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editorial Notícia da edição impressa de 21/09/2015

As tarifas e os juros que nos atormentam a vida

Tudo se vende no grande mercado que é este mundo, menos juízo. Desta forma, não surpreende quando tantas famílias estão endividadas além do tolerável. Assim, há palestrantes ganhando um bom dinheiro para dizer às pessoas como elas devem administrar as suas finanças. Pode parecer paradoxal, mas não é, quando o incentivo ao consumo atingiu a todos nos últimos três anos. Compramos tudo em três vezes, pelo menos, pelo preço à vista. No cartão de crédito, pode-se pagar, na maioria das bandeiras, em até seis vezes e por aí vai. Enfim, consumimos, logo existimos.

Claro que é bom satisfazer a vontade da compra, guardada na mente por meses ou anos a fio, vendo nas vitrines o objeto desejado, mas sem adquiri-lo. Isso acabou no Brasil, porém, provavelmente, de uma forma desorganizada. Acontece que com a taxa básica de juros em alta, os brasileiros estão hoje pagando muito caro pelos empréstimos. Agora, a realidade nos assombra, com crédito caro, escasso e inflação elevada.

Hoje, a Selic está em 14,25% ao ano, mas os consumidores pagam taxas bem mais elevadas ao ano e não saldar todo o débito do cartão de crédito ou do limite do negativo dos bancos é uma temeridade, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Há um exagero e os juros levam boa parte dos vencimentos ou salários, dos servidores públicos ou empregados do setor privado. A facilidade da oferta ainda é grande, e alguns consideram que o valor que podem sacar entrando no negativo faz parte dos seus salários. É o início, para certas pessoas, do endividamento que vai parar no SPC ou em uma penúria financeira terrível, juros sobre juros, dívidas sobre dívidas, sem que um fim honroso seja vislumbrado.

Uma das explicações, segundo especialistas, é que a taxa cobrada pelos bancos é resultado de cinco fatores. Além do custo de captação, que normalmente é a Selic, também entram nessa equação os impostos do setor, o risco de inadimplência, as despesas administrativas e o lucro dos bancos.

O diretor executivo de estudos financeiros da Anefac, Miguel Oliveira, diz que as taxas de juros aumentaram, no rastro das altas da Selic. Por isso, é necessário ter cautela nos empréstimos. "As pessoas têm que administrar seus ganhos e dívidas, sob pena de se tornarem inadimplentes", alertou. Outra explicação é que os juros elevados decorrem pela concentração bancária, que reduz a competição entre as instituições. Acontece que os 10 maiores bancos brasileiros têm quase 90% de todo o sistema financeiro do País. Outro problema está no tipo de concorrência estabelecida no Brasil.

É que a disputa pelo cliente não é feita via preço, como deveria. Na publicidade bancária, geralmente se diz que o aspecto físico das agências é o que interessa e que elas estão em todos os lugares. Raramente se fala que o dinheiro e o ?respectivo juro cobrado serão os mais baratos do mercado, salvo no caso dos ligados aos fabricantes de veículos, mas a tal de taxa zero implica, normalmente, em uma entrada de até 50% do valor do veículo. Finalmente, o fato de que temos um sistema jurídico caro e demorado.

Se o banco tentar cobrar uma dívida, será caro e demorado. Então, ele coloca a inadimplência nos juros que cobra e também os custos de um suposto processo. Juntando aqui e ali, não surpreende quanto temos altos juros mensais nos cheques especiais. Então, muita parcimônia, ou a inadimplência e o sofrimento financeiro nos esperam logo adiante.

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