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Coluna Notícia da edição impressa de 19/04/2010

Tecno com sabor vegetariano

Jeff Pachoud/AFP/JC

O cantor, DJ e ícone da música eletrônica Richard Melville Hall, mais conhecido como Moby, se apresenta nesta terça-feira no palco do Pepsi On Stage, visitando o Brasil pela quarta vez. Sua última vez em território nacional foi há cinco anos, quando divulgou o disco Hotel. Agora ele realiza o show de lançamento de seu 13º disco oficial, Wait for me, criado por seu próprio selo, o Little Idiot Records. A turnê começa por Porto Alegre e segue para Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Seu nome artístico deriva do romance Moby Dick. Trata-se de um tributo do multi-instrumentista, pois o autor da obra, Herman Melville (1819-1891), é ancestral de sua família.

Além das músicas novas dele - que nasceu há 44 anos no Harlem, bairro de Nova Iorque, mas cresceu em Connecticut -, uma sucessão de hits faz parte do espetáculo de amanhã, como Porcelain, Lift me Up, Jam for the Lady, Natural Blues, We are made of stars e Beautiful. Estas são as músicas mais conhecidas de seus quase 20 anos de carreira. Para vir ao Brasil, Moby fez uma série de exigências à produção de seus shows, todas bem naturalistas, porque ele é vegetariano radical. Ele não quer ver bebidas alcoólicas no camarim e também vetou chás, café e refrigerantes. Pediu cenoura, maçã, gengibre, geleia de morango, homus e espinafre.

Além dos cuidados com a saúde, Moby também se define como um artista sem preconceitos: “Musicalmente eu sempre gostei de todos os tipos de música. Na verdade, eu cresci tocando música clássica, daí comecei a tocar punk rock e depois toquei baixo numa banda de reggae. Fiz todas estas coisas sem nunca excluir nada e mesmo quando eu fiquei famoso nos anos 1990 como um DJ de techno eu continuava interessado em outros tipos de música”, comenta.

Até hoje, ele gosta de tudo. Quando está em Nova Iorque, curte ouvir uma estação de rádio chamada Hot 97, emissora especializada em hip hop e R&B. “Sempre fico surpreso com o tanto de coisa boa que escuto, mas quero dizer que a música não tem hoje o mesmo destaque de outros tempos”, ressalta. Para ele, entre os anos 1960 e 1970 a música era revolucionária. “Agora, a música tem que dividir os holofotes com várias outras coisas. Videogames, internet, computadores em geral. Mas eu ainda acho que tem um monte de músicas maravilhosas e emocionais sendo feitas”, enfatiza. As músicas preferidas, para Moby, são as que têm profundidade. Se ele fosse fazer uma lista de seus discos preferidos, incluiria muitos álbuns emocionais, como os realizados por The Clash e Black Sabbath.

Dos artistas brasileiros, ele diz que só conhece os grandes nomes, como Bebel, Astrud Gilberto, Mutantes e Sepultura. Lembra que se apresentou com o Sepultura em alguns festivais e destaca que adora Roots, um dos discos da banda. Do passado, Moby lembra que, dos 12 aos 25 anos, tudo o que fazia era ficar no seu quarto com um violão escrevendo suas músicas. “Por isso foi tão estranho ganhar esta reputação no começo dos anos 1990 de ser uma pessoa ligada à música eletrônica e dance music, pois eu sempre tive isso em mim.”

Moby começou a chamar atenção em 1991, quando a música Go alcançou o Top 10 das paradas britânicas. “Quando o álbum Play foi lançado ninguém esperava que ia se tornar um sucesso. Eu nunca fiz música com a ideia de ser um popstar e vender muitos discos. Foi um acidente”, ressalta.

Logo depois vieram os prêmios. Moby ganhou muitos, como o Best Male Video no VMA, da MTV, e Best Cinematography, do canal VH1. Recentemente, Moby voltou a trabalhar com o cineasta David Lynch, que dirige seu clipe para Shot in the back of the head, a música de abertura do disco novo. Ele conheceu Lynch há quase 20 anos, quando integrou a trilha sonora da série cult Twin Peaks (1991). Por sua contribuição artística, Moby é visto hoje como um ícone e revolucionário da música eletrônica, que misturou batidas de “rapid disco” a guitarras distorcidas e punk rock, e também promoveu inovações técnicas e de produção. Atualmente, ele contabiliza mais de três mil shows realizados mundo afora.

Moby em Wait for me: terça-feira, a partir das 23h, no Pepsi On Stage (Severo Dullius, 1.995), com ingressos entre R$ 100,00 e R$ 180,00. Pontos de venda: Lojas Multisom e Central Tickets for Fun pelo telefone (51) 4003-5588.

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