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Artigo Notícia da edição impressa de 30/03/2010

Os 46 anos de um golpe contra o povo brasileiro

Christopher Goulart

“Assim sendo, declaro vaga a presidência da República!” Foi o que se ouviu na sessão do Congresso, presidida pelo senador Auro de Moura Andrade, no dia 1 de abril de 1964. Sob a mesa do presidente golpista estava uma carta assinada pelo chefe da Casa Civil, Darcy Ribeiro, informando que o presidente da República, João Goulart, encontrava-se em território nacional, no Rio Grande do Sul, em pleno exercício de seus poderes constitucionais. Dessa forma, foi rasgada a Constituição Federal de 1946, pois a decretação da vacância somente poderia ocorrer em caso de o presidente se ausentar do País sem permissão do Congresso. Era necessário a todo custo configurar legalidade a um golpe militar, transformando-o em um golpe constitucional.  Ao assumir a presidência, o primeiro ditador de plantão, general Castelo Branco, pronunciou em seu discurso: “Meu procedimento será o de um chefe de Estado sem tergiversações no processo para a eleição do brasileiro a quem entregarei o cargo a 31 de janeiro de 1966”. E assim a população brasileira foi submetida a uma mentira que perdurou 21 anos.

Analisar o golpe civil-militar de 1 abril de 1964 implica conhecer o contexto geopolítico do mundo na década de 1960. Os Estados Unidos, preocupados com a expansão do comunismo, principalmente depois da Revolução Cubana de 1959, dedicavam atenção especial ao Brasil, que tinha na presidência da República um gaúcho adepto do princípio da autodeterminação dos povos e do não alinhamento econômico exclusivo com o Ocidente. Por isso, de acordo com a declaração pública do ex-embaixador dos Estados Unidos Lincoln Gordon, falecido recentemente, foi na reunião na Casa Branca de 30 de julho de 1962 que foi mencionada, pela primeira vez, a possibilidade de um golpe contra João Goulart, diante do presidente Kennedy. A CIA patrocinou a campanha de deputados e senadores que fizeram e/ou permitiram a fraude da declaração de vacância da presidência. A CIA também patrocinou passeatas e usou o manto sagrado de Deus e da família para recrutar colaboradores em todas as camadas de nossa sociedade. Hoje, estas pessoas, autoridades, senadores, deputados, generais, empresários, funcionários públicos e muitos outros só podem ser considerados inocentes úteis ou traidores na História do Brasil. Nosso País precisa conhecer o valor do estadista que preservou a unidade nacional, ao evitar uma guerra civil, quando a tirania movida por interesses estrangeiros tomou conta do Brasil.

Presidente da Associação Memorial João Goulart

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