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Com a palavra Notícia da edição impressa de 19/04/2010

Ambev investirá R$ 2 bilhões em 2010

Fredy Vieira/JC
Copa do Mundo será um grande evento gerador de demanda por cerveja, afirma Szpigel.
Copa do Mundo será um grande evento gerador de demanda por cerveja, afirma Szpigel.

Com uma previsão de investimento em infraestrutura de até R$ 2 bilhões, o maior já realizado pela empresa, a Ambev está buscando expandir sua capacidade produtiva no País em até 15% em 2010. Os gastos devem-se à tentativa de aproveitar o bom momento econômico que vive o Brasil, onde as classes mais baixas estão aumentando sua renda e consumindo mais bebidas. Apenas em 2009, as vendas de cerveja da companhia aumentaram 9,9% em relação ao ano anterior, fazendo com que fossem comercializadas 76,2 milhões de hectolitros.

Parte dos investimentos previstos pela Ambev pode vir para o Rio Grande do Sul. O Estado, que já possui três unidades da empresa (a cervejaria de Viamão, a fábrica de refrigerantes em Sapucaia do Sul e a Maltaria Navegantes, em Porto Alegre), disputa com Santa Catarina a instalação de uma nova linha de latas, investimento que pode chegar a até R$ 200 milhões. Estes e outros assuntos são explicados por Felipe Szpigel, diretor regional da Ambev para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

JC Empresas & Negócios - Como a recuperação econômica brasileira se refletiu nas vendas da Ambev no Brasil?

Felipe Szpigel - Fechamos o ano de 2009 com um volume de vendas, no segmento de cervejas, que foi 9,9% acima do ano anterior, representando 76,2 milhões de hectolitros. No caso dos refrigerantes e outras bebidas não alcoólicas, essa performance também foi muito positiva, com elevação de 8,1%, chegando a 27 milhões de hectolitros no final do ano. No Rio Grande do Sul, esse crescimento foi praticamente em linha com os resultados nacionais. 

Empresas & Negócios - De que forma esses números influenciaram os planos de investimentos para 2010?

Szpigel - Nossa previsão de investimentos em infraestrutura para este ano varia entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões, o maior já feito pela companhia em um único ano. O valor final dependerá da aprovação de alguns projetos ao longo de 2010 e dos rumos que a carga tributária deve tomar. Mas, com isso, devemos ampliar nossa capacidade instalada em torno de 15%. No ano passado nosso investimento foi de R$ 1 bilhão, sem incluir a verba de marketing. Esses investimentos refletem nossa vontade de atender totalmente à demanda crescente no País, que é devida ao bom momento econômico nacional. Nossas vendas na América Latina também estão crescendo, como apontam os resultados obtidos no quarto trimestre do ano passado. Excluindo o Brasil, a América Latina cresceu em torno de 11% naquele período. No entanto, o resto do ano passado foi pior por conta da crise na maioria dos países do continente. Mas acreditamos que em 2010 todos esses mercados irão se recuperar, e o consumo brasileiro deve ser o carro-chefe da economia do continente. Até a Copa do Mundo deve contribuir para esse crescimento. 

Empresas & Negócios - Como a Copa do Mundo deve ajudar para esse resultado?

Szpigel  - A Copa do Mundo da África do Sul, que acontece em  junho e julho, será um dos grandes eventos de geração de demanda de cerveja. Ela deve propiciar um aumento de vendas que pode ser até 10% maior do que em julho do ano passado. Isso acontece porque é um evento que incentiva o consumo de bebidas, e acontecerá durante o inverno, uma época em que as vendas de cerveja tendem a sofrer uma queda.

Empresas & Negócios - Onde devem ser aplicados os investimentos? Há algo previsto para o Rio Grande do Sul?

Szpigel - O que já temos aprovado são investimentos em Manaus, no interior de São Paulo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Paraná, Bahia e na região Sul. No caso do Rio Grande do Sul, estamos em fase de negociação ainda, mas temos um projeto já aprovado para a região, no qual serão aplicados recursos de
R$ 180 a R$ 200 milhões, mas ainda está sendo definido se será aqui no Estado ou em Santa Catarina.

Empresas & Negócios - Qual seria este investimento que pode vir ao Estado?

