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EDITORIAL Notícia da edição impressa de 24/09/2015

Gaúchos não são realistas e pedem o impossível

A Assembleia Legislativa aprovou o aumento do ICMS de 17% para 18%, mas apenas no governo José Ivo Sartori (PMDB). Enquanto isso, parece que virou passatempo ser do contra, promover passeatas e destruir o patrimônio público e privado. Se alguém diz que a causa é "politicamente correta", frase da moda, pronto, a invasão, o enfrentamento, até o saque estão liberados em nome da revolta. A questão é que muitos não estão protestando, mas apenas regurgitando raivas, desilusões e até mesmo distúrbios psíquicos contra aqueles que julgam viver na opulência.

Quando há tantas desigualdades e um culto apenas à beleza estereotipada, à riqueza, ao não fazer nada e sendo criado um ambiente de consumismo exacerbado, só pode dar no que deu, no Brasil do dólar valendo mais do que R$ 4,00. Qual é mesmo o motivo para se questionar tudo e todos? Na Barra da Tijuca, pessoas aplaudiram a turba, das janelas dos seus luxuosos apartamentos, no enfrentamento com os agentes da ordem. Por quê? Achavam que era passeata contra o governo? A classe média alta carioca não aceita o atual modelo político-partidário vigente?

É fundamental dar um enfoque humanista ao progresso e refundar alguns postulados da economia de mercado, mas sem jamais abandoná-la, eis que não há outro caminho plausível. Parte da frustração demonstrada pelos manifestantes na Assembleia Legislativa, quando a sessão foi cancelada, tem relação com a falta de respostas da política convencional às suas demandas. Por isso, a velha frase, tão decantada, "sejamos realistas, peçamos o impossível" continua atual e ainda deve ser perseguida pelos jovens e pelos que se preocupam em dar rumos éticos ao que estamos vivendo, especialmente no combate à corrupção no Brasil.

Não se pode esquecer que os governos são tais e quais os povos os fazem, os toleram ou os merecem. Quem vivenciou os tempos dos Beatles, minissaia, Vietnã, homem chegando à Lua, liberação feminina e a queima dos sutiãs soube da revolução dos estudantes nas ruas de Paris, em 1968. Um dos líderes do movimento, Danny, o Vermelho, agora com os cabelos glaciais em vez de ruivos, Daniel Cohn-Bendit, o franco-alemão que empunhou a bandeira do "sejamos realistas, peçamos o impossível", esteve no Brasil para um debate sobre ambientalismo.

Seguindo modelos dos Estados Unidos, protestou e apoiou o fim da construção da usina de Belo Monte, algo não levado a sério. Ora, se não produzirmos energia com o aproveitamento dos rios, restará o quê? Montar usinas movidas a óleo combustível ou atômicas, duas modalidades mais do que condenadas pelos mesmos ambientalistas. A opção é a energia eólica, aproveitando os ventos do nosso extenso litoral, ou o sol que brilha quase todo ano em boa parte do Brasil.

Mas não basta apenas estar vivo, é preciso ter qualidade de vida. Cohn-Bendit, qualificado como "o provocador verde", mirava as transformações que se espraiavam a partir da emergência da economia brasileira na América Latina. O Brasil esteve no foco do futuro. Entretanto, vacilamos nas reformas e pragmatismos administrativos e financeiros. Daí que voltamos a mais ICMS e proposta de uma nova CPMF, mas com um capitalismo mais social. O Brasil tinha, até a eclosão da crise de 2013/2014, um novo protagonismo na cultura, nos esportes, na área social e na área política. Então, os políticos têm que dar soluções para os problemas financeiros e econômicos do País. Mais ainda aqui no Rio Grande do Sul.

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