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Mercado Financeiro Notícia da edição impressa de 19/04/2010

Autoridades europeias vão processar Goldman Sachs

Fraude nos Estados Unidos gerou perda de US$ 1 bilhão

Apesar de acusada de fraude nos Estados Unidos, o Goldman Sachs, maior banco de investimentos do mundo, distribuiu US$ 5,3 bilhões em bônus a seus executivos no primeiro trimestre e agora será investigado também na Europa. No sábado, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou que vai pedir a abertura de um processo. Na Alemanha e em outros países europeus, as autoridades também preparam investigações, em um sinal de que a pressão cresce sobre o maior banco de investimentos do mundo.

No final da semana, o Goldman Sachs foi processado por fraude nos Estados Unidos e por ter gerado a perda para clientes de US$ 1 bilhão. Mesmo assim, neste fim de semana, a imprensa inglesa revelou que a empresa indicou que daria bônus de U$ 5,3 bilhões a seus executivos, ampliando a polêmica em relação ao banco. No ano passado, o banco já havia distribuído US$ 15,3 bilhões em bônus. Brown, em pleno período eleitoral, se diz “chocado” com a atitude da empresa, quer uma investigação também sobre os bônus e acusou o Goldman Sachs de viver uma “falência moral”.

Nos Estados Unidos, as autoridades regulatórias abriram na sexta-feira um processo contra o Goldman, acusado de vender produtos que sabia que fracassariam se a bolha no mercado imobiliário explodisse. O banco não teria dito aos investidores que esses produtos haviam sido desenhados por grupos que estavam justamente apostando no fracasso desses papéis.

Entre os maiores compradores desses produtos estavam bancos do Reino Unido e Alemanha. O Royal Bank of Scotland, por exemplo, havia comprado papéis no valor de US$ 841 milhões. Hoje, o banco é controlado pelo Tesouro britânico e o Reino Unido foi obrigado a colocar US$ 70 bilhões para salvar a instituição.

Brown apelou por uma investigação especial diante do anúncio da distribuição de bônus, do fato de que o banco já havia sido informado há meses de que seria investigado e diante dos prejuízos gerados aos cofres ingleses. Para o primeiro-ministro, a Autoridade de Serviços Financeiros do Reino Unido precisaria lançar a investigação imediatamente. Brown ainda quer um processo em cooperação com os americanos. Isso porque a acusação da sexta-feira nos Estados Unidos indicou que um dos vice-presidentes do grupo, Fabrice Tourre, de apenas 31 anos, era alvo central do processo. Tourre tem seu escritório em Londres e teria tido papel central na fraude. 

As autoridades americanas concluíram que o Goldman Sachs teria gerado prejuízos de US$ 150 milhões para o IKB Deutsche Industriebank, a primeira vítima alemã do subprime. O banco teve de receber 10 bilhões de euros do governo de Berlim para ser salvo. O Goldman Sachs já estava sendo investigado pela UE por ter ajudado a Grécia a esconder sua dívida. Na sexta-feira, o banco afirmou que as denúncias eram “sem fundamento” e que o banco iria “vigorosamente defender sua reputação”.

Dados sobre a inflação centralizam preocupações na semana

Investidores iniciam a terceira semana de abril atentos aos indicadores inflacionários que serão divulgados. A volatilidade que esquentou e derrubou as Bolsas de Valores de todo o mundo na última sexta-feira, após a acusação de fraude feita ao Goldman Sachs, também tende a continuar nos próximos dias, aumentando a aversão ao risco, visto que o mercado espera eventuais desdobramentos do caso.

No mercado doméstico, destaque para o vencimento de opções sobre ações negociadas na BM&FBovespa. Opções são operações nas quais são negociados os direitos de compra ou venda de uma ação em determinada data. De maneira generalizada, isso significa que, se alguém se comprometeu a vender uma ação por um preço determinado no dia do vencimento da opção, esse investidor ganhará se a cotação no mercado estiver menor e, se estiver maior, terá prejuízo.

Também será divulgado o resultado da balança comercial brasileira pelo Ministério do Comércio Exterior, relativo à última semana, e a Fipe apresenta o IPC referente à segunda quadrissemana de abril.

Amanhã, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga o IGP-M, e o IBGE apresenta o IPCA-15. Na sexta-feira, é a vez do IPC-S, auferido pela FGV. São índices que retratam a evolução dos preços na economia e contribuem para medir a inflação no País. A alta inflacionária faz com que as pressões para que o Banco Central aumente a taxa básica de juros ganhem mais força. A taxa Selic atualmente está em 8,75% ao ano e as projeções apontam que ela chegará ao fim de 2010 em 11,25%.

Na quarta-feira, feriado de Tiradentes no Brasil, a atenção fica com o relatório de estoques de petróleo nos EUA, um indicador importante, pois o país é o maior consumidor do combustível no mundo.

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