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Artigos Notícia da edição impressa de 19/04/2010

O apagão da mão de obra

Germano Rigotto

A ascensão do mundo pós-crise trouxe consigo uma torrente de boas novas: reaquecimento da demanda por produtos e serviços, queda da taxa de desemprego, aumento do poder aquisitivo da população, entre outros tantos indicativos. Em suma: com algumas exceções pontuais, a roda da economia voltou a girar. O Brasil, por sua vez, saiu revigorado das turbulências, abrindo um leque de novas oportunidades, especialmente junto aos mercados emergentes. Todavia, nem tudo é azul no céu nacional. O impulso que acompanha esse novo capítulo da história sofre grande risco de ser refreado. Ocorre que, já neste ano, quatro setores fundamentais da economia devem sentir falta de mão de obra qualificada – situação decorrente de deficiências em preparo técnico, nível de escolaridade e experiência. É o que aponta o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) através de recente estudo. Em comércio e reparação, o déficit de mão de obra qualificada chega a 187.580 trabalhadores; em educação, saúde e serviços sociais, 50.086; em alojamento e alimentação, 45.191; e em construção, 38.403. Segundo a pesquisa, mais de 22% dos trabalhadores não atendem às exigências atuais do mercado.

Trata-se de um duro golpe a ser desferido no País, ainda mais numa hora de reerguimento, quando todo o potencial acumulado deveria ser acionado. Por aqui, a última vez em que ocorreu escassez de profissionais foi no período conhecido como “milagre econômico”, durante o regime militar. As implicações do atual hiato comprometem o presente e o futuro da Nação. No horizonte próximo, podem implicar um baque no crescimento do PIB ainda em 2010. Para além do curto prazo, representam um forte entrave ao avanço do Brasil para a condição de potência global. O setor privado está investindo na capacitação de seus próprios quadros, dada a fragilidade da formação de recém-graduados e de muitos diplomados que estão à margem das inovações e da falta de formação de profissionais de nível técnico. É o que têm feito, por exemplo, a Embraer, a Vale e a Petrobras. Porém, esse esforço não consegue dar conta de toda a necessidade. Diante dessa lacuna, muitas empresas recorrem inclusive ao exterior para preencher suas vagas. E algumas multinacionais relatam que esse motivo pesa na hora de decidir sobre novos empreendimentos. São fortes os indícios de que o crescimento nacional, para os próximos cinco anos, deverá seguir na casa dos 5%. Portanto, esse verdadeiro apagão de mão de obra qualificada tende a agravar-se exponencialmente. E a iminência de grandes acontecimentos no País – como a Copa do Mundo, as Olimpíadas e a exploração do pré-sal – causam preocupação ainda maior. O desenvolvimento necessita de solo fértil para acontecer, e esse gargalo do mercado de trabalho nacional é um obstáculo que precisa ser tirado do seu caminho o quanto antes.

Ex-governador

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