com o blues, mas que ninguém havia feito, é o que mantém a excelência do local. Para o futuro, o pensamento é consolidar as próprias atividades e ampliar a relação com o meio escolar, além da vontade de levar algumas atividades para o Interior do Estado, segundo revela Marshall.

Um site com um acervo de tudo que passou pelo Clio está em fase de finalização. A ideia é criar um acervo com imagens, fotografias, áudios e documentos que possibilitem compreender o mundo e a própria cidade, com as atividades realizadas no local. Traduzindo: que as façanhas do StudioClio sirvam de modelo a todas as terras.

COMENTÁRIOS
Jorge Barcellos - 05/10/2010 - 08h27
Não podemos mais pensar em uma cidade com equipamentos culturais tradicionais. O Studio Clio coloca a cidade na rota dos equipamentos culturais modernos, à maneira das Casas de Cultura de São Paulo, e a inovação, tema constante de projetos.

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