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ARTIGO Notícia da edição impressa de 22/09/2015

Opinião economica: Exportar

Benjamin Steinbruch

Folhapress/Arquivo/JC
Benjamin Steinbruch é diretor-presidente da CSN e presidente do conselho de administração da empresa
Benjamin Steinbruch é diretor-presidente da CSN e presidente do conselho de administração da empresa

Você vai a um supermercado nos Estados Unidos e compra cervejas, dessas comuns, long neck pilsen de 350 ml. Paga mais ou menos US$ 14 por um pacote de 12 garrafinhas, mais o imposto de 8,8%, se for em Nova Iorque, o que eleva o preço para US$ 15,2 dólares. Depois, faz a conversão para reais e vê que pagou por cerveja o equivalente a R$ 5,17, considerando uma cotação de US$ 1,00 para R$ 4,00. Aqui no Brasil, pela mesma cerveja, da mesma marca, com o mesmo rótulo, pagaria R$ 2,90.

O tempo está quente e você pensa em fazer uma bela salada de tomate. Uma libra (453 gramas) do produto está custando US$ 1,50, o que representa US$ 3,59 por quilo com imposto incluído. Transforma esse valor em reais e vê que pagou pela sua saladinha R$ 14,36. O preço do tomate varia muito no Brasil, mas não me lembro de ter chegado a esse nível. Em abril, no auge da alta, foi a R$ 9,00 o quilo e, na semana passada, custava R$ 4,23 num grande supermercado de São Paulo. Ou seja, estava 71% mais barato do que nos EUA.

Enquanto compra o tomate, você se lembra de que seu filho pediu pilhas novas para um brinquedo. E compra um pacotinho de seis unidades, daquela mesma marca superconhecida no Brasil, com o mesmo design. Paga US$ 10,32, incluída a taxa. Numa continha rápida, vê que esse preço em reais daria R$ 41,28. No Brasil, pagaria R$ 25,80, ou 37% mais barato.

Mesmo com o dólar chegando R$ 4,00, nem tudo é mais caro nos Estados Unidos do que no Brasil. Há ainda boas ofertas de roupas, por exemplo, quase todas confeccionadas na China a preços muito baixos. E um bom número de brasileiros continua fazendo enxovais para bebês, que ainda saem por preços competitivos. Além de roupas, vários produtos são mais baratos lá do que aqui, como certos itens de farmácia e a gasolina.

Por que estou fazendo essas comparações de preços? Porque elas são uma pequena amostra do efeito da recente desvalorização do dólar sobre a economia brasileira. Mostram que o Brasil e sua indústria podem ser competitivos nos mercados internacionais.

Essa nova situação já se reflete nas exportações brasileiras de manufaturados, que apresentam um crescimento de 4% neste ano em relação a 2014. É um equívoco, portanto, a redução praticamente a zero do benefício oferecido pelo programa Reintegra aos exportadores, uma das medidas do ajuste fiscal - esse benefício compensa o exportador por resíduos tributários não desonerados ao longo da cadeia produtiva.

Neste momento crítico, não é hora de o País punir exportadores. Precisa ampliar seu esforço de venda no mercado externo por meio de órgãos oficiais e também pelo empenho das empresas. Só há duas maneiras de melhorar um pouco o clima da economia no curtíssimo prazo, com vistas à retomada de crescimento: primeiro, estimulando exportações, diante da nova competividade do produto brasileiro após a desvalorização cambial; e, segundo, adotando um plano emergencial de estímulo ao consumo, que poderia ter resultados ainda nas vendas deste final de ano. A liberação de parte dos compulsórios dos bancos é uma boa ideia, desde que esses recursos sejam efetivamente direcionados para o crédito ao consumidor, com juros civilizados, não com as taxas vigentes no mercado financeiro.

Diretor-presidente da CSN e presidente do conselho de administração da empresa

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