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SAÚDE Notícia da edição impressa de 22/09/2015

Fila de espera para córnea dura menos de 30 dias

No Estado, foram realizadas 387 cirurgias no primeiro semestre

Suzy Scarton

MINISTÉRIO DA SAÚDE/DIVULGAÇÃO/JC
Córneas podem ser doadas de seis a 12 horas depois da morte
Córneas podem ser doadas de seis a 12 horas depois da morte

Notícia atualizada em 24/9.

Desde 2013, a expectativa da Secretaria Estadual da Saúde (SES) era de zerar a fila de transplantes de córneas no Estado. A redução na fila de espera é um bom motivo para celebrar a Semana Nacional de Doação de Órgãos, que começou ontem e precede o Dia Nacional da Doação de Órgãos, no dia 27 de setembro. De janeiro a junho deste ano, foram realizados 387 transplantes de córneas no Rio Grande do Sul. A fila para os pacientes que precisam realizar a operação nos olhos costuma demorar menos de 30 dias.

"É o tempo de se inscrever e constar na lista para já receber a oferta de transplante", comenta o coordenador da Central de Transplantes da SES, Cristiano Franke. Com um tempo de espera tão reduzido, o Estado considera que praticamente não há fila para córneas. "É preciso que exista uma espera mínima para que possamos organizar a distribuição."

De acordo com Franke, existe maior procura por órgãos do que doadores disponíveis, uma vez que é preciso que o óbito seja detectado por critérios neurológicos, ou seja, morte encefálica, e que a circulação sanguínea tenha sido mantida, mesmo que artificialmente. Esse tipo de situação ocorre em 1% a 2% de todos os falecimentos. "As córneas não se encaixam nisso. Mesmo depois de declarado o óbito, a captação pode ser feita em até seis horas", explica o coordenador.

No primeiro semestre de 2015, houve registro de 115 doadores efetivos no Estado, que aparece como o terceiro com maior número de doadores no mais recente ranking da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Até julho deste ano, foram realizados 263 transplantes de rim, 64 de fígado, 24 de pulmão, dez de coração, três de rim e pâncreas, 106 de esclera (a parte branca do olho), 266 de osso e 11 de pele. No ano passado, no período de janeiro a agosto, foram realizados 975 transplantes, sendo seis de coração, dez de pulmão, 80 de fígado, 332 de rim, 450 de córnea e 97 de medula óssea.

Recusa da família ainda é o principal entrave para aumentar procedimentos

A resistência dos familiares continua sendo um dos principais obstáculos na busca por doadores de órgãos. Sem ter certeza em relação ao desejo do falecido, a família acaba optando por não realizar a doação. No Rio Grande do Sul, 39% das doações não ocorrem por causa da recusa familiar. No Brasil, esse índice chega a 45%.

A enfermeira Kelen Machado, da Organização de Procura de Órgãos (OPO) da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre,  reforça a importância da conversa prévia. "Quando a família não sabe, vai preferir não doar. A lei, hoje, diz que quem decide é a família. Se o assunto for debatido, com certeza, depois da morte, a vontade do doador será respeitada. Mesmo que seja delicado, é preciso falar sobre isso", afirma Kelen.

As famílias são procuradas somente depois que a morte encefálica é confirmada. "É uma situação de morte diferente. Esse paciente que vai para doação está internado na UTI, os familiares veem o tórax se mexendo, pode ser mais difícil compreender que a pessoa está morta. Por isso, procuramos nos certificar de que os familiares entenderam tudo o que ocorreu antes de falarmos em doação."

De acordo com Cristiano Franke, da Central de Transplantes da SES, há casos em que o próprio paciente já havia deixado claro que não queria ser doador. Os motivos religiosos, apontados pela ABTO como uma das principais razões para a recusa, não são tão frequentes no Rio Grande do Sul.

O órgão mais transplantado é o rim. Paradoxalmente, no Estado, a lista de espera é a maior. Franke justifica essa realidade devido à hemodiálise, que permite ao paciente uma sobrevida. "A lista é única. As pessoas saem dela ou porque recebem o transplante ou porque morrem. Então, a lista de espera por um coração, pulmão, fígado, não aumenta tanto como a do rim, que aguenta mais tempo." Atualmente, 896 pessoas estão na fila de espera gaúcha.

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