Szpigel - O projeto diz respeito a uma nova linha de latas, que deve ser fabricada ou na unidade de Viamão ou na de Lages, em Santa Catarina, gerando 15 empregos diretos. Mas ainda estamos discutindo parcerias com os governos dos dois estados para selecionar o local onde ela será implantada.

Empresas & Negócios - A empresa também está investindo em uma unidade em Passo Fundo. Quando deverá ficar pronta essa nova fábrica?

Szpigel - A maltaria de Passo Fundo, onde estamos aplicando R$ 150 milhões, estava prevista para este ano, mas devido à queda de safra na cevada estamos trabalhando com a decisão de postergar esse investimento para o ano que vem. Não adianta fazer a fábrica agora se não temos matéria-prima suficiente disponível.

Empresas & Negócios - O gaúcho é um consumidor que exige uma estratégia diferente para a empresa vender seus produtos?

Szpigel - O mercado gaúcho é bastante diferente do resto do País. O consumidor daqui é bem mais exigente do que a média brasileira, e para isso significa que temos que estar bem mais atentos a esse gosto diferenciado. Isso se reflete, por exemplo, em nosso mercado de produtos da linha Premium, onde o peso do Rio Grande do Sul, cerca de 10% do total brasileiro, é o maior entre os demais estados, excetuando São Paulo.

Empresas & Negócios - A empresa vem procurando se transformar em um modelo de sustentabilidade no Brasil. De que forma essas políticas estão sendo implementadas nas unidades gaúchas?

Szpigel - Nossas fábricas estão muito próximas dos benchmarks mundiais de consumo de água, tanto em Sapucaia do Sul quanto em Viamão. Em reciclagem, nós já reaproveitamos 99% de todos resíduos gerados pelas fábricas. Também estamos reduzindo emissões de carbono, e todos nossos indicadores ambientais são mais restritivos do que os exigidos pela legislação. A fábrica de Viamão, por exemplo, foi a primeira cervejaria do Brasil a se habilitar para comercialização de créditos de carbono. No Centro de Distribuição de Eldorado do Sul, que é modelo para os que temos no resto no País, instalamos telhas translúcidas para reduzir conta de luz, e implantamos captação de água da chuva para uso em atividades secundárias, como lavagens de caminhões. E estamos expandindo essa prática para outras operações em todo o Estado.

Empresas & Negócios - Como a carga tributária influencia na tomada de decisões sobre investimentos?

Szpigel - A carga tributária é um fator determinante para o conceito dos investimentos nos estados e no País. Cerca de 40% do preço da cerveja é imposto, portanto qualquer elevação tem um impacto considerável em nossas decisões. No entanto, pior do que a cobrança de impostos é sua sonegação, pois ela leva à queda de receita, forçando os governos a aumentar a carga tributária, o que incentiva mais sonegação, gerando um círculo vicioso. Por isso nós apoiamos a Receita Federal na instalação do Sicobe (Sistema de Controle de Produção de Bebidas), sendo os primeiros a participar desse novo sistema.

Empresas & Negócios - Em 2009, a arrecadação de impostos sobre o setor de cervejas cresceu 20%, taxa atribuída ao recuo da sonegação causada pelo Sicobe. Essa seria a real causa do aumento?

Szpigel - O Sicobe realmente contribuiu para esse crescimento, mas acredito que, destes 20%, apenas 8% são devidos a um melhor controle fiscal do governo. O verdadeiro crescimento deveu-se muito ao avanço no consumo após a crise. Nosso setor é muito atrelado à renda disponível pelas classes C, D e E, então quando há um crescimento no emprego e na renda, isso reflete rapidamente nas vendas.

Empresas & Negócios - Como a AmBev está se preparando para a competição com a Heineken, que adquiriu as operações de cerveja da Femsa?

Szpigel - Toda vez que uma empresa global entra em um determinado mercado, existe a tendência de aumentar a concorrência para as marcas já instaladas. A Heineken desenvolve um trabalho muito bom no mercado Premium, então estamos esperando uma competição maior. Por outro lado, para nossa empresa é interessante essa nova situação, porque é um segmento do mercado que ainda é pouco desenvolvido no Brasil. Então a gente espera que com isso o próprio mercado Premium cresça, e que a gente consiga capturar oportunidades e aproveitar também esse crescimento.

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