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Música Notícia da edição impressa de 24/08/2010

Yanto Laitano: é sério ser feliz

Carolina Marquis, especial JC

MARCELO G. RIBEIRO/JC

A estante da sala está recheada de livros: de Raul Seixas a Saramago - passando por Eduardo Galeano. Vinis em quantidade e variedade musical. Na área central da sala está o protagonista, ou o instrumento que torna o músico Yanto Laitano protagonista na noite de hoje: o piano. O músico quebra as regras que permeiam o estilo musical dos anos 1950 - o rock - e o faz sem guitarra. Ousado, prefere o piano. Faz os dedos viajarem com delicadeza e fúria por entre as notas e teclas e assim, sentado no banco, em frente ao amplo instrumento, faz rock.

Músico de formação clássica, o paranaense criado no Oeste de Santa Catarina, na cidade de Jaborá conta, em meio a risadas, que era a ovelha negra do local, e escolheu Porto Alegre como o lugar onde criaria raízes e família. É nesta noite, às 21h, no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº), que Yanto lança seu primeiro disco solo, Horizontes e precipícios. O CD composto exclusivamente por canções próprias é uma verdadeira ode ao minimalismo. A busca - e o encontro - com o essencial é a marca desse trabalho. Para quem escuta o disco, as referências sugeridas no título são claras: as canções do disco remetem tanto à leveza e melancolia, típica dos largos horizontes dos pampas, quanto à força e fúria dos precipícios, que habita a vista das grandes cidades.

Yanto, mestre em Música pela Ufrgs, faz de suas canções a síntese exata entre o requinte da música erudita e a atmosfera visceral que o rock sugere. “Hoje em dia, essa formação clássica me ajuda a fazer outros tipos de música. Antes, e por muito tempo, isso me prendia, me amarrava”, conta Laitano. Depois de tempos fazendo trilhas sonoras para filmes e documentários e trabalhando com sonoridades experimentais (fruto dos estudos de mestrado), Yanto marca seu retorno ao rock. “Para fazer a sério este disco, parei com várias outras coisas que estava fazendo”, pondera com a sabedoria de que não se pode fazer tudo ao mesmo tempo.

É dos precipícios que dividem o Rio Grande do Sul do resto do País, das grandes construções urbanas e dos precipícios de ideias que separam as pessoas e as paisagens horizontais que surge o conceito do álbum. Das doze faixas, algumas são de longa data: “Esse disco foi assim: o instrumento central é o piano, o disco é de rock, com uma levada de jazz e blues”, conta o compositor e músico fundador do grupo Ex-Machina e da extinta Bili Rubina. Para compor o disco, Yanto recorreu a um “banco de músicas”, como ele chama, e o formou. Trabalhou pesado em cada uma das composições e chegou ao ponto que queria.

Cada música está milimetricamente elaborada. “Nada, nenhum elemento está no CD por acaso, sem estar muito bem pensado”, reflete Yanto, que diz ter “testado” o repertório no Interior do Estado antes de estrear nesta noite na Capital. O show no Theatro São Pedro, assim como o disco, mantém o conceito minimalista. O músico, fã declarado de rock argentino, coloca no disco uma homenagem a Charly García. “Quando o Charly esteve em Porto Alegre, em 1994 ou 1996, eu o conheci. O contato que tive com ele foi muito forte e determinante na minha vida”. Naquele momento, Yanto fez uma música para o cantor camaleão. Agora, a canção encontra um lar dentro de Horizontes e precipícios (à venda nas lojas Multisom e Livraria Cultura).

Yanto - cantor, compositor e produtor do próprio álbum - disse que a Porto Alegre de hoje é receptiva aos músicos. O fundamental, segundo ele, não é de que forma montar um disco, mas o que dizer no espaço de um CD. Seu novo trabalho mostra, para o próprio músico, a busca de um caminho completamente inédito. “Recheado de clareza, boa comunicação e simplicidade”, elucida Yanto. E completa: “A simplicidade que eu busco é a minimalista, não gratuita”.

Show de Yanto Laitano
Lançamento de
Horizontes e precipícios
Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº), às 21h
Ingressos entre R$ 20,00 e R$ 50,00 na bilheteria

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