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Com a palavra: Sérgio Ferreira Notícia da edição impressa de 29/03/2010

Case IH de olho no mercado gaúcho

Ana Esteves

Kraw Penas/Divulgação/JC
Ferreira destaca lançamentos específicos para a realidade agrícola gaúcha
Ferreira destaca lançamentos específicos para a realidade agrícola gaúcha

Na maré das águas passadas da crise, a fabricante de máquinas agrícolas Case IH pôde concretizar um projeto que desenvolvia desde 2007: a construção de uma nova unidade em Sorocaba, no interior de São Paulo. A fábrica marca a efetiva superação das turbulências econômicas, que fizeram o mercado nacional de colheitadeiras despencar 15% em 2009. Mesmo sem a perspectiva de instalar uma unidade fabril no Rio Grande do Sul, a empresa tem cada vez mais voltado sua atenção para o Estado, com o lançamento de produtos específicos para a realidade agrícola gaúcha. Nessa entrevista, o diretor-geral da Case Agrícola para a América Latina, Sérgio Ferreira, fala sobre o comportamento da empresa frente à crise, sobre exportações e a expectativa da empresa de ingressar no programa Mais Alimentos.

JC Empresas & Negócios - De que forma a crise impactou os negócios da Case no ano que passou?


Sérgio Ferreira - Acho que todas as empresas de alguma forma foram impactadas pela crise. O mercado de colheitadeiras de grãos do Brasil no ano passado caiu 15%. O lado bom é que por aqui crescemos três pontos em participação de mercado, o que compensou a queda em função da crise. Fomos a única empresa do setor do Brasil que vendeu mais unidades em 2009 do que em 2008 no País. Outro aspecto a respeito das colhedoras de cana é que se trata de um mercado que cresceu 10% ano passado, apesar da crise. E poderia ter crescido muito mais, se não fosse o fator da limitação do crédito. O que aconteceu de mais negativo no ano passado para a Case foi que, ainda que os mercados de tratores no Brasil tenham apresentado um pequeno crescimento em torno de 4%, quase metade do volume comercializado veio dos programas sociais. Como a Case não tinha produção local, não tivemos a oportunidade de participar desses programas.

Empresas & Negócios - Esse crescimento de participação de mercado mesmo com a crise vocês atribuem a quê?

Ferreira - Com relação às colheitadeiras axiais, o mercado continua a crescer em toda a América Latina. Ele representava 24% do total em 2006, e em 2009 passou para 42% de participação. A Case é líder nessa área. Um segundo motivo se refere à abertura, no ano passado, de 20 pontos de vendas em toda a América Latina. E, por fim, 2009 foi o ano em que nós tivemos um recorde absoluto em nossa história de presença na casa do cliente, com treinamentos e eventos. Eu diria que esses são os três elementos principais que sustentaram nosso crescimento de participação de mercado em 2009.

Empresas & Negócios - Fale sobre as exportações, em termos de volume e faturamento.

Ferreira - É evidente que o dólar mais desvalorizado em relação ao ano passado dificultou a exportação. Por outro lado, sentimos que nossa principal dificuldade em relação à exportação não é o câmbio, é o famoso custo Brasil, e todos os custos associados à exportação. O Brasil representou 80% do faturamento do negócio na América Latina no ano passado, em 2010 deve apresentar cerca de 70%. Este ano, vamos crescer no Brasil, mas vamos crescer mais ainda na Argentina e demais países da América Latina. Por isso o peso total cai de 80% para 70%.

Empresas & Negócios - Vocês pretendem entrar nos programas sociais como o Mais Alimentos neste ano?

Ferreira – Sim. No entanto, esses programas que representaram praticamente 50% do que foi vendido no Brasil no ano passado devem ter um peso menor em 2010. Isso pelo fato de que o primeiro grupo de novos consumidores de tratores já fez suas compras em 2009. Não é uma perda significativa, o governo vai continuar apoiando, mas a demanda deve ser menor, pois não há a necessidade de uma reposição muito grande.

Empresas & Negócios - Essa é a primeira vez que a Case vai disponibilizar tratores nessa modalidade do Mais Alimentos. Qual a expectativa de vendas mesmo com esse cenário de talvez retração por parte dos produtores?

