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Patrimônio Notícia da edição impressa de 22/09/2015

Sem torre e shopping center, não tem revitalização, avisa acionista da Cais Mauá

Patrícia Comunello

JONATHAN HECKLER/JC
Abreu diz que, sem torre e shopping, projeto de revitalização não sai
Abreu diz que, sem torre e shopping, projeto de revitalização não sai

"Dizer que não vai ter torre ou shopping, tudo bem. Então, não tem revitalização", avisou o presidente da NSG Capital, Luiz Eduardo de Abreu, minutos antes do fim da audiência pública, na noite de sexta-feira passada, no Grêmio Náutico União, em Porto Alegre, que confrontou apoiadores e críticos do projeto. Abreu preveniu, diante de eventual revisão do tipo de empreendimento comercial, assegurado no edital e contrato firmado com o Estado em 2010: "A única coisa que pode matar o projeto é a prefeitura e o Estado reestudarem tudo. Aí é uma loucura". A NSG Capital tem 36,5% de participação acionária no consórcio Cais Mauá do Brasil, com sócio majoritário os espanhóis da GSS (51%), e o restante das ações, do grupo Bertin.

Na plenária, que foi até 23h52min, grupos contrários ao atual modelo de revitalização, como o Cais Mauá de Todos, questionaram a construção de duas torres, centro comercial e estacionamentos para 4,3 mil  carros. "O pessoal critica shopping e torres, mas essa é a contrapartida. Foi o que restou em 48% da área para financiar o resto", justificou Abreu. "Se for outro modelo, da onde vou tirar dinheiro?", devolveu o executivo, indicando que a sustentação financeira da área de 187 mil metros quadrados seria difícil ao setor público.

Sobre a cobrança de participantes da audiência sobre o capital para bancar o projeto, Abreu assegurou que os recursos existem. "Temos (gestora) sob administração e custódia R$ 9 bilhões. Não serão R$ 500 milhões que farão diferença", confrontou o acionista. O meio bilhão de reais é a projeção de gastos no complexo, feita desde 2010. O concessionário deve pagar ainda R$ 3 milhões ao ano de arrendamento ao Estado. O que pode ser problema é o prazo para execução, que ainda depende das licenças das obras. Os órgãos municipais só vão analisar os projetos após os esclarecimentos a questionamentos feitos na audiência e outros que podem ser feitos até o dia 28 de setembro, segundo a Secretaria do Meio Ambiente.

"Se levar mais um ou dois anos, fica inviável pela demora", advertiu o presidente da NSG Capital. "As autoridades sabem como funciona o mercado. Temos os recursos para fazer a obra, mas desde que se tenha as licenças necessárias para obter financiamento", vinculou Abreu. "O interesse continua, pois é um investimento real, de 25 anos", tranquilizou o executivo. Abreu acredita, alertando que prazos dependem das autoridades, em começo das intervenções em março de 2016. "Sempre respondo sobre isso, mas nunca consigo acertar", rendeu-se.

Vídeo: veja como foi a plenária que debateu o projeto para o Cais Mauá

COMENTÁRIOS
SERGIO - 22/09/2015 - 08h34
Não entendi o poder público, lançam uma licitação para revitalização sem as licenças ambientais? A prefeitura não foi consultada quando a surgiu a ideia para a revitalização? É impressionante como "a mão direita não fala com a mão esquerda dentro do poder público" e depois geram os conflitos e o vencedor fica entre os jogos de "interesses". Me pergunto, não seria o caso de uma "nova operação tipo a LAVA JATO"? Nesse episódio todo tem interesses ocultos. Quem vai indenizar o vencedor?


Jeferson Lui Pereira -
22/09/2015 - 12h27
Mais de quarenta anos para fazer uma obra é impressionante como uma população pode ser tão arcaica. Quando estive em Lisboa comecei a entender o motivo de Porto Alegre ser parada no tempo. Ficar 40 anos discutindo e não resolver nada é inconcebível para o mundo em que vivemos. Talvez por isso tenha mais 300 mil Gaúchos vivendo em Curitiba, aqui se faz às melhorias e manutenções. Quando se olha algo falta cuidado se estranha. Em Porto Alegre quando se vê algo bem cuidado se entranha, entendem?


VALDO -
22/09/2015 - 17h05
Se é para fazer um negócio onde somente o empreendedor ganha, com todas suas vontades atendidas, passando por cima de licenças ambientais, consultas públicas e vontade da população, ou seja bom somente para um lado... que deixem o cais como está (óbvio que existem melhores soluções, mas o caso começou mal-feito). Entregar o filé da cidade por 25 + 15 anos por meia dezena de milhões de Reais NÃO INTERESSA ao bem comum.


Paulo Tavares -
22/09/2015 - 17h15
Pra esse bando de desocupados, bom mesmo é deixar o cais como está para poderem fumar maconha noite e dia! Haja paciência!


Henrique Wittler -
24/09/2015 - 09h42
A NSG esta sendo envestigada pelo PF por falcatruas nos planos previdenciários. Portanto vir em publico chantagear com ameaças não faz a mínima diferença. Na audiência Pública do Cais Mauá este senhor era tratado de DOUTOR enquanto o povo recebia voz de prisão por parte do Secretário Valter Nedelstein da SMURB, isto que ele lá estava como acompanhante pois tinha um coordenador nomeado por lei que é quem deveria se pronunciar nestes casos mas foi omisso.


Gianpietro Sanzi -
27/09/2015 - 18h10
Se vai haver a "contrapartida" de um acesso viário ao cais a partir de um túnel na continuidade da Ramiro Barcelos, por que não fazem o tal "centro de compras" por aqueles arrabaldes? Acho que revitalizaria aquela área e criaria menos polêmica. É uma falta de sensibilidade total restringir a paisagem ao lado do Gasometro, negando que por ali passa um trecho da rua da praia.

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