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Turismo Notícia da edição impressa de 21/09/2015

Guias de turismo buscam maior valorização

Atuação de trabalhadores extraoficiais gera concorrência e pode comprometer atividade pela falta de capacitação

Adriana Lampert

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Lemanski desembolsou R$ 3 mil em cursos de formação no Senac
Lemanski desembolsou R$ 3 mil em cursos de formação no Senac

Única profissão regulamentada (pela Lei nº 8.623, de 28 de janeiro de 1993) no setor, a atividade de guia de turismo tem sofrido com a concorrência extraoficial que se ampliou no Brasil na última década. Preocupados em manter o espaço conquistado no mercado, os profissionais registrados têm se mobilizado para cobrar fiscalização do governo no que se refere à certificação e ao cadastro no Ministério do Turismo - exigências para quem quer atuar oficialmente no País.

Uma das ações envolve o Sindicato dos Guias de Turismo do Estado (Sindegtur-RS) e a Federação Nacional dos Guias de Turismo (Fenagtur), e reunirá mais de 150 pessoas em seminário que ocorre amanhã, em Porto Alegre, com o apoio da Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer (Setel) do Rio Grande do Sul.

Entre as novidades que surgiram no mercado, ciceronear visitantes virou um filão que atrai desde publicitários, jornalistas e advogados até profissionais da área da saúde. Os serviços, em geral, são personalizados, e destinados principalmente para pessoas que não querem conhecer apenas os pontos históricos ou badalados dos destinos. São os chamados "amigos de aluguel", que fazem as vezes de anfitriões da cidade e levam o turista para passear por algumas horas, como se estivessem recebendo um conhecido - uma forma de intercâmbio cultural.

Além deste grupo, que une o gosto por conhecer pessoas e por viajar, há também quem invista no receptivo de grupos, desde os menores, com uma ou duas pessoas, até uma excursão organizada para mais de 30 integrantes. Um exemplo de "guias piratas" (como são conhecidos no mercado) se encontra fácil em Ouro Preto (MG). Em geral, eles costumam abordar nas ruas da cidade os turistas interessados em conhecer a história e a arquitetura de igrejas, em visitas guiadas. Tanto o primeiro perfil de guia extraoficial quanto o segundo não se utilizam do registro emitido pelo Ministério do Turismo, que é uma exigência e um comprovante de competência para exercer a atividade, no caso de quem deseja atuar oficialmente na profissão. "Tem muita gente atuando de forma ilegal, por conta da falta de fiscalização: muitas empresas ofertam serviços, utilizando guias despreparados", dispara o vice-presidente da Fenagtur, Henrique Dantas.

"Pode até acontecer de a pessoa que atua como guia sem a certificação ter o conhecimento necessário, mas é complicado, porque não é justo com quem estudou para isso, se formalizou e se cadastrou", pondera o guia de turismo Roque Lemanski, que trabalha com o ônibus Linha Turismo, em Porto Alegre. Antes de obter o registro, ele investiu R$ 3 mil em um curso de formação no Senac, com duração de um ano e meio. "Estudei sobre história, geografia, aspectos culturais e folclóricos não somente da Capital, mas também do Rio Grande do Sul, do Brasil e da América Latina", enumera. "Ainda assim, busco constantemente ampliar meus conhecimentos, com muita leitura, busca por vídeos e capacitações extras."

"Nossa luta é pela fiscalização, porque, sem ela, muitos que estão regularizados não conseguem trabalhar", afirma Dantas, lembrando que também é importante que os guias oficiais se "reinventem constantemente", e se atualizem com as novas tendências, para se moldar à necessidade do mercado. De acordo com a Setel-RS, hoje existem 913 guias regulares no Estado. "A profissão de guia de turismo é regulamentada por lei, e, para exercê-la, é preciso estar cadastrado junto ao Ministério do Turismo, dentro do Programa Cadastur", lembra o diretor de Turismo da Setel, Abdon Barreto Filho. O curso específico para exercer a profissão é de, no mínimo, 800h/aula e deve ser reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).

Seminário em Porto Alegre irá debater futuro da categoria com os avanços tecnólogicos

A ideia do seminário Guia de turismo versus avanços tecnológicos, que ocorre nesta terça-feira em Porto Alegre, é de reforçar a importância do cadastro de profissionais da área junto ao Ministério do Turismo. "Muitos guias regularizados reclamam da atuação ilegal de pessoas sem a qualificação exigida", explica o diretor de Turismo da Setel, Abdon Barreto Filho. "Ao valorizar estes profissionais, queremos provocar também o debate sobre a necessidade de reciclagem e adaptação, pois, com a grande quantidade de informações na internet, o guia deve atuar com um diferencial que reforce a importância de sua presença e da profissão."

Para se destacar em um mercado cada vez mais competitivo, o guia de turismo deve ser dinâmico, sociável, criativo e comunicativo, ensina a presidente do Sindegtur-RS, Sueli Ribeiro. "Além disso, a função exige conhecimento técnico e capacidade de interagir com diversos públicos, tornando as viagens mais agradáveis e emocionantes", completa. Barreto Filho destaca que, na visão da Setel-RS, é fundamental a presença de um guia no receptivo dos destinos. "O guia, além de prestar serviço personalizado, dá dicas importantes e humaniza o processo. Este profissional agrega valor entre o visitante e a comunidade."

Mesmo em tempos de aplicativos e sites que possibilitam que o viajante escolha seu roteiro e descubra sozinho a cidade, Barreto Filho considera importante a ajuda de um profissional. "Um exemplo de situação que pode acabar com a imagem de uma cidade é o mau tratamento do turista pelo prestador de serviço. Se o guia intermediar, isso pode ser evitado."

Brasil conta com 13 mil profissionais certificados; mais de 20 mil atuam

Com a expansão do turismo no Brasil, cresce também o mercado para guias. Atualmente, o País possui 13 mil profissionais certificados para atuar na atividade. "No entanto, mais de 20 mil pessoas atuam nesta área", afirma o vice-presidente da Fenagtur, Henrique Dantas. De acordo com a presidente do Sindegtur-RS, Sueli Ribeiro, a média dos valores das diárias pagas vão desde R$ 190,00 para viagens nacionais até R$ 250,00 para um passeio à Serra Gaúcha.

"Os visitantes de Porto Alegre têm muito interesse em conhecer a cultura dos gaúchos, querem informações sobre gastronomia e dicas de museus", informa o guia de turismo Roque Lemanski. "No Acampamento Farroupilha, onde a Secretaria Municipal de Turismo atua com o projeto Turismo de Galpão, o papel do guia é fundamental", afirma a turismóloga da Capital Natalia Medeiros. "É através dele que os visitantes vão entender o que é o acampamento e o que significam seus ícones."
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