Ferreira - Temos um objetivo de participação de 2,5% do mercado total em 2010 e imaginamos participar em 2% do mercado dos tratores sociais, uma participação um pouco abaixo da participação média da Case, por um motivo muito simples: nós vamos entrar efetivamente nesse programa somente a partir do segundo trimestre desse ano.

Empresas & Negócios - Focando um pouco na realidade agrícola do Rio Grande do Sul, há previsão  de lançamentos de produtos para cá?

Ferreira - A Case tem o plano de chegar a 10% de participação de mercado de tratores, 25% de colheitadeiras de grãos e 60% de colhedoras de cana até 2012 no Estado. O Rio Grande do Sul é um estado absolutamente estratégico para a marca Case por dois motivos: primeiro porque representa 25% do mercado de colheitadeiras de grãos; e, em tratores, chegou, no ano passado, também a 25% do total vendido no País. Além disso, no Estado a Case tem as mais baixas participações de mercado de todo o Brasil. Por exemplo, hoje nós temos no Brasil 15% de participação de mercado e fechamos 2009 com a participação de 3,9% no Rio Grande do Sul em colheitadeiras de grãos. E em tratores, que temos 1,4% de participação no total, fechamos o ano com 0,3% no Rio Grande do Sul.

Empresas & Negócios - A Case tem fábricas em regiões estratégicas e aqui não, o que acontece?

Ferreira - Prefiro responder da seguinte forma: o que fazer para reverter isso? Em primeiro lugar, precisamos ter produtos adequados ao Rio Grande do Sul. Ele foi o Estado que inspirou a Case a trazer uma nova colheitadeira axial classe cinco para a América Latina. As colheitadeiras são divididas por classe conforme tamanho e potência, e isso varia de acordo com os diferentes tipos de propriedades. No Brasil, a classe 5 vai de uma potência de 200 a 254 cavalos. Acima de 254 cavalos são as classes 6, 7 e 8. Na média do Brasil, essas três classes, 6, 7 e 8, representam, aproximadamente, 40% do total das colheitadeiras vendidas. No Rio Grande do Sul, essas mesmas classes representam somente 22%. Então, claramente é um estado que tem uma característica de ter colheitadeiras um pouco menores que a média nacional. Isso vale, na verdade, para colheitadeiras e para tratores também. Então, o primeiro motivo da participação da Case tão baixa no Rio Grande do Sul é não ter a oferta de produto adequada.

Empresas & Negócios - E em relação aos tratores?

Ferreira - Hoje nós já temos tratores que atendem à demanda do Rio Grande do Sul, inclusive agora com produção nacional. Então, a nossa expectativa é que já em 2010 a participação da Case no mercado do Rio Grande do Sul seja pelo menos igual à média nacional, que fica em torno de 1,5%, e que temos o objetivo de 2,5% para este ano. Nossa primeira ação é adequar nossa oferta de produto. A segunda tem a ver com a nossa rede de distribuição. Até 2008, tínhamos um local Case em todo o estado do Rio Grande do Sul, em Passo Fundo. Em 2009 abrimos três locais novos, em Uruguaiana, Itaqui e Lajeado, e já estamos em estágio bastante avançado para abrir mais seis locais ao longo de 2010.

Empresas & Negócios - Há alguma perspectiva de fábrica por aqui? Ainda não vale a pena pela demanda?

Ferreira - Pela demanda, ainda não. Mas nada impede que isso aconteça no futuro.

Empresas & Negócios - Como está funcionando a nova unidade de Sorocaba?

Ferreira - Nessa nova unidade serão produzidas máquinas agrícolas e para a construção civil, mas o foco principal é a colheitadeira modelo Axial Flow 8120. A previsão é de obter uma produção inicial de 300 colheitadeiras ao ano, além de implementos para a linha de construção civil. Com essa unidade a Case fecha quatro unidades no Brasil - Curitiba, Piracicaba, Contagem e Sorocaba. A unidade de Sorocaba, com 160 mil metros quadrados de área construída, pretende ser a maior em excelência na América Latina. Atualmente, trabalham na planta 800 funcionários, mas a previsão é de chegar em pouco tempo a 2 mil trabalhadores diretos e outros 4 mil indiretos.









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