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Eleições Notícia da edição impressa de 19/04/2010

Para Dilma, tucanos são ‘lobos em pele de cordeiro’

Pré-candidata defendeu a manutenção do Bolsa Família
Claudio Fachel/JC
Dilma encerrou seu roteiro no Estado no sábado em encontro com dirigentes sindicais.
Dilma encerrou seu roteiro no Estado no sábado em encontro com dirigentes sindicais.

O que era para ser uma plenária de movimentos sociais organizada pelo PT acabou se transformando no primeiro ato de apoio à candidatura da petista Dilma Rousseff à presidência, em Porto Alegre, no sábado.

Ao discursar por meia hora para dirigentes sindicais e correligionários que lotaram o auditório do Colégio Rosário, a ex-ministra da Casa Civil fez um chamamento para campanha e deu o tom do embate com o PSDB, principal adversário. “São lobos em pele de cordeiro, exterminadores do futuro quando estiveram no poder.”

Logo após a sua fala e o assédio de todos que a procuravam para tirar fotos, Dilma concedeu uma rápida entrevista aos jornalistas. Visivelmente contrariada com as perguntas sobre a última pesquisa eleitoral divulgada pelo Instituto Datafolha, que aponta uma diferença de 10% das intenções de voto em relação ao candidato tucano, José Serra, ela foi pontual: “Eu não comento pesquisa porque é um retrato de momento”. Na pesquisa divulgada no dia 17, Dilma aparece com 28% das intenções de voto.

Apesar da diferença, o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana, disse que o resultado não altera o rumo da campanha petista. Contudo, ele chamou a atenção para as pesquisas. “Está acontecendo um grande problema com os institutos de pesquisa. Um dá empate e outro dá dez pontos de diferença, em períodos semelhantes de consulta?”, referindo-se à pesquisa Sensus divulgada na última semana e que apontava empate entre Serra (33% das intenções de voto) e Dilma (32%). “Torço para que o Datafolha esteja com a bússola desregulada”, avaliou Fontana.

A pré-candidata do PT afirmou ser possível acabar com a pobreza no País na próxima década, desde que sejam mantidas as políticas de crescimento e inclusão social da gestão Lula. “É possível acabar com a pobreza. Mas isso não significa acabar com o Bolsa Família”, disse Dilma, que defendeu a manutenção do auxílio pelo tempo que for “necessário”, como rede de segurança contra a miséria. Em seu terceiro dia no Rio Grande do Sul, Dilma ironizou os elogios que seu adversário na campanha fez ao principal programa do governo. “Não quero polemizar com ele, mas acho interessante esse novo estilo da oposição, de tentar passar por aquilo que não foi nos últimos sete anos e meio”, reagiu.

Ao gosto da plateia, a pré-candidato assegurou que não compactua com Estado omisso, diminuto, que não use do planejamento e não distribua renda. Comparando o governo do qual fez parte com gestões anteriores, Dilma criticou indiretamente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Vocês jamais me verão dizendo esqueçam o que eu disse”, garantiu. “Eu não entrego meu País, vocês jamais me verão tomando posições, assumindo decisões que levam à perda das riquezas ou à venda do patrimônio público.”

Petista afirma que combate à crise é o embrião da reforma tributária

Em Caxias do Sul, onde participou de almoço-palestra com empresários e políticos, a pré-candidata do PT voltou a acenar para a área empresarial, setor em que seu desempenho eleitoral não estaria acompanhando a aprovação do governo Luz Inácio Lula da Silva. Além de citar o aumento da lucratividade, Dilma afirmou que a desoneração tributária durante a recente crise econômica e o sistema de compensação para os municípios são o “embrião” para uma futura reforma tributária.

“Aí está o embrião de modelo (para a reforma tributária)”, disse Dilma, em entrevista coletiva em Caxias do Sul.

“Está na forma como nós enfrentamos a crise o que é possível fazer em termos de reforma tributária. E mais, está em todas as desonerações. Em que pese não termos conseguido fazer reformas, nós estamos fazendo. Exemplo: a desoneração de bens de capital. A desoneração de tributos fizemos para incentivar os investimentos no Brasil. Demos imensa força para o consumo e para o investimento”, completou, citando também a redução do IPI e o fundo de compensação para os municípios que perderam arrecadação.

Questionada sobre a situação dos conflitos agrários, a ex-ministra disse que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem sendo atendido em suas reivindicações históricas e que não concorda com a análise de que os conflitos no campo tenham aumentado. Segundo ela, os movimentos sociais têm a própria cabeça.

“Eu não concordo que os conflitos agrários tenham aumentando no governo Lula. Nós construímos as condições para encaminhar a paz no campo. Mas nós sabemos que os movimentos sociais funcionam pela cabeça deles”, disse Dilma.

PSDB festeja e PT estranha resultado de pesquisa

O PT fala em “bússola desregulada” do Datafolha, os tucanos e democratas festejam, mas um aliado - do PPS - considera os resultados da pesquisa “uma segunda surpresa”. Em síntese, essas foram as três reações básicas à divulgação da nova pesquisa Datafolha.

A avaliação da “surpresa” é do deputado Raul Jungmann (PPS-PE). Para ele, a “primeira surpresa” aconteceu na pesquisa Datafolha feita nos dias 25 e 26 de março, quando o tucano José Serra, com 36% das intenções de voto, abriu 9 pontos de diferença em relação à petista Dilma Rousseff - 27%. A pesquisa em que Serra abriu 9 pontes foi feita uma semana depois de o ainda governador de São Paulo ter admitido, em entrevista à TV Bandeirantes, que seria mesmo candidato ao Planalto. “Pela nova pesquisa, o Serra não cresceu nada, oscilou apenas para cima, mas dentro da margem de erro, mesmo depois de ter deixado o governo, de ter lançado a candidatura em Brasília, de ter dado várias entrevistas e feito várias viagens”, disse Jungmann. O líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA), classificou como “normal” a pequena oscilação nas intenções de voto dos pré-candidatos revelada na pesquisa Datafolha. “O eleitor ainda não entrou na campanha”, disse.

Ainda assim, Almeida afirmou que o levantamento confirma a liderança do ex-governador José Serra na corrida presidencial. “A oficialização da candidatura colocou todos em igualdade de condições. Daqui para frente os movimentos serão pequenos”, disse o deputado, que aposta num avanço gradual das intenções de voto no pré-candidato tucano.

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