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artigo Notícia da edição impressa de 27/05/2010

Inércia porto-alegrense

Eduardo Lanes

Em maio de 2009 Porto Alegre foi confirmada como subsede da Copa de 2014. Muito antes já se tinha a certeza de que não ficaria de fora. Houve uma euforia inicial diante da possibilidade de concretizar obras de infraestrutura, especialmente na área viária, o maior problema. Sediar um evento desta magnitude parece ser a única oportunidade de se viabilizarem investimentos, num quadro de sucessão de administrações absolutamente omissas em relação aos problemas estruturais do trânsito. O caos está anunciado e a única iniciativa que parece prosperar é a elaboração de discursos ricos em autoelogio político, que, de tão desconectados com ações práticas, sugerem que a população está refém do imobilismo. A criação de uma secretaria especializada não foi capaz de dar partida a algo concreto, à exceção dos gastos que o corpo burocrático impõe ao orçamento municipal. E por falar em gastos, a Câmara Municipal, significativamente onerosa para o contribuinte, compactua pluripartidariamente com o Executivo em termos de imobilismo. Mesmo obras mais simples, como a duplicação da avenida Beira-Rio e o alargamento de vias, não saíram do papel. Então muito menos se deve esperar em relação às obras complexas, que envolvem desapropriações e remoções, naturalmente demoradas. Sem infraestrutura viária adequada os investimentos privados não têm como deslanchar.

É correto reivindicar da União e do Estado subsídios e financiamentos. Porém mais produtivo seria empreender por conta própria o máximo possível de obras em antecipação. O arranjo ficaria mais próximo de uma cooperação, em vez da atual situação de dependência. A pressão dos prazos será cruel na ausência de planejamento estratégico, o que resultará em encarecimento das obras, conflitos político-administrativos, paralisação do trânsito, e corrupção. A inércia não pode ser justificada pela falta de recursos, pois a arrecadação municipal vem aumentando fortemente. Também não existe nenhuma busca por mecanismos alternativos de financiamento. Eficiência e iniciativa empreendedora são atributos escassos por aqui.

Economista e professor

COMENTÁRIOS
Paulo A Gazzana - 27/05/2010 - 13h38
Quando as obras da Copa estiverem prontas poderíamos colocar nelas placas de bronze com os dizeres "Essa obra foi feita para a Copa do Mundo de 2014. As necessidades do povo não mereciam esses gastos." Eu não entendo de política e, talvez por isso, eu não consiga entender porque as obras só foram feitas em razão da Copa. Um milagre, talvez! A Copa fez surgir recursos que sem ela não existiriam. Coisa de louco, que só poderia sair da cabeça de políticos. Uma loucura maior do que um país pobre sediar uma Copa. Gastar os recursos, que serão investidos em estádios suntuosos, em pequenos centros esportivos na periferia e cidades do interior seria muito mais produtivo. Teremos belos estádios para ocupar a mente de estudantes educados em escolas precárias, para doentes enquanto esperam por atendimento hospitalar, enfim, será o sinal dos novos tempos ou do final dos tempos?


Henrique Wittler -
28/05/2010 - 14h01
É lamentável que os Políticos do PMDB (Fogaça), PSDB (Yeda) e do PDT (Fortunati, só penssem que o desenvolvimento de obras para a copa de 2014 passem pela ocupação da orla do Guaíba. Se assim continuarem ponssando, chegaremos na copa e pouca coisa teremos de obras. As enrroladas na área da ARENA no Humaitá, acabará em juízo e talvez nada aconteça na área. As do Beira Rio não se restringe ao complexo esportivo e estacionamentos, querem prédios em toda a área até o Estaleiro inclusive na margem em mesma extensão. Um pedaço da área do Parque Marinha do Brasil esta sendo doado ao INTER? Falando do Cais da Mauá, outro absurdo em fazer 2 edifícios de 100 m de altura em cima do Cais. A ANTAQ não vai liberar, se o fizer será contrato com ela mesma, de arrendamento. A volta do Gasômetro um hotel e um prédio comercial com 60 m de altura? Ora, uma área de trânsito caótico, será incrementado com mais 2.000 veículos? A Perimetral, novinha, já esta congestgionada pelas filas em hotéis e banco que o poder público deixou ali se instalar. Ora é pouca boia para muita maracutaia.

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